{"id":6039,"date":"2009-07-21T11:39:07","date_gmt":"2009-07-21T15:39:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=6039"},"modified":"2009-07-31T15:45:39","modified_gmt":"2009-07-31T19:45:39","slug":"estresse-e-ganho-de-peso-como-essa-relacao-pode-afetar-nossas-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/estresse-e-ganho-de-peso-como-essa-relacao-pode-afetar-nossas-vidas\/6039","title":{"rendered":"Estresse e ganho de peso: como essa rela\u00e7\u00e3o pode afetar nossas vidas?"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;\" align=\"center\"><em><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 18px;\">Ser\u00e1 que o estressado cr\u00f4nico poderia engordar pelo excesso de cortic\u00f3ide,<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;\" align=\"center\"><em><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 18px;\">mesmo sem comer muito?<\/span><\/em><\/p>\n<p>Dentre as queixas mais comuns entre os pacientes que procuram tratamento m\u00e9dico\u00a0 e nutricional para a obesidade, cerca de 80% relacionam seu ganho de peso ao estresse. \u201cNa verdade, algumas caracter\u00edsticas da vida moderna podem estar intimamente relacionadas a um balan\u00e7o energ\u00e9tico positivo, levando ao ganho de peso. Dentre elas, podemos citar alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, sedentarismo e mais recentemente, o estresse\u201d, diz a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.<\/p>\n<p>Os fatores estressores da sociedade moderna s\u00e3o frutos da rotina puxada das empresas, das rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais, al\u00e9m de fatores intr\u00ednsecos, como a priva\u00e7\u00e3o de sono, por exemplo. Geralmente, o corpo humano responde ao estresse atrav\u00e9s de adapta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou comportamentais, aumentando o estado de alerta diante de novas situa\u00e7\u00f5es, a toler\u00e2ncia \u00e0 dor e a produ\u00e7\u00e3o e libera\u00e7\u00e3o de substratos energ\u00e9ticos dos estoques corporais, principalmente sob a forma de glicose e gordura. \u201cEsses substratos em excesso s\u00e3o conhecidos por causarem altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas ligadas \u00e0 obesidade e ao diabetes. Ser\u00e1 esta a rela\u00e7\u00e3o poss\u00edvel? Ou seja, ser\u00e1 esse o elo que liga a obesidade ao estresse da vida moderna?\u201d, questiona a m\u00e9dica.<\/p>\n<p><strong><em>A rea\u00e7\u00e3o normal e a patol\u00f3gica ao estresse<\/em><\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 certo ponto o estresse pode ser ben\u00e9fico e conduzir o indiv\u00edduo a alcan\u00e7ar metas importantes no trabalho e na vida pessoal.\u00a0 A curto prazo, na maioria das vezes, o organismo se reequilibra, sem comprometimento da sa\u00fade f\u00edsica e mental. A rea\u00e7\u00e3o normal esperada a um fator estressor pode se manifestar com enfretamento ou fuga. \u201cAlgumas vezes, a resposta n\u00e3o atende a nenhuma dessas condi\u00e7\u00f5es e o indiv\u00edduo n\u00e3o consegue nem se engajar na luta, nem na fuga do agente estressor, sofrendo as consequ\u00eancias do estresse de maneira a gerar um estado de fragilidade a v\u00e1rias doen\u00e7as, principalmente quando ele \u00e9 intenso e prolongado\u201d, afirma Ellen Paiva.<\/p>\n<p>O \u00e1bito de comer talvez seja um dos fatores que mais sofre as repercuss\u00f5es do estresse da vida moderna. \u201cOs relatos s\u00e3o un\u00e2nimes: as pessoas comem muito mais quando expostas a fatores estressores, podendo ocorrer queixas de fome excessiva, comportamento beliscador e at\u00e9 uma necessidade patol\u00f3gica de consumir grandes volumes de alimentos: a compuls\u00e3o alimentar\u201d, destaca a endocrinologista.<\/p>\n<p>Um fato intrigante, relata Ellen Paiva, s\u00e3o os relatos de alguns pacientes, que n\u00e3o encontram explica\u00e7\u00e3o para o volume alimentar consumido e afirmam categoricamente que mesmo comendo pouco, ganham peso. Esse fato tem levantado a quest\u00e3o do papel do estresse na origem da obesidade, independentemente da alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Efeitos da priva\u00e7\u00e3o do sono<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 30 anos, a m\u00e9dia de sono noturno das pessoas sofreu uma redu\u00e7\u00e3o de 8\/9 horas para 6\/7 horas. Entre os americanos, a m\u00e9dia de sono \u00e9 ainda menor, uma vez que 30% deles dormem menos do que 6 horas por noite. V\u00e1rios estudos recentes t\u00eam relacionado a priva\u00e7\u00e3o do sono com a ocorr\u00eancia aumentada de obesidade e de diabetes tipo 2. \u201cA priva\u00e7\u00e3o do sono pode estar relacionada \u00e0 obesidade atrav\u00e9s de v\u00e1rios fatores. O primeiro deles trata-se de um estado de estresse cr\u00f4nico. Al\u00e9m disso, v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es hormonais induzidas pela priva\u00e7\u00e3o de sono podem influenciar o ganho de peso, como \u00e9 o caso da grelina e leptina, horm\u00f4nios relacionados ao controle da fome e da saciedade\u201d, diz a diretora do Citen.<\/p>\n<p><strong><em>Horm\u00f4nios do estresse e o ganho de peso<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Um fator importante na busca pelas causas da obesidade foi a constata\u00e7\u00e3o de que nos quadros de estresse, notamos um aumento de alguns horm\u00f4nios relacionados \u00e0 obesidade. Tratam-se dos cortic\u00f3ides, ou a conhecida cortisona, que tem a capacidade de aumentar o peso de pacientes, quanto utilizada sob a forma de medicamento, e at\u00e9 quando produzida em excesso pelo organismo, em algumas doen\u00e7as. \u201cSer\u00e1 que o estressado cr\u00f4nico poderia engordar pelo excesso de cortic\u00f3ide, mesmo sem comer muito?\u201d, questiona a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>\u201cNossas d\u00favidas n\u00e3o est\u00e3o sanadas a esse respeito, uma vez que muitos indiv\u00edduos estressados e com eleva\u00e7\u00e3o da cortisona n\u00e3o engordam e, por outro lado, muitos obesos estressados n\u00e3o expressam aumento do seu cortic\u00f3ide end\u00f3geno. Por isso, muito provavelmente, a diferen\u00e7a entre estes pacientes \u00e9 o volume de alimentos ingeridos\u201d, afirma Ellen Paiva.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 que o estresse pode sim ser um fator favorecedor da obesidade, principalmente pelo aumento da resist\u00eancia insul\u00ednica, pelas altera\u00e7\u00f5es dos horm\u00f4nios relacionados \u00e0 fome e \u00e0 saciedade, pela priva\u00e7\u00e3o do sono e at\u00e9 mesmo pelo excesso de cortic\u00f3ide. \u201cMas o maior fator associado ao ganho de peso \u00e9 comportamental. O que engorda \u00e9 o balan\u00e7o energ\u00e9tico desfavor\u00e1vel: a associa\u00e7\u00e3o da ingest\u00e3o excessiva de calorias somada ao sedentarismo\u201d, conclui a endocrinologista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que o estressado cr\u00f4nico poderia engordar pelo excesso de cortic\u00f3ide, mesmo sem comer muito? 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