{"id":47272,"date":"2013-09-12T18:25:43","date_gmt":"2013-09-12T21:25:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=47272"},"modified":"2013-09-12T18:25:43","modified_gmt":"2013-09-12T21:25:43","slug":"seca-no-semiarido-deve-se-agravar-nos-proximos-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/seca-no-semiarido-deve-se-agravar-nos-proximos-anos\/47272","title":{"rendered":"Seca no semi\u00e1rido deve se agravar nos pr\u00f3ximos anos"},"content":{"rendered":"<p>Por Elton Alisson Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Os problemas de seca prolongada registrados atualmente no semi\u00e1rido brasileiro devem se agravar ainda mais nos pr\u00f3ximos anos por causa das <em><strong>mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong><\/em> globais. Por isso, \u00e9 preciso executar a\u00e7\u00f5es urgentes de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o desses impactos e repensar os tipos de atividades econ\u00f4micas que podem ser desenvolvidas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o foi feita por pesquisadores que participaram das discuss\u00f5es sobre desenvolvimento regional e desastres naturais realizadas no dia 10 de setembro durante a 1\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais (Conclima).<\/p>\n<p>Organizado pela FAPESP e promovido em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais (Rede Clima) e o Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia para Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (INCT-MC), o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/conclima\" target=\"_blank\">evento<\/a>\u00a0ocorre at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta-feira (13\/09), no Espa\u00e7o Apas, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), s\u00f3 nos \u00faltimos dois anos foram registrados 1.466 alertas de\u00a0munic\u00edpios no semi\u00e1rido que entraram em estado de emerg\u00eancia ou de calamidade p\u00fablica em raz\u00e3o de seca e estiagem \u2013 os desastres naturais mais recorrentes no Brasil, segundo o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>O Primeiro Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o Nacional\u00a0do Painel Brasileiro de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (PBMC) \u2013 cujo sum\u00e1rio executivo foi divulgado no dia de abertura da Conclima \u2013 estima que esses eventos extremos aumentem principalmente nos biomas Amaz\u00f4nia, Cerrado e Caatinga e que as mudan\u00e7as devem se acentuar a partir da metade e\u00a0at\u00e9 o\u00a0fim do s\u00e9culo 21. Dessa forma, o semi\u00e1rido sofrer\u00e1 ainda mais no futuro com o problema da escassez de \u00e1gua que enfrenta hoje, alertaram os pesquisadores.<\/p>\n<p>\u201cSe hoje j\u00e1 vemos que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave, os modelos de cen\u00e1rios futuros das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Brasil indicam que o problema ser\u00e1 ainda pior. Por isso, todas as a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o pensadas para ser desenvolvidas ao longo dos pr\u00f3ximos anos, na verdade, t\u00eam de ser realizadas agora\u201d, disse Marcos Airton de Sousa Freitas, especialista em recursos h\u00eddricos e t\u00e9cnico da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA).<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, o semi\u00e1rido \u2013 que abrange Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Cear\u00e1, Piau\u00ed e o norte de Minas Gerais \u2013 vive hoje o segundo ano do per\u00edodo de seca, iniciado em 2011, que pode se prolongar por um tempo indefinido.<\/p>\n<p>Um estudo realizado pelo \u00f3rg\u00e3o, com base em dados de vaz\u00e3o de bacias hidrol\u00f3gicas da regi\u00e3o, apontou que a dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos per\u00edodos de seca no semi\u00e1rido \u00e9 de 4,5 anos. Estados como o Cear\u00e1, no entanto, j\u00e1 enfrentaram secas com dura\u00e7\u00e3o de quase nove anos, seguidos por longos per\u00edodos nos quais choveu abaixo da m\u00e9dia estimada.<\/p>\n<p>De acordo com Freitas, a capacidade m\u00e9dia dos principais reservat\u00f3rios da regi\u00e3o \u2013 com volume acima de 10 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua e\u00a0capacidade\u00a0de abastecer os principais munic\u00edpios por at\u00e9 tr\u00eas anos \u2013 est\u00e1 atualmente na faixa de 40%. E a tend\u00eancia at\u00e9 o fim deste ano \u00e9 de esvaziarem cada vez mais.<\/p>\n<p>\u201cCaso n\u00e3o haja um aporte consider\u00e1vel de \u00e1gua nesses grandes reservat\u00f3rios em 2013, poderemos ter uma transi\u00e7\u00e3o do problema de seca que se observa hoje no semi\u00e1rido, mais rural, para uma seca \u2018urbana\u2019 \u2013 que atingiria a popula\u00e7\u00e3o de cidades abastecidas por meio de adutoras desses sistemas de reservat\u00f3rios\u201d, alertou Freitas.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Uma das a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou a ser implementada no semi\u00e1rido nos \u00faltimos anos e que, de acordo com os pesquisadores, contribuiu para diminuir sensivelmente a vulnerabilidade do acesso \u00e0 \u00e1gua, principalmente da popula\u00e7\u00e3o rural difusa, foi o Programa Um Milh\u00e3o de Cisternas (P1MC).<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado em 2003 pela Articula\u00e7\u00e3o Semi\u00e1rido Brasileiro (ASA) \u2013 rede formada por mais de mil organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) que atuam na gest\u00e3o e no desenvolvimento de pol\u00edticas de conviv\u00eancia com a regi\u00e3o semi\u00e1rida \u2013, o programa visa implementar um sistema nas comunidades rurais da regi\u00e3o por meio do qual a \u00e1gua das chuvas \u00e9 capturada por calhas, instaladas nos telhados das casas, e armazenada em cisternas cobertas e semienterradas. As cisternas s\u00e3o constru\u00eddas com placas de cimento pr\u00e9-moldadas, feitas pela pr\u00f3pria comunidade, e t\u00eam capacidade de armazenar at\u00e9 16 mil litros de \u00e1gua.<\/p>\n<p>O programa tem contribu\u00eddo para o aproveitamento da \u00e1gua da chuva em locais onde chove at\u00e9 600 mil\u00edmetros por ano \u2013 compar\u00e1vel ao volume das chuvas na Europa \u2013 que evaporam e s\u00e3o perdidos rapidamente sem um mecanismo que os represe, avaliaram os pesquisadores.<\/p>\n<p>\u201cMesmo com a seca extrema na regi\u00e3o nos \u00faltimos dois anos, observamos que a \u00e1gua para o consumo da popula\u00e7\u00e3o rural difusa tem sido garantida pelo programa, que j\u00e1 implantou cerca de 500 mil cisternas e \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de adapta\u00e7\u00e3o a eventos clim\u00e1ticos extremos. Com programas sociais, como o Bolsa Fam\u00edlia, o programa Um Milh\u00e3o de Cisternas tem contribu\u00eddo para atenuar os impactos negativos causados pelas secas prolongadas na regi\u00e3o\u201d, afirmou Saulo Rodrigues Filho, professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>Como a \u00e1gua tende a ser um recurso natural cada vez mais raro no semi\u00e1rido nos pr\u00f3ximos anos, Rodrigues defendeu a necessidade de repensar os tipos de atividades econ\u00f4micas mais indicadas para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTalvez a agricultura n\u00e3o seja a atividade mais sustent\u00e1vel para o semi\u00e1rido e h\u00e1 evid\u00eancias de que \u00e9 preciso diversificar as atividades produtivas na regi\u00e3o, n\u00e3o dependendo apenas da agricultura familiar, que j\u00e1 enfrenta problemas de perda de m\u00e3o de obra, uma vez que o aumento dos n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o leva os jovens da regi\u00e3o a se deslocar do campo para a cidade\u201d, disse Rodrigues.<\/p>\n<p>\u201cPor meio de pol\u00edticas de gera\u00e7\u00e3o de energia mais sustent\u00e1veis, como a solar e a e\u00f3lica, e de fomento a atividades como o artesanato e o turismo, \u00e9 poss\u00edvel contribuir para aumentar a resili\u00eancia dessas popula\u00e7\u00f5es a secas e estiagens agudas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Outras medidas necess\u00e1rias, apontada por Freitas, s\u00e3o de realoca\u00e7\u00e3o de \u00e1gua entre os setores econ\u00f4micos que utilizam o recurso e sele\u00e7\u00e3o de\u00a0culturas agr\u00edcolas mais resistentes \u00e0 escassez de \u00e1gua enfrentada na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 culturas no semi\u00e1rido, como capim para alimenta\u00e7\u00e3o de gado, que dependem de irriga\u00e7\u00e3o por aspers\u00e3o. N\u00e3o faz sentido ter esse tipo de cultura que demanda muito \u00e1gua em uma regi\u00e3o que\u00a0sofrer\u00e1 muito os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, afirmou Freitas.<\/p>\n<p>Transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco<\/p>\n<p>O pesquisador tamb\u00e9m defendeu que o projeto de transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco tornou-se muito mais necess\u00e1rio agora \u2013 tendo em vista que a escassez de \u00e1gua dever\u00e1 ser um problema cada vez maior no semi\u00e1rido nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas \u2013 e \u00e9 fundamental para complementar as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas na regi\u00e3o para atenuar o risco de desabastecimento de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Alvo de cr\u00edticas e previsto para ser conclu\u00eddo em 2015, o projeto prev\u00ea que as \u00e1guas do Rio S\u00e3o Francisco cheguem \u00e0s bacias do Rio Jaguaribe, que abastece o Cear\u00e1, e do Rio Piranhas-A\u00e7u, que abastece o Rio Grande do Norte e a Para\u00edba.<\/p>\n<p>De acordo com um estudo realizado pela ANA, com financiamento do Banco Mundial e participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores da Universidade Federal do Cear\u00e1, entre outras institui\u00e7\u00f5es, a disponibilidade h\u00eddrica dessas duas bacias deve diminuir sensivelmente nos pr\u00f3ximos anos, contribuindo para agravar ainda mais a defici\u00eancia h\u00eddrica do semi\u00e1rido.<\/p>\n<p>\u201cA transposi\u00e7\u00e3o do Rio Francisco tornou-se muito mais necess\u00e1ria e deveria ser acelerada porque contribuiria para minimizar o problema do\u00a0d\u00e9ficit\u00a0de \u00e1gua no semi\u00e1rido agora, que deve piorar com a previs\u00e3o de diminui\u00e7\u00e3o da disponibilidade h\u00eddrica nas bacias do Rio Jaguaribe e do Rio Piranhas-A\u00e7u\u201d, disse Freitas \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>O Primeiro Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o Nacional\u00a0do PBMC, no entanto, indica que a vaz\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco deve diminuir em at\u00e9 30% at\u00e9 o fim do s\u00e9culo, o que colocaria o projeto de transposi\u00e7\u00e3o sob amea\u00e7a.<\/p>\n<p>Freitas, contudo,\u00a0ponderou que 70% do volume de \u00e1gua do Rio S\u00e3o Francisco vem de bacias da regi\u00e3o Sudeste, para as quais os modelos clim\u00e1ticos preveem aumento da vaz\u00e3o nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Al\u00e9m disso, de acordo com ele, o volume total previsto para ser transposto para as bacias do Rio Jaguaribe e do Rio Piranhas-A\u00e7u corresponde a apenas 2% da vaz\u00e3o m\u00e9dia da bacia do Rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o completamente diferente do caso do Sistema Cantareira, por exemplo, no qual praticamente 90% da \u00e1gua dos rios Piracicaba, Jundia\u00ed e Capivari s\u00e3o transpostas para abastecer a regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo\u201d, comparou.<\/p>\n<p>\u201cPode-se argumentar sobre a quest\u00e3o de custos da transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco. Mas, em termos de necessidade de uso da \u00e1gua, o projeto refor\u00e7ar\u00e1 a opera\u00e7\u00e3o dos sistemas de reservat\u00f3rios existentes no semi\u00e1rido\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, a \u00e1gua \u00e9 distribu\u00edda de forma desigual no territ\u00f3rio brasileiro. Enquanto 48% do total do volume de chuvas que cai na Amaz\u00f4nia \u00e9 escoado pela Bacia Amaz\u00f4nica, segundo Freitas, no semi\u00e1rido apenas em m\u00e9dia 7% do volume de \u00e1gua precipitada na regi\u00e3o durante tr\u00eas a quatro meses chegam \u00e0s bacias do Rio Jaguaribe e do Rio Piranhas-A\u00e7u. Al\u00e9m disso, grande parte desse volume de \u00e1gua \u00e9 perdido pela evapora\u00e7\u00e3o. \u201cPor isso, temos necessidade de armazenar essa \u00e1gua restante para os meses nos quais n\u00e3o haver\u00e1 disponibilidade\u201d, explicou.<\/p>\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es feitas pelos pesquisadores na confer\u00eancia, que termina no dia 13, estar\u00e3o dispon\u00edveis em:<a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/conclima\" target=\"_blank\">www.fapesp.br\/conclima<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Elton Alisson Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Os problemas de seca prolongada registrados atualmente no semi\u00e1rido brasileiro devem se agravar ainda mais nos pr\u00f3ximos anos por causa das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. Por isso, \u00e9 preciso executar a\u00e7\u00f5es urgentes de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o desses impactos e repensar os tipos de atividades econ\u00f4micas que podem ser desenvolvidas na regi\u00e3o. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28409,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-47272","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"entry","9":"gs-1","10":"gs-odd","11":"gs-even","12":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/previsao-do-tempo-e-temperatura.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47272","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47272"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47272\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28409"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}