{"id":4673,"date":"2009-07-06T08:29:03","date_gmt":"2009-07-06T12:29:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=4673"},"modified":"2009-09-07T16:29:08","modified_gmt":"2009-09-07T20:29:08","slug":"cafe-contra-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/cafe-contra-alzheimer\/4673","title":{"rendered":"Caf\u00e9 contra Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/\/cafe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4674\" title=\"cafe\" src=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/\/cafe.jpg\" alt=\"cafe\" width=\"150\" height=\"113\" \/><\/a>Caf\u00e9 para o tratamento de Alzheimer? \u00c9 o que descrevem dois artigos publicados neste domingo no<br \/>\n<em>Journal of Alzheimer&#8217;s Disease<\/em>. Os trabalhos por enquanto foram feitos apenas em camundongos, mas os resultados deixaram os autores otimistas.<\/p>\n<p>Segundo o grupo internacional de pesquisadores respons\u00e1vel pelos dois estudos complementares, a ingest\u00e3o de cafe\u00edna levou \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de n\u00edveis anormais de placas amiloides \u2013 dep\u00f3sitos de prote\u00ednas que danificam nervos no c\u00e9rebro e s\u00e3o caracter\u00edsticas da doen\u00e7a \u2013 tanto no sangue como no c\u00e9rebro de camundongos.<\/p>\n<p>Os estudos foram baseados em trabalhos anteriores feitos no Centro de Pesquisa sobre a Doen\u00e7a de Alzheimer da Universidade do Sul da Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, os quais mostraram que a administra\u00e7\u00e3o de cafe\u00edna no in\u00edcio da vida adulta preveniu a manifesta\u00e7\u00e3o de problemas de mem\u00f3ria em camundongos modificados geneticamente para desenvolver sintomas de Alzheimer quando idosos.<\/p>\n<p>\u201cOs novos resultados fornecem evid\u00eancia de que a cafe\u00edna pode ser uma alternativa vi\u00e1vel para o tratamento da doen\u00e7a j\u00e1 estabelecida, e n\u00e3o apenas como uma estrat\u00e9gia preventiva. Isso \u00e9 muito importante, pois o consumo de cafe\u00edna \u00e9 seguro para a maioria das pessoas, ela entra facilmente no c\u00e9rebro e aparentemente afeta diretamente o processo da doen\u00e7a\u201d, disse Gary Arendash, da Universidade do Sul da Fl\u00f3rida, um dos coordenadores das pesquisas.<\/p>\n<p>Com base nos resultados animadores, os cientistas esperam come\u00e7ar em breve testes em humanos para avaliar se a cafe\u00edna pode beneficiar pacientes com preju\u00edzo cognitivo suave ou Alzheimer em est\u00e1gio inicial.<\/p>\n<p>Os pesquisadores haviam determinado em trabalho anterior que a administra\u00e7\u00e3o de cafe\u00edna em idosos sem sinais de dem\u00eancia altera rapidamente os n\u00edveis de beta-amiloide (prote\u00edna respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o da placa) no sangue, da mesma forma como foi verificada em testes com animais.<\/p>\n<p>O grupo se interessou em investigar o potencial da cafe\u00edna h\u00e1 alguns anos, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de um estudo feito em Portugal que apontou que pessoas com Alzheimer haviam consumido menos caf\u00e9 nos 20 anos anteriores do que outros sem a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, diversos estudos cl\u00ednicos n\u00e3o controlados apontaram que o consumo moderado de caf\u00e9 poderia proteger contra o decl\u00ednio da mem\u00f3ria que ocorre normalmente durante o envelhecimento. Os novos estudos, controlados, permitiram isolar efeitos da cafe\u00edna de outros fatores, como dieta ou exerc\u00edcio, segundo os autores.<\/p>\n<p>Os trabalhos foram feitos em 55 camundongos geneticamente alterados para desenvolver problemas de mem\u00f3ria, simulando Alzheimer, \u00e0 medida que envelheciam.<\/p>\n<p>Depois que testes comportamentais confirmaram que os animais apresentavam sinais de d\u00e9ficits de mem\u00f3ria por volta dos 18 meses \u2013 que correspondem aos 70 anos em humanos \u2013, os pesquisadores dividiram os camundongos em dois grupos, um dos quais passou a receber caf\u00e9 junto com a \u00e1gua que bebiam.<\/p>\n<p>Os roedores ingeriram cerca de 500 miligramas de caf\u00e9 por dia, o equivalente a um pouco mais de dois expressos. Ap\u00f3s os dois meses da pesquisa, o grupo que ingeriu caf\u00e9 se saiu bem melhor do que o outro em testes para avaliar a mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, a an\u00e1lise dos c\u00e9rebros dos camundongos que consumiu caf\u00e9 mostrou uma redu\u00e7\u00e3o de quase 50% nos n\u00edveis de beta-amiloide.<\/p>\n<p>Outro experimento do mesmo grupo indicou que a cafe\u00edna aparentemente restaura a mem\u00f3ria ao reduzir as quantidades de enzimas necess\u00e1rias para a produ\u00e7\u00e3o da beta-amiloide. Os autores estimam que a cafe\u00edna deve suprimir as altera\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias no c\u00e9rebro que levam \u00e0 abund\u00e2ncia de beta-amiloide.<\/p>\n<p>Se a cafe\u00edna teve importante a\u00e7\u00e3o nos animais doentes, o mesmo n\u00e3o ocorreu em outro experimento feito com exemplares saud\u00e1veis. Nesses, a administra\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia n\u00e3o levou\u00a0a uma melhoria da mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Os artigos <em>Caffeine reverses cognitive impairment and decreases brain amyloid-? levels in aged Alzheimer&#8217;s disease mice<\/em> e <em>Caffeine suppresses amyloid-? levels in plasma and brain of Alzheimer&#8217;s disease transgenic mice<\/em> podem ser lidos por assinantes do <em>Journal of Alzheimer&#8217;s Disease<\/em> em <strong><a href=\"http:\/\/www.j-alz.com\/\" target=\"_blank\">www.j-alz.com<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caf\u00e9 para o tratamento de Alzheimer? \u00c9 o que descrevem dois artigos publicados neste domingo no Journal of Alzheimer&#8217;s Disease. Os trabalhos por enquanto foram feitos apenas em camundongos, mas os resultados deixaram os autores otimistas. 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