{"id":592,"date":"2009-04-16T11:14:12","date_gmt":"2009-04-16T15:14:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=592"},"modified":"2009-04-16T11:14:12","modified_gmt":"2009-04-16T15:14:12","slug":"mulher-analfabeta-que-aprende-a-ler-aumenta-a-renda-em-17","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/mulher-analfabeta-que-aprende-a-ler-aumenta-a-renda-em-17\/592","title":{"rendered":"Mulher analfabeta que aprende a ler aumenta a renda em 17%"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"border-collapse: separate; color: #333333; font-family: verdana; font-size: 11px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 37px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;\">O Centro de Microeconomia Aplicada da Escola de Economia de S\u00e3o Paulo da FGV realizou o estudo &#8220;Efeitos da alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos sobre sal\u00e1rio e emprego&#8221;, que revela dados sobre a rela\u00e7\u00e3o entre alfabetiza\u00e7\u00e3o e aumento de renda.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise teve como base de dados a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada no per\u00edodo de janeiro de 2002 a dezembro de 2006 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que ouviu mais de 1,6 milh\u00e3o de pessoas das regi\u00f5es metropolitanas de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador.<\/p>\n<p>Desse total, os pesquisadores da FGV Ma\u00fana Soares de Baldini Rocha e Vladimir Ponczek fizeram um recorte e levaram em conta os dados referentes \u00e0s pessoas entre 25 e 65 anos de idade com at\u00e9 um ano de escolaridade. &#8220;Isso nos deixou cerca de 2.000 pessoas para avaliarmos&#8221;, explica Ponczek.<span class=\"Apple-converted-space\"> <\/span><\/p>\n<p>Dados obtidos<span class=\"Apple-converted-space\"> <\/span><\/p>\n<p>O trabalho apontou que um adulto analfabeto que aprende a ler e escrever tem um aumento em torno de 10% em sua renda. Entre aqueles que s\u00e3o empregados formais &#8211; ou seja, com carteira assinada &#8211; o n\u00famero passa para cerca de 15%.<span class=\"Apple-converted-space\"> <\/span><\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante notar que a formaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o possui impacto sobre o sal\u00e1rio, o que sugere que os ganhos decorrentes da alfabetiza\u00e7\u00e3o ocorrem por causa do aumento de produtividade e n\u00e3o pelo fato de pessoas se formalizarem&#8221;, destacam os pesquisadores.<\/p>\n<p>Segundo a avalia\u00e7\u00e3o, o retorno financeiro \u00e9 ainda maior no caso das mulheres: 17%, sendo essa diferen\u00e7a mais acentuada quanto mais velho for o indiv\u00edduo. Se para pessoas de 46 a 60 anos \u00e9 de 15%, o retorno financeiro para as mulheres nessa faixa et\u00e1ria \u00e9 de cerca de 25%.<\/p>\n<p>Ponczek explica que a diferen\u00e7a entre os ganhos obtidos por um homem e uma mulher pode estar no tipo de trabalho desenvolvido: &#8220;Uma possibilidade \u00e9 que, em geral, os homens analfabetos trabalham em setores manuais, como na constru\u00e7\u00e3o civil, onde o ganho com a alfabetiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 muito grande. No caso das mulheres, o aumento \u00e9 maior porque, se ela trabalha como empregada dom\u00e9stica, a capacidade de leitura ser\u00e1 importante e a valorizar\u00e1&#8221;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Centro de Microeconomia Aplicada da Escola de Economia de S\u00e3o Paulo da FGV realizou o estudo &#8220;Efeitos da alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos sobre sal\u00e1rio e emprego&#8221;, que revela dados sobre a rela\u00e7\u00e3o entre alfabetiza\u00e7\u00e3o e aumento de renda. A an\u00e1lise teve como base de dados a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada no per\u00edodo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-592","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-brasil","7":"entry","8":"gs-1","9":"gs-odd","10":"gs-even","11":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=592"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/592\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}