{"id":57951,"date":"2014-08-04T16:14:48","date_gmt":"2014-08-04T19:14:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=57951"},"modified":"2014-08-04T16:14:48","modified_gmt":"2014-08-04T19:14:48","slug":"obesidade-e-genetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/obesidade-e-genetica\/57951","title":{"rendered":"Obesidade e Gen\u00e9tica"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 quem coma um prato caprichado, recheado de carboidrato, e com direito a sobremesa no final, sem que isso afete a silhueta. Por outro lado, h\u00e1 quem engorde comendo pouco, cortando carboidrato, a\u00e7\u00facar e tudo o mais que possa favorecer o ganho de peso. Pois essa contradi\u00e7\u00e3o pode ser explicada pela gen\u00e9tica. &#8220;Cada indiv\u00edduo \u00e9 \u00fanico e suas <strong><em>caracter\u00edsticas s\u00e3o determinadas pelo seu DNA<\/em><\/strong>, incluindo como o seu organismo vai metabolizar os alimentos. Nem sempre a restri\u00e7\u00e3o de calorias ser\u00e1 suficiente para reduzir o peso ou a gordura corporal. A dieta, que \u00e9 \u00f3tima para uma pessoa, geralmente n\u00e3o servir\u00e1 para outra&#8221;, explica Michelle Vilhena, m\u00e9dica do Centro de Genomas\u00ae.<\/p>\n<p>Para entender melhor este processo \u00e9 preciso compreender a influ\u00eancia dos genes em nosso metabolismo. &#8220;Os genes s\u00e3o sequ\u00eancias de DNA, que cont\u00e9m informa\u00e7\u00e3o codificada para produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas, as grandes respons\u00e1veis pelo funcionamento do corpo. S\u00e3o elas que determinam a digest\u00e3o de alimentos e como eles ser\u00e3o utilizados: se para armazenamento de gordura ou para produ\u00e7\u00e3o de energia e taxa de metabolismo basal. Isso quer dizer que os genes influenciam o funcionamento do corpo como um todo&#8221;, afirma a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Identificando o inimigo<\/p>\n<p>Para quem est\u00e1 acima do peso exames de nutrigen\u00e9tica ajudam a identificar se o excesso \u00e9 decorrente de maior ingest\u00e3o de alimentos ou de menor gasto energ\u00e9tico &#8211; ou de ambos. &#8220;Eles podem, ainda, mostrar se a pessoa tem metabolismo lento para carboidratos ou para gorduras e auxiliar o profissional nutricionista ou m\u00e9dico a definir qual \u00e9 a melhor abordagem nutricional para perda ou manuten\u00e7\u00e3o do peso&#8221;, esclarece a Dra. Michelle. E complementa: &#8220;\u00c9 importante destacar que pesquisadores estimam que cerca de 600 marcadores gen\u00e9ticos estejam envolvidos na determina\u00e7\u00e3o da obesidade multifatorial, e que os testes de nutrigen\u00e9tica mais amplos avaliam apenas 24 desses marcadores. Assim, trabalhamos com probabilidades&#8221;.<\/p>\n<p>No Centro de Genomas\u00ae \u00e9 poss\u00edvel realizar v\u00e1rios exames capazes de direcionar o m\u00e9dico na melhor forma de tratamento (em geral, o prazo de libera\u00e7\u00e3o do resultado \u00e9 de at\u00e9 40 dias \u00fateis, mas ele costuma ocorrer em 20 dias). &#8220;Existem testes de nutrigen\u00e9tica, dermagen\u00e9tica, farmacogen\u00e9tica, oncofarmacogen\u00e9tica, cardirisk etc. O importante, no entanto, \u00e9 entender que a gen\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 destino e que esses testes s\u00e3o preditivos, ou seja, nos ajudam a prever alguns processos. Assim, ao identificarmos a melhor dieta a ser seguida por cada indiv\u00edduo, n\u00f3s podemos tamb\u00e9m reduzir o risco de doen\u00e7as gra\u00e7as a mudan\u00e7as no estilo de vida, baseadas na alimenta\u00e7\u00e3o. Sem esquecer que, para resultados favor\u00e1veis, \u00e9 fundamental a ades\u00e3o \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es nutricionais propostas&#8221;, alerta a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Magra para sempre<\/p>\n<p>Com base nos resultados de um exame de nutrigen\u00e9tica, \u00e9 poss\u00edvel direcionar a dieta, tornando-a totalmente personalizada e fazendo com que \u2018os genes se expressem da melhor forma poss\u00edvel\u2019. &#8220;Podemos identificar qual \u00e9 o padr\u00e3o de metabolismo da pessoa e, assim selecionar, qual \u00e9 a melhor distribui\u00e7\u00e3o de macronutrientes e se ela precisa ou n\u00e3o de certos suplementos e vitaminas para auxiliar o seu metabolismo. Esses testes s\u00e3o uma ferramenta a mais na pr\u00e1tica cl\u00ednica nutricional aliados a exames bioqu\u00edmicos e anamnese tradicionais&#8221;, defende.<\/p>\n<p>Dessa forma, a perda do excesso de peso, bem como sua manuten\u00e7\u00e3o, se tornam mais f\u00e1ceis, porque a dieta \u00e9 baseada nas reais necessidades de cada pessoa. &#8220;A reeduca\u00e7\u00e3o alimentar \u00e9 direcionada pelas necessidades do DNA. Com o metabolismo funcionando de maneira mais adequada, ele, consequentemente, tende para um equil\u00edbrio metab\u00f3lico, onde, al\u00e9m do peso ideal, o paciente tamb\u00e9m consegue atingir um saldo positivo de sa\u00fade&#8221;, finaliza Michelle Vilhena.<\/p>\n<p>Culpa do gene<\/p>\n<p>Existem in\u00fameros marcadores estudados para apontar o risco de obesidade. Conhe\u00e7a tr\u00eas fundamentais:<\/p>\n<p>FTO (Fat Mass and Obesity-Associated) &#8211; controla o equil\u00edbrio energ\u00e9tico e, assim, regula o ac\u00famulo de massa corporal gorda e o \u00edndice de massa corporal (IMC). As altera\u00e7\u00f5es nesse gene est\u00e3o ligadas ao desequil\u00edbrio no balan\u00e7o entre a ingest\u00e3o e o gasto cal\u00f3rico. Indiv\u00edduos com essa altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica apresentam maior risco de desenvolverem aumento de IMC, gordura na cavidade abdominal e ac\u00famulo de gordura subcut\u00e2nea.<\/p>\n<p>ADBR2 (receptor beta-adren\u00e9rgico 2) &#8211; regula a taxa metab\u00f3lica basal presente no tecido adiposo branco e est\u00e1 envolvido na mobiliza\u00e7\u00e3o dos estoques de energia via lip\u00f3lise e glic\u00f3lise. Altera\u00e7\u00f5es neste gene aumentam os riscos de desenvolvimento de obesidade e todas as complica\u00e7\u00f5es provenientes dela.<\/p>\n<p>LEP (leptina) &#8211; horm\u00f4nio chave para o controle da ingest\u00e3o de alimentos e metabolismo energ\u00e9tico, sendo produzido pelo tecido adiposo e secretado pela circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, tendo a fun\u00e7\u00e3o de manter a homeostase energ\u00e9tica. Atua na metaboliza\u00e7\u00e3o dos macronutrientes e no aumento da termog\u00eanese. Em n\u00edvel normal, a leptina ajuda a reduzir o apetite. Em n\u00edvel elevado, aumenta.<\/p>\n<p>Centro de Genomas\u00ae: laborat\u00f3rio refer\u00eancia em Medicina Molecular e Gen\u00e9tica Avan\u00e7ada para o diagn\u00f3stico e monitoramento de Doen\u00e7as Infecciosas, Gen\u00e9tica Humana, Oncologia Molecular e, mais recentemente, Medicina Personalizada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quem coma um prato caprichado, recheado de carboidrato, e com direito a sobremesa no final, sem que isso afete a silhueta. Por outro lado, h\u00e1 quem engorde comendo pouco, cortando carboidrato, a\u00e7\u00facar e tudo o mais que possa favorecer o ganho de peso. 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