{"id":57735,"date":"2014-07-29T18:29:46","date_gmt":"2014-07-29T21:29:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=57735"},"modified":"2014-07-29T18:29:46","modified_gmt":"2014-07-29T21:29:46","slug":"sites-de-transparencia-orcamentaria-nao-cumprem-exigencias-revela-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/sites-de-transparencia-orcamentaria-nao-cumprem-exigencias-revela-pesquisa\/57735","title":{"rendered":"Sites de transpar\u00eancia or\u00e7ament\u00e1ria n\u00e3o cumprem exig\u00eancias, revela pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de ser um dos pa\u00edses mais avan\u00e7ados na legisla\u00e7\u00e3o de <strong><em>transpar\u00eancia<\/em><\/strong> e na divulga\u00e7\u00e3o de dados de or\u00e7amentos p\u00fablicos, o Brasil peca na qualidade das informa\u00e7\u00f5es fornecidas. Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (Inesc) e pelo Grupo de Pesquisa em Pol\u00edticas P\u00fablicas para o Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (Gpopai-USP), a dificuldade de apresentar os n\u00fameros de forma did\u00e1tica e de cumprir as exig\u00eancias da lei comprometem a transpar\u00eancia do or\u00e7amento, tanto na esfera federal quanto em n\u00edvel local.<\/p>\n<p>O levantamento pesquisou os sites de divulga\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria das 27 capitais e duas p\u00e1ginas do governo federal: o\u00a0<a style=\"color: #0c88d8;\" href=\"http:\/\/www12.senado.gov.br\/orcamento\/sigabrasil\" target=\"_blank\">Siga Brasil<\/a>, elaborado pelo Senado, e o\u00a0<a style=\"color: #0c88d8;\" href=\"http:\/\/www.portaltransparencia.gov.br\/\" target=\"_blank\">Portal da Transpar\u00eancia<\/a>, da\u00a0Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU). De acordo com o estudo, nenhuma p\u00e1gina cumpriu os oito crit\u00e9rios de transpar\u00eancia estabelecidos internacionalmente.<\/p>\n<p>O \u00fanico quesito respeitado por todos os sites foi a n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o dos dados, que permite o livre acesso \u00e0s estat\u00edsticas. No entanto, embora qualquer cidad\u00e3o possa entrar nas p\u00e1ginas, a pesquisadora Carmela Zigoni, do Inesc, diz que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de ser compreendida. \u201cAt\u00e9 especialistas que entram nesses portais com frequ\u00eancia reclamam que os dados s\u00e3o dif\u00edceis de decodificar. Imagine o cidad\u00e3o comum.\u201d<\/p>\n<p>As p\u00e1ginas mais bem avaliadas foram as das prefeituras do Rio de Janeiro, de Jo\u00e3o Pessoa e de S\u00e3o Lu\u00eds, com nota 6 numa escala de 0 a 10. Em segundo lugar, ficaram o Portal da Transpar\u00eancia, o Siga Brasil e o site da prefeitura de Teresina, com nota 5. A p\u00e1gina da prefeitura de Manaus ficou em \u00faltimo lugar, com nota 1.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios internacionais de transpar\u00eancia analisados foram: dados completos (receitas e despesas), prim\u00e1rios (publica\u00e7\u00e3o dos 15 campos de informa\u00e7\u00e3o sobre receitas e despesas exigidos por um decreto federal de 2010), atuais (com a \u00faltima informa\u00e7\u00e3o do dia \u00fatil anterior \u00e0 consulta), acess\u00edvel (com recursos para deficientes visuais) e process\u00e1veis (com tabelas em formatos que permitem retrabalhar os dados).<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m avaliou se as informa\u00e7\u00f5es cumprem crit\u00e9rios n\u00e3o discriminat\u00f3rios (acess\u00edvel a qualquer usu\u00e1rio), n\u00e3o propriet\u00e1rios (apresenta formatos de arquivos n\u00e3o vinculados a empresas privadas) e t\u00eam licen\u00e7a livre (verifica\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a de uso dos dados e se elas previam alguma restri\u00e7\u00e3o). O cumprimento de cada exig\u00eancia garantiu um ponto, exceto no caso dos dados process\u00e1veis, com at\u00e9 tr\u00eas pontos poss\u00edveis.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, nenhuma p\u00e1gina esclarece se os dados t\u00eam livre licen\u00e7a de uso nem cumpre os requisitos de dados prim\u00e1rios. Na maior parte dos casos, faltam informa\u00e7\u00f5es sobre a etapa de lan\u00e7amento das receitas, que antecede a arrecada\u00e7\u00e3o. No caso das despesas, nenhum site publica todos os campos exigidos pela legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quem mais se aproxima \u00e9 o Portal da Transpar\u00eancia, que deixa de publicar apenas os dados de liquida\u00e7\u00e3o dos gastos, quando o agente p\u00fablico verifica se o servi\u00e7o foi executado e os bens foram comprados antes de desembolsar o dinheiro. O site Siga Brasil, vinculado ao Senado, nem sempre divulga a natureza das despesas (custeio, investimento ou pessoal) e n\u00e3o informa o tipo de licita\u00e7\u00e3o, o n\u00famero do processo e o benefici\u00e1rio dos gastos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Apesar das limita\u00e7\u00f5es dos sites, a pesquisadora do Inesc diz que o Brasil coleciona avan\u00e7os, como uma legisla\u00e7\u00e3o moderna sobre o tema. \u201cA Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o e o decreto de 2010 contemplam os oito crit\u00e9rios internacionais de transpar\u00eancia p\u00fablica\u201d, ressalta. Ela tamb\u00e9m cita o fato de as p\u00e1ginas de duas capitais de estados do Nordeste estarem entre as mais bem avaliadas: \u201cA gest\u00e3o de qualidade, na verdade, est\u00e1 vinculada \u00e0 vontade pol\u00edtica, n\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Talita Cavalcante<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de ser um dos pa\u00edses mais avan\u00e7ados na legisla\u00e7\u00e3o de transpar\u00eancia e na divulga\u00e7\u00e3o de dados de or\u00e7amentos p\u00fablicos, o Brasil peca na qualidade das informa\u00e7\u00f5es fornecidas. Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (Inesc) e pelo Grupo de Pesquisa em Pol\u00edticas P\u00fablicas para o Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":57578,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-57735","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"entry","9":"gs-1","10":"gs-odd","11":"gs-even","12":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/tecnologia-computador.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57735"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57735\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}