{"id":43139,"date":"2013-03-18T13:54:04","date_gmt":"2013-03-18T16:54:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=43139"},"modified":"2013-03-18T13:54:04","modified_gmt":"2013-03-18T16:54:04","slug":"restricoes-ao-futuro-do-brasil-como-lider-agricola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/restricoes-ao-futuro-do-brasil-como-lider-agricola\/43139","title":{"rendered":"Restri\u00e7\u00f5es ao futuro do Brasil como l\u00edder agr\u00edcola"},"content":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o entre <em><strong>economia<\/strong><\/em>, agricultura, energia e meio ambiente no Brasil foi o tema de duas das palestras do Simp\u00f3sio Brasil-Jap\u00e3o sobre Colabora\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, promovido pela FAPESP e pela Sociedade Japonesa para a Promo\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia (JSPS) nos dias 15 e 16 de mar\u00e7o, em T\u00f3quio.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/878\/joaquim-jose-martins-guilhoto\/\" target=\"_blank\">Joaquim Guilhoto<\/a>, professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade da Universidade de S\u00e3o Paulo (FEA-USP), abriu o debate sobre o assunto com uma exposi\u00e7\u00e3o que partiu da agricultura familiar para chegar ao problema das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa no Brasil.<\/p>\n<p>Guilhoto mostrou que a agricultura familiar no pa\u00eds pode ter muitos efeitos positivos, como absorver m\u00e3o de obra, reduzir o \u00eaxodo rural e as press\u00f5es sobre os grandes centros urbanos e contribuir para a gera\u00e7\u00e3o de renda. Mas a an\u00e1lise do desempenho da agricultura familiar em compara\u00e7\u00e3o com o da agricultura de empresas mostra que a efici\u00eancia daquela \u00e9 muito menor do que a desta.<\/p>\n<p>De acordo com Guilhoto, pol\u00edticas p\u00fablicas para aumentar a competitividade da agricultura familiar no Brasil podem ter bons resultados, em especial as que proporcionem educa\u00e7\u00e3o formal e acesso ao cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional \u00e9 uma das respons\u00e1veis pelo fato de o Brasil ter uma das matrizes energ\u00e9ticas mais limpas do mundo, com apenas 37,3% dependente de combust\u00edveis f\u00f3sseis. A biomassa representa 31,5%\u201d, disse.<\/p>\n<p>Apesar dessa caracter\u00edstica t\u00e3o positiva, afirmou Guilhoto, o Brasil \u00e9 um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (o quarto, depois de China, Estados Unidos e Uni\u00e3o Europeia).<\/p>\n<p>\u201cE isso tamb\u00e9m tem a ver com a atividade agr\u00edcola, j\u00e1 que a raz\u00e3o para essas emiss\u00f5es s\u00e3o as mudan\u00e7as de uso da terra e o desflorestamento, este causado em grande parte pela utiliza\u00e7\u00e3o de suas terras para pecu\u00e1ria e planta\u00e7\u00e3o de soja e cana-de-a\u00e7\u00facar\u201d, disse.<\/p>\n<p>Yoichi Koike, professor de economia da Universidade Ritsumeikan, no Jap\u00e3o, foi o expositor seguinte, e tocou em muitos dos mesmos pontos abordados antes por Guilhoto.<\/p>\n<p>Koike acha que o Brasil pode se tornar o \u201cgrande superpoder\u201d agr\u00edcola do mundo, mas para isso precisa resolver alguns problemas n\u00e3o desprez\u00edveis, entre eles o de incluir trabalhadores agr\u00edcolas pobres e garantir a sustentabilidade do meio ambiente.<\/p>\n<p>\u201cA agricultura brasileira vem se tornando mais produtiva, mais mecanizada e a intensidade de capital no setor est\u00e1 crescendo. Mas o n\u00famero total de trabalhadores rurais tem decrescido\u201d, disse.<\/p>\n<p>Entre as restri\u00e7\u00f5es ao futuro promissor do Brasil como l\u00edder mundial na agricultura, Koike citou os problemas de infraestrutura em geral e de transporte especificamente, o pequeno valor agregado de seus produtos finais, o pequeno poder de marca desses produtos, a exclus\u00e3o de trabalhadores rurais pobres, quest\u00f5es de seguran\u00e7a de alimentos e amea\u00e7as ambientais.<\/p>\n<p>Koike destacou o efeito domin\u00f3 que leva \u00e1reas de pastagem e de soja para o Cerrado (devido \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o das zonas antes a elas dedicadas para a cana-de-a\u00e7\u00facar) e depois do Cerrado para a Amaz\u00f4nia, tendo como efeito final o desflorestamento e suas consequ\u00eancias. Entre essas consequ\u00eancias, est\u00e3o as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, o ressecamento do Cerrado, o aumento da intensidade e frequ\u00eancia de chuvas em v\u00e1rias regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Por Carlos Eduardo Lins da Silva, de T\u00f3quio<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o entre economia, agricultura, energia e meio ambiente no Brasil foi o tema de duas das palestras do Simp\u00f3sio Brasil-Jap\u00e3o sobre Colabora\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, promovido pela FAPESP e pela Sociedade Japonesa para a Promo\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia (JSPS) nos dias 15 e 16 de mar\u00e7o, em T\u00f3quio. 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