{"id":5513,"date":"2009-07-15T19:36:44","date_gmt":"2009-07-15T23:36:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=5513"},"modified":"2009-07-15T19:36:44","modified_gmt":"2009-07-15T23:36:44","slug":"depressao-pode-piorar-no-inverno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/depressao-pode-piorar-no-inverno\/5513","title":{"rendered":"Depress\u00e3o pode piorar no inverno"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que o inverno pode piorar quadros depressivos ou ainda desencadear a depress\u00e3o sazonal? O mais interessante \u00e9 que esse quadro n\u00e3o est\u00e1 relacionado ao frio e sim \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de luminosidade natural do sol.<\/p>\n<p>Esta redu\u00e7\u00e3o altera o ritmo biol\u00f3gico normal do organismo e predisp\u00f5e \u00e0 depress\u00e3o. \u201c\u00c9 comum o relato de piora nos dias mais escuros e nublados em pacientes deprimidos, mas nem todo paciente deprimido piora nessa esta\u00e7\u00e3o\u201d, pondera Acioly Lacerda, psiquiatra e professor da Unifesp (Universidade Federal de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>A falta de luminosidade causa mudan\u00e7as na melatonina, um horm\u00f4nio secretado pelo c\u00e9rebro durante a noite e inibido pela manh\u00e3, com o retorno da luminosidade natural. \u201cPer\u00edodos longos de pouca luminosidade aumentam significativamente a secre\u00e7\u00e3o di\u00e1ria total de melatonina, o que leva o funcionamento do indiv\u00edduo ao padr\u00e3o noturno. Ou seja, ele vai ter menos disposi\u00e7\u00e3o e sonol\u00eancia mesmo durante o dia\u201d, afirma Lacerda.<\/p>\n<p>Os sintomas da depress\u00e3o agravada pelo inverno s\u00e3o mais marcantes entre o final da tarde e o in\u00edcio da noite. Al\u00e9m da sonol\u00eancia, tristeza e falta de motiva\u00e7\u00e3o, o indiv\u00edduo pode apresentar:<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0aumento do apetite &#8211; especialmente para carboidratos;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0ganho de peso;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0perda de energia;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0hipersonia \u2013 cansa\u00e7o cr\u00f4nico;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0hiperreatividade &#8211; rea\u00e7\u00e3o exagerada a acontecimentos ou cr\u00edticas dos outros;<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>O tratamento da depress\u00e3o costuma combinar a psicoterapia e medicamentos, que evolu\u00edram bastante nos \u00faltimos anos. Atualmente, existem aqueles que combatem ao mesmo tempo os sintomas emocionais e f\u00edsicos da depress\u00e3o, como fadiga, altera\u00e7\u00e3o de peso e sono, dores de cabe\u00e7a, nas costas e no pesco\u00e7o, entre outras. \u00c9 o caso da duloxetina, uma moderna op\u00e7\u00e3o medicamentosa que tem dupla a\u00e7\u00e3o, aumentando e balanceando os n\u00edveis de serotonina e noradrenalina no c\u00e9rebro, neurotransmissores respons\u00e1veis pelo aparecimento dos sintomas.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Na esta\u00e7\u00e3o mais fria do ano tamb\u00e9m pode ocorrer a depress\u00e3o sazonal. Estudos epidemiol\u00f3gicos estimam que cerca de 5% das pessoas v\u00e3o apresentar esse tipo de depress\u00e3o, mais comum em regi\u00f5es com inverno muito rigoroso (chega a 10% em latitudes superiores a 45-50 e apenas 1% em latitudes menores que 30). \u201cNo Brasil o inverno n\u00e3o alcan\u00e7a essa extremidade, mas aqui tamb\u00e9m temos casos de depress\u00e3o sazonal. Assim como a depress\u00e3o comum, o quadro \u00e9 mais freq\u00fcente em mulheres\u201d, afirma o psiquiatra.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre a depress\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A causa da doen\u00e7a ainda \u00e9 desconhecida, mas uma das teorias mais aceitas \u00e9 que a depress\u00e3o \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia de uma disfun\u00e7\u00e3o no sistema nervoso central, que diminui e desequilibra as concentra\u00e7\u00f5es de dois neurotransmissores (a serotonina e a noradrenalina). Estes neurotransmissores s\u00e3o respons\u00e1veis pelo aparecimento dos sintomas f\u00edsicos e emocionais da depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar do dif\u00edcil diagn\u00f3stico e da gravidade da doen\u00e7a, existem tratamentos eficazes atualmente. Os mais comuns envolvem psicoterapia e medicamentos e, para que haja o desaparecimento completo dos sintomas, \u00e9 preciso que seja aplicado um tratamento completo. Um dos mais recentes antidepressivos, a duloxetina, tem dupla a\u00e7\u00e3o, aumentando e balanceando os n\u00edveis de serotonina e noradrenalina no c\u00e9rebro. Por isso, atua sobre os sintomas emocionais (tristeza, ansiedade, humor depressivo) e f\u00edsicos (fadiga, altera\u00e7\u00e3o de peso e sono, dores de cabe\u00e7a, nas costas, no pesco\u00e7o, entre outras) da doen\u00e7a, proporcionando significativo aumento da qualidade de vida do paciente. A duloxetina, um medicamento dos laborat\u00f3rios Boehringer Ingelheim e Eli Lilly, foi estudada at\u00e9 o momento em mais de 6.000 adultos com depress\u00e3o e \u00e9 comercializada em mais de 40 pa\u00edses, entre os quais Estados Unidos, M\u00e9xico, Reino Unido, Alemanha e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar, por\u00e9m, que n\u00e3o se deve usar nenhum medicamento sem prescri\u00e7\u00e3o e rigoroso acompanhamento m\u00e9dico. Os pacientes com depress\u00e3o devem tamb\u00e9m ser encorajados a modificar seus h\u00e1bitos di\u00e1rios: realizar atividades f\u00edsicas regulares, manter um per\u00edodo satisfat\u00f3rio de sono di\u00e1rio, ter uma boa alimenta\u00e7\u00e3o e evitar o uso de subst\u00e2ncias como anorex\u00edgenos, \u00e1lcool e tabaco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que o inverno pode piorar quadros depressivos ou ainda desencadear a depress\u00e3o sazonal? O mais interessante \u00e9 que esse quadro n\u00e3o est\u00e1 relacionado ao frio e sim \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de luminosidade natural do sol. 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