{"id":46062,"date":"2013-08-11T18:18:24","date_gmt":"2013-08-11T21:18:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=46062"},"modified":"2013-08-11T18:18:24","modified_gmt":"2013-08-11T21:18:24","slug":"rio-de-janeiro-e-o-estado-com-maior-casos-de-tuberculose-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/rio-de-janeiro-e-o-estado-com-maior-casos-de-tuberculose-no-brasil\/46062","title":{"rendered":"Rio de Janeiro \u00e9 o estado com maior casos de tuberculose no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O Rio de Janeiro \u00e9 o estado com maior incid\u00eancia de<em><strong> tuberculose<\/strong><\/em>, doen\u00e7a causada por uma bact\u00e9ria (bacilo de Koch), que atinge em grande parte a faixa et\u00e1ria entre 20 a 29 anos. De acordo com dados preliminares da Secretaria de Estado de Sa\u00fade, em 2012, foram registrados 14.039 casos da doen\u00e7a no estado, que representam cerca de 15% do total do pa\u00eds. Mais da metade (52,94%) foram na capital fluminense, onde 7.433 pessoas contra\u00edram tuberculose. A regi\u00e3o metropolitana 1, que inclui tamb\u00e9m 11 munic\u00edpios da Baixada Fluminense foi a que anotou mais n\u00fameros de casos (10.964) representando 78,09% do total do estado.<\/p>\n<p>O superintendente de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica e Ambiental da secretaria, Alexandre Chieppe, explicou que a tuberculose \u00e9 uma doen\u00e7a muito relacionada \u00e0 alta densidade populacional e afeta grandes centros urbanos do pa\u00eds. Ele disse que o Rio de Janeiro \u00e9 um estado que tem adensamento populacional na regi\u00e3o metropolitana, com uma grande quantidade de pessoas morando em pequeno espa\u00e7o. \u201cIsso facilita muito a ocorr\u00eancia de doen\u00e7as respirat\u00f3rias, entre elas a tuberculose, um grande desafio de sa\u00fade p\u00fablica. Aqui, na cidade do Rio de Janeiro, \u00e9 onde temos a maior incid\u00eancia no estado. Este \u00e9 um desafio que tem que ser enfrentado agora e \u00e9 urgente, tendo em vista estes n\u00fameros alarmantes\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Embora os n\u00fameros sejam preocupantes, o superintendente acrescentou que a incid\u00eancia da doen\u00e7a vem apresentando queda significativa nos \u00faltimos dez anos. Apesar disso, \u00e9 preciso acelerar a redu\u00e7\u00e3o da tuberculose no estado. \u201cA incid\u00eancia de tuberculose vem caindo, a mortalidade tamb\u00e9m, mas entendemos ser preciso um esfor\u00e7o conjunto: unir secretarias como a de habita\u00e7\u00e3o, unir outros setores da m\u00e1quina p\u00fablica, chamar a sociedade para um debate. \u00c9 preciso aumentar a velocidade das quedas desses indicadores. H\u00e1 muita gente ainda contraindo tuberculose, o n\u00famero de \u00f3bitos ainda \u00e9 elevado. \u00c9 preciso um esfor\u00e7o adicional neste momento\u201d, alertou.<\/p>\n<p>Para o superintendente, o preconceito \u00e9 uma grande barreira no tratamento da doen\u00e7a. Ele explicou que ainda h\u00e1 desinforma\u00e7\u00e3o sobre o diagn\u00f3stico e muita gente n\u00e3o entende que a tuberculose tem cura, desde que o tratamento seja feito at\u00e9 o fim. \u201cAs pessoas ainda acham que a tuberculose n\u00e3o existe mais ou que existe para poucas pessoas, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. E tamb\u00e9m existe preconceito com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas que j\u00e1 tiveram tuberculose. H\u00e1 desconhecimento das formas de transmiss\u00e3o. A pessoa depois que inicia o tratamento, tamb\u00e9m para de transmitir a doen\u00e7a. \u00c9 important\u00edssimo combater o estigma da doen\u00e7a com informa\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 um grande desafio. Outro desafio \u00e9 que a tuberculose ainda afeta popula\u00e7\u00f5es socialmente vulner\u00e1veis, o que faz com que a ades\u00e3o ao tratamento seja complicada. V\u00e1rias frentes precisam ser enfrentadas para que tenhamos a doen\u00e7a sob controle\u201d, analisou.<\/p>\n<p>Chieppe destacou que \u00e0s vezes \u00e9 dif\u00edcil diagnosticar a doen\u00e7a porque ela tem sintomas parecidos com resfriados ou com pneumonia, mas ele chamou a aten\u00e7\u00e3o para um fato que pode, imediatamente, identificar a tuberculose: a tosse prolongada. \u201cA tuberculose \u00e9 uma doen\u00e7a que costuma apresentar sintomas muito espec\u00edficos como febre baixa, geralmente, ao final do dia, mas a tosse persistente, que dura mais de 30 dias, \u00e9 o principal alerta de sinal. Al\u00e9m disso, o cansa\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel explicar por outras causas e emagrecimento sem causa aparente. Isso pode fazer a pessoa suspeitar de tuberculose&#8221;, esclareceu.<\/p>\n<p>O superintendente recomendou que ao suspeitar de sinais da doen\u00e7a a pessoa deve procurar qualquer servi\u00e7o de sa\u00fade b\u00e1sico pr\u00f3ximo \u00e0 resid\u00eancia. \u201cO tratamento e diagn\u00f3stico de tuberculose est\u00e1 descentralizado nas unidades de Sa\u00fade e n\u00e3o \u00e9 preciso nem um hospital especializado para que seja feito o diagn\u00f3stico e o tratamento. Qualquer pessoa com tosse por mais de 30 dias deve procurar um servi\u00e7o de sa\u00fade\u201d, recomendou.<\/p>\n<p>Cristina Indio do Brasil<br \/>\nRep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: A\u00e9cio Amado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio de Janeiro \u00e9 o estado com maior incid\u00eancia de tuberculose, doen\u00e7a causada por uma bact\u00e9ria (bacilo de Koch), que atinge em grande parte a faixa et\u00e1ria entre 20 a 29 anos. 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