{"id":49923,"date":"2013-11-18T11:17:32","date_gmt":"2013-11-18T13:17:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=49923"},"modified":"2013-11-18T11:17:32","modified_gmt":"2013-11-18T13:17:32","slug":"pesquisa-mostra-media-do-salario-em-empresa-de-alto-crescimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/pesquisa-mostra-media-do-salario-em-empresa-de-alto-crescimento\/49923","title":{"rendered":"Pesquisa mostra m\u00e9dia do sal\u00e1rio em empresa de alto crescimento"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro &#8211; A terceira edi\u00e7\u00e3o da pesquisa Estat\u00edsticas do Empreendedorismo, referente a 2011, foi divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), as empresas de alto crescimento (EAC) pagam, em geral, um <em><strong>sal\u00e1rio m\u00e9dio<\/strong> <\/em>menor que a das demais empresas de economia.<\/p>\n<p>Em 2011, o sal\u00e1rio m\u00e9dio das empresas ativas com dez ou mais empregados foi 3,1 sal\u00e1rios ao m\u00eas. Nas empresas de alto crescimento total (EAC total), foi 2,7 sal\u00e1rios, enquanto nas empresas de alto crescimento org\u00e2nico (EAC org\u00e2nico), a m\u00e9dia foi 2,4 sal\u00e1rios. \u201cEu tenho, geralmente, um sal\u00e1rio menor\u201d, o economista do IBGE, Cristiano Santos, coordenador da pesquisa. A maior diferen\u00e7a entre o sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal pago pelas empresas ativas &#8211; seis sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais &#8211; em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s EACs org\u00e2nico &#8211; 2,3 sal\u00e1rios\/m\u00eas -, da ordem de 164,3%, foi observada na atividade de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa e seguridade social, informa a pesquisa.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, considera-se como empresa de alto crescimento (EAC) aquela que possui dez ou mais assalariados e que apresenta crescimento m\u00e9dio do seu pessoal ocupado assalariado de, pelo menos, 20% nos tr\u00eas anos anteriores. J\u00e1 a empresa de alto crescimento org\u00e2nico (EAC org\u00e2nico) \u00e9 aquela em que o aumento do seu pessoal assalariado se deve a novas contrata\u00e7\u00f5es no per\u00edodo de observa\u00e7\u00e3o, enquanto uma empresa de alto crescimento externo (EAC externo) deve o alto crescimento de seu pessoal assalariado a mudan\u00e7as estruturais, como opera\u00e7\u00f5es de cis\u00e3o, fus\u00e3o e incorpora\u00e7\u00e3o. As empresas de alto crescimento total (EAC total) s\u00e3o a soma das EAC org\u00e2nico e EAC externo.<\/p>\n<p>A mesma rela\u00e7\u00e3o \u00e9 observada em termos de propor\u00e7\u00e3o de empregados do sexo feminino, destacou Santos. Embora tenha sido registrado aumento na participa\u00e7\u00e3o de mulheres nas empresas de alto crescimento total, essas empresas empregam menos mulheres que a m\u00e9dia de todas as empresas do Brasil. \u201cAs empresas que est\u00e3o crescendo muito est\u00e3o pagando um pouco menos que a maioria e est\u00e3o contratando menos mulheres\u201d. Nas EAC total, o n\u00famero de mulheres ocupadas foi, em m\u00e9dia, 33%, em 2011. Para as empresas ativas no geral, com dez ou mais empregados, a m\u00e9dia de mulheres se elevou para 34,9%.<\/p>\n<p>O estudo do IBGE revela, ainda, que as EAC total t\u00eam 9,9% de empregados com n\u00edvel superior completo, enquanto nas EAC org\u00e2nico esse n\u00famero cai para 8,4% e sobe para 11% entre as empresas ativas da economia. Isso tem uma raz\u00e3o, informou Cristiano Santos. \u201c\u00c9 mais ou menos o mesmo motivo de o sal\u00e1rio ser mais baixo e haver contrata\u00e7\u00e3o menor de mulheres. O que acontece \u00e9 que as empresas que est\u00e3o crescendo no Brasil est\u00e3o promovendo esse crescimento atrav\u00e9s do pagamento de um sal\u00e1rio menor e tamb\u00e9m contratando gente menos qualificada\u201d.<\/p>\n<p>Outro dado importante \u00e9 que as empresas de alto crescimento que continuaram crescendo entre 2008 e 2011 apresentaram uma expans\u00e3o cont\u00ednua do pessoal ocupado assalariado igual ou superior a 20% em todo o per\u00edodo. \u201c\u00c9 um grupo muito pequeno, mas que est\u00e1 acelerando (o crescimento)\u201d.<\/p>\n<p>Nesse caso est\u00e3o 1.931 EAC que representaram, em 2011, 5,6% das empresas de alto crescimento em 2008. \u201cS\u00e3o bem relevantes mesmo\u201d, ponderou. Essas 1.931 EAC ocupavam, em 2011, 976.670 pessoas assalariadas, o que equivalia a 19% do total do pessoal ocupado assalariado e pagavam R$ 2,2 bilh\u00f5es em sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es (23% do total). O sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal pago por essa parcela de EAC correspondia a 3,2 m\u00ednimos, superando o sal\u00e1rio m\u00e9dio das EAC total (2,7 sal\u00e1rios\/m\u00eas).<\/p>\n<p>Alana Gandra<br \/>\nRep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Marcos Chagas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro &#8211; A terceira edi\u00e7\u00e3o da pesquisa Estat\u00edsticas do Empreendedorismo, referente a 2011, foi divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), as empresas de alto crescimento (EAC) pagam, em geral, um sal\u00e1rio m\u00e9dio menor que a das demais empresas de economia. 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