{"id":53655,"date":"2014-04-03T16:54:33","date_gmt":"2014-04-03T19:54:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=53655"},"modified":"2014-04-03T16:54:33","modified_gmt":"2014-04-03T19:54:33","slug":"falta-de-vitamina-d-prejudica-funcionamento-dos-rins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/falta-de-vitamina-d-prejudica-funcionamento-dos-rins\/53655","title":{"rendered":"Falta de vitamina D prejudica funcionamento dos rins"},"content":{"rendered":"<p>Por Karina Toledo Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Al\u00e9m dos bem conhecidos problemas na mineraliza\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, a <em><strong>defici\u00eancia de vitamina D<\/strong><\/em> recentemente tem sido associada ao desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares e autoimunes, press\u00e3o alta e diversos tipos de c\u00e2ncer. Agora, um estudo do Laborat\u00f3rio de Investiga\u00e7\u00e3o M\u00e9dica (LIM12) da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP) revelou que a falta do nutriente pode tamb\u00e9m prejudicar o funcionamento adequado dos rins e comprometer a recupera\u00e7\u00e3o de les\u00f5es no \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cUma das principais causas de inj\u00faria renal aguda no ser humano \u00e9 a les\u00e3o por evento isqu\u00eamico, que ocorre quando o fluxo sangu\u00edneo para o rim \u00e9 obstru\u00eddo por um per\u00edodo e depois \u00e9 restaurado. Durante o processo isqu\u00eamico, a falta de oxig\u00eanio leva \u00e0 degenera\u00e7\u00e3o e morte celular. Nosso objetivo era descobrir como a falta de vitamina D influencia o processo regenerativo\u201d, explicou o bi\u00f3logo Rildo Aparecido Volpini, coordenador do projeto \u201c\u201d, apoiado pela FAPESP.<\/p>\n<p>O experimento com animais\u00a0indicou que a defici\u00eancia do nutriente diminui a fun\u00e7\u00e3o renal, modifica a express\u00e3o local de prote\u00ednas e aumenta a forma\u00e7\u00e3o de fibrose ap\u00f3s les\u00e3o induzida.<\/p>\n<p>O grupo de Volpini desenvolveu em ratos dois modelos experimentais de isquemia e reperfus\u00e3o (retorno\u00a0do fluxo sangu\u00edneo\u00a0ap\u00f3s sua priva\u00e7\u00e3o\u00a0por determinado tempo). No protocolo agudo, os animais com dois meses de idade \u2013 o equivalente a um jovem adulto humano \u2013 eram alimentados durante 30 dias com ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D. No 28\u00b0 dia os pesquisadores induziam uma les\u00e3o por isquemia e reperfus\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO fluxo sangu\u00edneo para os rins era interrompido por 45 minutos, tempo suficiente para causar uma les\u00e3o significativa. Os animais eram avaliados ap\u00f3s 48 horas e ent\u00e3o submetidos \u00e0 eutan\u00e1sia para an\u00e1lise da express\u00e3o g\u00eanica e proteica no \u00f3rg\u00e3o\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p>No protocolo cr\u00f4nico, os ratos eram alimentados durante 90 dias com a ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D. No 28\u00b0 dia sofriam o insulto (les\u00e3o induzida) de isquemia e reperfus\u00e3o e, 60 dias depois, eram avaliados e submetidos \u00e0 eutan\u00e1sia.<\/p>\n<p>\u201cPara verificar a quantidade de vitamina D presente no organismo dos animais, n\u00f3s dosamos a 25-hidroxivitamina D (25OHD) plasm\u00e1tica, a forma circulante da vitamina D, rotineiramente utilizada para estimar os n\u00edveis deste horm\u00f4nio no organismo\u201d, explicou Volpini.<\/p>\n<p>Enquanto o grupo controle apresentava entre 15 e 16 nanogramas (ng) por mililitro (ml) de sangue, os ratos do protocolo agudo alimentados com a dieta livre de vitamina D apresentavam em torno de 4 ng\/ml no 30\u00b0 dia de consumo. Os animais do protocolo cr\u00f4nico alimentados por 90 dias com a mesma dieta apresentavam n\u00edveis plasm\u00e1ticos indetect\u00e1veis de vitamina D. \u201cIsso mostra que, se houve alguma s\u00edntese de vitamina D pela pele, ela foi irris\u00f3ria\u201d, comentou Volpini.<\/p>\n<p>Nos dois modelos experimentais os animais foram divididos em quatro grupos: o primeiro, considerado controle, recebeu ra\u00e7\u00e3o normal e n\u00e3o sofreu o insulto de isquemia e reperfus\u00e3o; o segundo apenas recebeu ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D e n\u00e3o teve a les\u00e3o renal induzida; o terceiro recebeu ra\u00e7\u00e3o normal e sofreu o insulto de isquemia e reperfus\u00e3o; o quarto recebeu a ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D e teve a les\u00e3o induzida.<\/p>\n<p>Resultados<\/p>\n<p>A an\u00e1lise da fun\u00e7\u00e3o renal realizada nos animais do protocolo agudo revelou que, enquanto o grupo controle apresentava uma taxa de filtra\u00e7\u00e3o glomerular entre 0,8 a 1 ml por minuto por 100 gramas de peso, o grupo que somente recebeu a ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D filtrava apenas entre 0,6 e 0,7 ml\/min\/100 g peso \u2013 uma queda de aproximadamente 20% na fun\u00e7\u00e3o renal.<\/p>\n<p>O grupo de ratos que sofreu a isquemia e recebeu ra\u00e7\u00e3o normal teve queda de 50% (cerca de 0,4 ml\/min\/100 g peso) e o grupo que teve les\u00e3o induzida e comeu ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D teve queda de 70% na fun\u00e7\u00e3o renal (0,3 ml\/min\/100 g peso).<\/p>\n<p>\u201cObservamos que a falta de vitamina D isoladamente j\u00e1 prejudica a fun\u00e7\u00e3o renal. N\u00e3o sabemos ao certo o motivo, mas provavelmente seja por causa de altera\u00e7\u00f5es no sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA, conjunto de pept\u00eddeos, enzimas e receptores envolvidos no controle da press\u00e3o arterial), com consequente repercuss\u00e3o no controle press\u00f3rico. Existem evid\u00eancias na literatura mostrando que a defici\u00eancia de vitamina D contribui para uma inapropriada ativa\u00e7\u00e3o do SRAA, funcionando como um mecanismo de progress\u00e3o da doen\u00e7a renal cr\u00f4nica\u201d, comentou Volpini.<\/p>\n<p>O passo seguinte foi analisar os eletr\u00f3litos no plasma e urina dos animais, assim como verificar se havia a presen\u00e7a de prote\u00ednas na urina (protein\u00faria).<\/p>\n<p>\u201cA presen\u00e7a de prote\u00ednas na urina [protein\u00faria] \u00e9 um indicativo de les\u00e3o renal. Significa que o filtro glomerular n\u00e3o est\u00e1 funcionando adequadamente ou que os t\u00fabulos renais n\u00e3o est\u00e3o conseguindo reabsorver as prote\u00ednas filtradas. Normalmente, o processo de filtra\u00e7\u00e3o e reabsor\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve deixar escapar essas mol\u00e9culas importantes para o organismo\u201d, explicou Volpini.<\/p>\n<p>Os testes mostraram que o grupo de ratos que somente foi alimentado com a ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D apresentou um aumento de aproximadamente 60% na protein\u00faria quando comparado aos animais do grupo controle. Os animais que foram alimentados com a ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D e sofreram o insulto de isquemia e reperfus\u00e3o tiveram aumento de mais de 90% na excre\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria de prote\u00ednas.<\/p>\n<p>\u201cEstudos t\u00eam demonstrado que n\u00edveis baixos de vitamina D podem desencadear protein\u00faria por fatores diretos e indiretos. Diretamente, baixos n\u00edveis de vitamina D induzem a perda de pod\u00f3citos (c\u00e9lulas do epit\u00e9lio renal que formam um importante componente da barreira de filtra\u00e7\u00e3o glomerular) e o desenvolvimento de glomeruloesclerose, prejudicando a integridade da membrana de filtra\u00e7\u00e3o glomerular, permitindo desta maneira a passagem de macromol\u00e9culas para o espa\u00e7o urin\u00e1rio\u201d, disse Volpini.<\/p>\n<p>Outra poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o, de acordo com o pesquisador, seria o aparecimento da protein\u00faria de maneira indireta. Baixos n\u00edveis de vitamina D promovem altera\u00e7\u00f5es no SRAA, terminando por desencadear aumento da press\u00e3o arterial. Essa altera\u00e7\u00e3o hemodin\u00e2mica poderia contribuir para o aumento da excre\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria de prote\u00ednas.<\/p>\n<p>Outra altera\u00e7\u00e3o observada no estudo agudo, principalmente naqueles grupos de animais deficientes em vitamina D, foi a perda da habilidade renal em concentrar a urina para poupar \u00e1gua. A defici\u00eancia de vitamina D reduziu a express\u00e3o proteica de aquaporina 2, a mol\u00e9cula respons\u00e1vel pelo transporte de \u00e1gua nas por\u00e7\u00f5es finais do n\u00e9fron.<\/p>\n<p>\u201cNos animais que receberam a ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D, constatamos uma redu\u00e7\u00e3o de 20% a 30% da osmolalidade urin\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o ao grupo controle. Nos outros dois grupos \u2013 apenas isquemia e defici\u00eancia mais isquemia \u2013 a queda na concentra\u00e7\u00e3o foi de mais de 50%\u201d, contou o pesquisador.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises de express\u00e3o proteica feitas ap\u00f3s o sacrif\u00edcio dos animais mostraram que, enquanto no grupo controle a express\u00e3o de aquaporina 2 estava em n\u00edveis fisiol\u00f3gicos (100%), os ratos que receberam a ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D expressavam apenas 26%. Nos animais submetidos \u00e0 isquemia, a express\u00e3o estava em torno de 50% e nos isqu\u00eamicos e deficientes em vitamina D, em 25%.<\/p>\n<p>\u201cEstudos anteriores j\u00e1 mostraram que a vitamina D influencia a express\u00e3o g\u00eanica nos ossos, no c\u00e9rebro, no intestino, no f\u00edgado e nos rins. Nossos resultados mostram que ela tem impacto direto na express\u00e3o de aquaporina 2, na express\u00e3o das prote\u00ednas p21 [prote\u00edna inibit\u00f3ria do ciclo celular, participando do controle da prolifera\u00e7\u00e3o celular] e klotho [relacionada ao envelhecimento celular]. De acordo com nossos dados, a express\u00e3o proteica do klotho est\u00e1 reduzida nos animais submetidos ao insulto isqu\u00eamico e a express\u00e3o proteica da p21 est\u00e1 elevada nesses mesmos animais, nos levando a associar esses dois par\u00e2metros\u201d, contou Volpini.<\/p>\n<p>Enquanto no grupo controle e no grupo que recebeu a ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D a express\u00e3o da p21 estava em 100% (n\u00edveis fisiol\u00f3gicos), no grupo que apenas sofreu a isquemia a express\u00e3o foi para 290%. O grupo que recebeu ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D e teve les\u00e3o induzida expressou 182% da prote\u00edna p21.<\/p>\n<p>\u201cEstudos anteriores demonstraram que, no momento da les\u00e3o renal por isquemia e reperfus\u00e3o, a c\u00e9lula necessita estar em repouso, ou seja, sem entrar em divis\u00e3o celular, para poupar energia. O aumento da express\u00e3o de p21 nesse caso pode ser considerado protetor. A defici\u00eancia de vitamina D, por outro lado, atenuou a express\u00e3o de p21 quando comparada ao grupo de animais isqu\u00eamicos, prejudicando o mecanismo de prote\u00e7\u00e3o celular\u201d, explicou Volpini.<\/p>\n<p>Os resultados tamb\u00e9m mostram preju\u00edzos na express\u00e3o de klotho, que participa do controle da senesc\u00eancia celular. O grupo que recebeu ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D apresentou apenas 76% da express\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o ao controle, que \u00e9 de 100%. O grupo isqu\u00eamico expressou apenas 22% e o grupo deficiente e isqu\u00eamico, apenas 16%.<\/p>\n<p>\u201cEmbora n\u00e3o tenhamos avaliado, \u00e9 bem prov\u00e1vel que em outros \u00f3rg\u00e3os a express\u00e3o de klotho tamb\u00e9m esteja comprometida pela falta de vitamina D\u201d, avaliou Volpini.<\/p>\n<p>Impacto em longo prazo<\/p>\n<p>Nos ratos do protocolo cr\u00f4nico, foi verificado aumento de aproximadamente 15% na press\u00e3o arterial nos grupos deficientes em vitamina D, isqu\u00eamicos e deficientes em vitamina D submetidos ao insulto de isquemia e reperfus\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta altera\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial, de acordo com o pesquisador, pode ser explicada por dois fatores: envelhecimento e aumento nas express\u00f5es de prote\u00ednas do sistema renina-angiotensina. \u201cNo protocolo cr\u00f4nico, tamb\u00e9m devemos considerar a vari\u00e1vel envelhecimento, ou seja, animais dois meses mais velhos que aqueles do protocolo agudo. S\u00e3o ratos que j\u00e1 est\u00e3o com idade equivalente a um humano de 30 ou 40 anos.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, a diferen\u00e7a mais interessante observada entre os grupos do protocolo cr\u00f4nico foi a maior forma\u00e7\u00e3o de fibrose nos animais que receberam ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D, confirmando que a falta do nutriente prejudicou a regenera\u00e7\u00e3o do tecido dos animais submetidos ao insulto de isquemia e reperfus\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cDurante o processo de recupera\u00e7\u00e3o, nem todo o tecido reconstru\u00eddo \u00e9 funcional. Chamamos de fibrose aquele tecido que tem apenas a fun\u00e7\u00e3o de preenchimento e sustenta\u00e7\u00e3o\u201d, contou Volpini<\/p>\n<p>Para fazer essa avalia\u00e7\u00e3o, os pesquisadores mediram o espa\u00e7o intersticial existente entre os t\u00fabulos renais. Enquanto no grupo controle a \u00e1rea intersticial ficou entre 7% e 8%, no grupo deficiente em vitamina D esse \u00edndice aumentou para 17%. No grupo que apenas sofreu a isquemia, a \u00e1rea intersticial foi de aproximadamente 25% e, no grupo deficiente e isqu\u00eamico,\u00a0de 35%. Al\u00e9m disso, os pesquisadores encontraram maior quantidade de c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias como macr\u00f3fagos, mon\u00f3citos e linf\u00f3citos no espa\u00e7o intersticial dos grupos que receberam a ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D.<\/p>\n<p>O passo seguinte foi quantificar a express\u00e3o tecidual das prote\u00ednas col\u00e1geno IV e fibronectina \u2013 relacionadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de fibrose. \u201cEnquanto o col\u00e1geno IV era praticamente zero no controle, no grupo deficiente em vitamina D houve um aumento de 34% na express\u00e3o desse marcador. No grupo isqu\u00eamico a eleva\u00e7\u00e3o foi de 82% e, no deficiente e isqu\u00eamico, de 103%\u201d, contou Volpini.<\/p>\n<p>Os dados de fibronectina foram semelhantes. Enquanto no grupo controle os valores foram pr\u00f3ximos de zero, no grupo deficiente o aumento foi de 70%. No grupo isqu\u00eamico houve eleva\u00e7\u00e3o de 75% e, no deficiente e isqu\u00eamico, em torno de 95%.<\/p>\n<p>Os pesquisadores verificaram ainda a express\u00e3o do TGF-? (Transforming growth factor beta), considerada a principal citocina pr\u00f3-fibr\u00f3tica, e viram que os ratos deficientes em vitamina D tinham aumento de 46% em rela\u00e7\u00e3o ao controle. No grupo isqu\u00eamico o aumento foi de 53% e, no grupo deficiente e isqu\u00eamico, de 150%<\/p>\n<p>Segundo Volpini, os resultados da avalia\u00e7\u00e3o de protein\u00faria foram semelhantes\u00a0aos do protocolo agudo. J\u00e1 a avalia\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o renal no protocolo cr\u00f4nico n\u00e3o mostrou diferen\u00e7a entre o grupo controle e os que sofreram o insulto de isquemia e receberam ra\u00e7\u00e3o livre de vitamina D.<\/p>\n<p>\u201cHouve uma queda da fun\u00e7\u00e3o renal em todos os grupos estudados, inclusive o controle, quando comparado aos resultados do estudo agudo. Essa redu\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o renal \u00e9 esperada, uma vez que novamente se deve considerar a diferen\u00e7a de idade entre os grupos estudados. Mas, apesar de n\u00e3o haver repercuss\u00e3o na taxa de filtra\u00e7\u00e3o glomerular, foi verificado um comprometimento progressivo e crescente, de forma significativa, avaliado pela expans\u00e3o da \u00e1rea intersticial do c\u00f3rtex renal. Essas altera\u00e7\u00f5es t\u00fabulo-intersticiais cr\u00f4nicas foram caracterizadas como presen\u00e7a de fibrose e infiltrado inflamat\u00f3rio do interst\u00edcio, dilata\u00e7\u00e3o e atrofia tubular\u201d, disse Volpini.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, no protocolo cr\u00f4nico o organismo dos animais teve tempo de se adaptar \u00e0s condi\u00e7\u00f5es experimentais aplicadas e recuperar a fun\u00e7\u00e3o renal, mantendo-a em n\u00edveis compat\u00edveis \u00e0 idade. Entretanto, frente \u00e0s observa\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas encontradas, o grupo pretende estudar a defici\u00eancia de vitamina D em um prazo mais prolongado.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados permitiram concluir que a les\u00e3o renal induzida pelo insulto de isquemia e reperfus\u00e3o renal associado \u00e0 defici\u00eancia de vitamina D \u00e9 consider\u00e1vel e que essas altera\u00e7\u00f5es podem evoluir para modifica\u00e7\u00f5es persistentes da estrutura renal com fibrose e acometimento dos t\u00fabulos-renais, apesar da recupera\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o renal\u201d, afirmou Volpini.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, os resultados refor\u00e7am a import\u00e2ncia de monitorar com mais cautela os n\u00edveis de vitamina D no organismo e de oferecer suplementa\u00e7\u00e3o para portadores de les\u00f5es renais cr\u00f4nicas e agudas. \u201cMesmo depois que a les\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 instalada, a manuten\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis adequados da vitamina D pode impedir que o processo de degenera\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o se acelere\u201d, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Karina Toledo Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Al\u00e9m dos bem conhecidos problemas na mineraliza\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, a defici\u00eancia de vitamina D recentemente tem sido associada ao desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares e autoimunes, press\u00e3o alta e diversos tipos de c\u00e2ncer. 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