{"id":45261,"date":"2013-07-17T01:07:58","date_gmt":"2013-07-17T04:07:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=45261"},"modified":"2013-07-17T01:07:58","modified_gmt":"2013-07-17T04:07:58","slug":"empresas-recorrem-a-universidades-para-lancar-produtos-mais-competitivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/empresas-recorrem-a-universidades-para-lancar-produtos-mais-competitivos\/45261","title":{"rendered":"Empresas recorrem a universidades para lan\u00e7ar produtos mais competitivos"},"content":{"rendered":"<p>Por Dinorah Ereno <a href=\"http:\/\/www.revistapesquisa.fapesp.br\/\" target=\"_blank\">Revista Pesquisa FAPESP<\/a>\u00a0\u2013 Inova\u00e7\u00f5es concebidas em universidades t\u00eam chegado com mais frequ\u00eancia ao mercado brasileiro. Essa \u00e9 uma alternativa para as empresas agregarem tecnologia em produtos e processos como tem demonstrado o crescente aumento de licenciamentos de propriedade intelectual de universidades e a transforma\u00e7\u00e3o desse conhecimento em <em><strong>produtos inovadores<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Um exemplo de tecnologia promissora que entrou no mercado no final de 2012 \u00e9 um fot\u00f4metro analisador de combust\u00edvel desenvolvido no Instituto de Qu\u00edmica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e licenciado para a Tech Chrom, empresa gestada na Incubadora de Empresas de Base Tecnol\u00f3gica da universidade (Incamp).<\/p>\n<p>Enquanto os testes para avalia\u00e7\u00e3o de adultera\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis nos postos necessitam de v\u00e1rias etapas e de pessoas treinadas para examinar as informa\u00e7\u00f5es, o fot\u00f4metro \u2013 que trabalha na regi\u00e3o do infravermelho pr\u00f3ximo \u2013 apresenta o resultado diretamente no visor do aparelho em cerca de sete segundos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o teste tradicional de gasolina necessita de 50 mililitros (ml) do combust\u00edvel e o de etanol de 1 litro. J\u00e1 o aparelho com o fot\u00f4metro funciona com apenas 5 ml de combust\u00edvel inserido em um recipiente apropriado.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 \u00e9 preciso informar se a an\u00e1lise \u00e9 de etanol ou gasolina\u201d, diz Ismael Pereira Chagas, que desenvolveu o prot\u00f3tipo do analisador de combust\u00edvel durante o seu doutorado e atualmente trabalha como pesquisador na empresa.<\/p>\n<p>Um\u00a0<a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/2180\/desenvolvimento-de-um-fotometro-no-infravermelho-proximo-para-determinacao-do-teor-de-agua-no-alcool\" target=\"_blank\">aporte do programa<\/a>\u00a0Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, possibilitou que Chagas continuasse a pesquisa na Tech Chrom para que o prot\u00f3tipo se transformasse em um produto. \u201cO desafio foi criar um equipamento pequeno e robusto que pudesse ser operado por qualquer pessoa\u201d, diz Valter Matos, diretor da empresa.<\/p>\n<p>O aparelho, chamado Xerloq, tem capacidade para armazenar na mem\u00f3ria os resultados de at\u00e9 98 an\u00e1lises. \u201cTamb\u00e9m foi desenvolvido um software para imprimir o resultado da an\u00e1lise do combust\u00edvel para o cliente do posto\u201d, diz Chagas.<\/p>\n<p>Com o projeto do PIPE, a empresa conseguiu reduzir o pre\u00e7o de venda de R$ 6.800,00 para R$ 4.950,00. At\u00e9 agora foram vendidos mais de 50 aparelhos para postos revendedores e distribuidoras de combust\u00edvel. \u201cMas h\u00e1 um mercado em potencial para explorar, porque existem cerca de 39 mil postos espalhados pelo Brasil\u201d, diz Matos.<\/p>\n<p>O licenciamento de uma gordura com baixo teor de \u00e1cidos graxos saturados e isenta de \u00e1cidos graxos trans,\u00a0<a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2011\/04\/03\/biscoitos-mais-magros\" target=\"_blank\">desenvolvida na<\/a>\u00a0Faculdade de Engenharia de Alimentos em parceria com a Cargill Agr\u00edcola e utilizada como recheio de biscoitos e outras aplica\u00e7\u00f5es, garantiu \u00e0 Unicamp uma arrecada\u00e7\u00e3o recorde de royalties de R$ 724 mil em 2011. As pesquisas que resultaram na nova gordura foram iniciadas na universidade ainda na d\u00e9cada de 1990, mas somente em 2008 os resultados efetivos come\u00e7aram a aparecer e chamaram a aten\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Desde a sua cria\u00e7\u00e3o em 2004 a Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o Inova, da Unicamp, registrou uma curva de crescimento tanto no dep\u00f3sito de patentes como no licenciamento de tecnologias, um indicativo do interesse de empresas por inova\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No ano passado foram depositadas 73 patentes, assinados 13 contratos de licenciamento e registrados 29 programas de computador, n\u00fameros recordes para um \u00fanico ano desde a primeira patente da universidade, em 1984. No total, s\u00e3o 63 os licenciamentos vigentes.<\/p>\n<p>Leia a reportagem completa em:\u00a0<a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2013\/07\/12\/conhecimento-no-mercado\" target=\"_blank\">http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2013\/07\/12\/conhecimento-no-mercado<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dinorah Ereno Revista Pesquisa FAPESP\u00a0\u2013 Inova\u00e7\u00f5es concebidas em universidades t\u00eam chegado com mais frequ\u00eancia ao mercado brasileiro. Essa \u00e9 uma alternativa para as empresas agregarem tecnologia em produtos e processos como tem demonstrado o crescente aumento de licenciamentos de propriedade intelectual de universidades e a transforma\u00e7\u00e3o desse conhecimento em produtos inovadores. 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