{"id":58729,"date":"2014-08-22T15:58:21","date_gmt":"2014-08-22T18:58:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=58729"},"modified":"2014-08-22T15:58:21","modified_gmt":"2014-08-22T18:58:21","slug":"perspectiva-na-construcao-civil-preocupa-cni","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/perspectiva-na-construcao-civil-preocupa-cni\/58729","title":{"rendered":"Perspectiva na constru\u00e7\u00e3o civil preocupa CNI"},"content":{"rendered":"<p>O per\u00edodo de bonan\u00e7a vivido pelo setor da <em><strong>constru\u00e7\u00e3o civil<\/strong><\/em> entre 2010 e 2012, estimulado por programas como Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), est\u00e1 cada vez mais distante, diz a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). De acordo com a Sondagem Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o, divulgada pela CNI, a situa\u00e7\u00e3o atual \u201cn\u00e3o \u00e9 positiva\u201d, e a perspectiva para os pr\u00f3ximos tr\u00eas meses \u00e9 pessimista.<\/p>\n<p>Pela primeira vez, desde dezembro de 2009, o indicador de expectativa em rela\u00e7\u00e3o a novos servi\u00e7os e empreendimentos caiu para 49 pontos, em agosto \u2013 o que, segundo a CNI, \u201csugere queda nos pr\u00f3ximos seis meses\u201d tamb\u00e9m para a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, compra de mat\u00e9rias-primas e insumos, e no n\u00famero de empregados do setor. J\u00e1 o indicador relativo \u00e0 expectativa para os pr\u00f3ximos seis meses sobre o n\u00edvel de atividade ficou em 49,6 pontos.<\/p>\n<p>Os valores apresentados pela sondagem variam de 0 a 100 pontos. Quando abaixo de 50 pontos, os indicadores revelam expectativas negativas do empresariado. Ainda segundo a pesquisa, em agosto, o indicador de expectativa de compras de mat\u00e9ria-prima caiu para 48,2 pontos e o de n\u00famero de empregados recuou para 48,5 pontos.<\/p>\n<p>O pessimismo dos empres\u00e1rios vem ap\u00f3s um dos melhores per\u00edodos vividos pelo setor. \u201cDe janeiro de 2010, quando o indicador sobre a expectativa do n\u00edvel de atividade para os seis meses subsequentes chegou a 68,8 pontos, at\u00e9 meados de 2012, quando esse indicador come\u00e7ou a diminuir, a constru\u00e7\u00e3o civil viveu um per\u00edodo muito forte e de grande crescimento. Havia uma perspectiva de crescimento acentuado. Os resultados obtidos eram inclusive superiores aos que os empres\u00e1rios projetavam\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil Danilo Garcia, economista da CNI.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o estava boa por causa dos investimentos e pelo impulso que se teve para a compra de im\u00f3veis por pessoas f\u00edsicas, motivados principalmente pelo destravamento dos financiamentos e pela queda da taxa de juros. Tamb\u00e9m serviram para moldar esse cen\u00e1rio os programas Minha Casa, Minha Vida e de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento, que contribu\u00edram significativamente par as obras de infraestrutura\u201d, acrescentou Garcia.<\/p>\n<p>Segundo ele, na \u00e9poca a constru\u00e7\u00e3o civil cresceu muito. \u201cFaltava at\u00e9 trabalhador qualificado, o que chegou a ser apontado [como problema] por 72% das empresas ao final de 2010. Mas [a partir da segunda metade de 2012] come\u00e7amos a observar uma queda na expectativa dos empres\u00e1rios. E, no segundo trimestre de 2014, esse \u00edndice [falta de trabalhador qualificado] caiu para 34,2%\u201d.<\/p>\n<p>Para a CNI, a falta de confian\u00e7a dos empres\u00e1rios \u00e9 resultado da retra\u00e7\u00e3o da atividade no setor. Em julho, o indicador do n\u00edvel de atividade caiu para 44,9 pontos; o de n\u00edvel efetivo em rela\u00e7\u00e3o ao usual baixou para 42,3 pontos; e o indicador de n\u00famero de empregados recuou para 44,2 pontos &#8212; o menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica. J\u00e1 o n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada manteve-se em 69%.<\/p>\n<p>\u201cNeste momento, a situa\u00e7\u00e3o financeira das empresas n\u00e3o se encontra favor\u00e1vel, e os empres\u00e1rios t\u00eam demonstrado insatisfa\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o financeira, com a margem de lucro operacional e com o acesso ao cr\u00e9dito. O impacto mais forte est\u00e1 relacionado \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o da economia e \u00e0 menor confian\u00e7a dos consumidores\u201d, explicou Garcia.<\/p>\n<p>Segundo o economista, a expectativa \u00e9 que a constru\u00e7\u00e3o civil s\u00f3 volte a crescer quando houver mais confian\u00e7a na economia. \u201cUma terceira edi\u00e7\u00e3o do MCMV tem potencial de contribui\u00e7\u00e3o forte [para melhorar a situa\u00e7\u00e3o], principalmente para o setor de constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A pesquisa da CNI foi feita entre 1\u00ba e 12 de agosto, com 572 empresas, das quais 193 de pequeno porte, 244 m\u00e9dias e 135 grandes.<\/p>\n<p>Pedro Peduzzi \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O per\u00edodo de bonan\u00e7a vivido pelo setor da constru\u00e7\u00e3o civil entre 2010 e 2012, estimulado por programas como Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), est\u00e1 cada vez mais distante, diz a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). 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