{"id":43075,"date":"2013-03-15T13:41:40","date_gmt":"2013-03-15T16:41:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=43075"},"modified":"2013-03-15T13:41:23","modified_gmt":"2013-03-15T16:41:23","slug":"universidade-de-edimburgo-abre-escritorio-de-representacao-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/universidade-de-edimburgo-abre-escritorio-de-representacao-no-brasil\/43075","title":{"rendered":"Universidade de Edimburgo abre escrit\u00f3rio de representa\u00e7\u00e3o no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Com o objetivo de fomentar a colabora\u00e7\u00e3o com cientistas de toda a Am\u00e9rica Latina, a Universidade de Edimburgo (Esc\u00f3cia) inaugurou em mar\u00e7o um escrit\u00f3rio de representa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>Para celebrar a abertura da nova base latino-americana, sediada no Centro Brasileiro Brit\u00e2nico, em S\u00e3o Paulo, a institui\u00e7\u00e3o organizou o simp\u00f3sio \u201cBrazil and Latin America in a Fast Changing World \u2013 Society, Enviroment and Technology for de 21st Century\u201d na segunda-feira (11\/03).<\/p>\n<p>\u201cO objetivo era dar uma ideia geral do que fazemos em Edimburgo e mostrar as parcerias que j\u00e1 est\u00e3o em andamento com o Brasil. Escolhemos \u00e1reas de grande interesse para os dois pa\u00edses, como recursos h\u00eddricos e energ\u00e9ticos, mudan\u00e7a clim\u00e1tica e gest\u00e3o da biodiversidade\u201d, explicou Antonio Ioris, professor de Meio Ambiente e Sociedade da Universidade de Edimburgo.<\/p>\n<p>Segundo Ioris, tamb\u00e9m foi organizado um semin\u00e1rio no Chile, onde o tema central foi Sa\u00fade, e outro no M\u00e9xico, com foco na \u00e1rea de pol\u00edtica. \u201cO potencial de colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 enorme e atrai gente do mundo inteiro. Mas, infelizmente, a colabora\u00e7\u00e3o com a Am\u00e9rica Latina e com o Brasil ainda \u00e9 baixa quando se compara com ex-col\u00f4nias brit\u00e2nicas, como a \u00cdndia ou a Austr\u00e1lia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A barreira lingu\u00edstica e cultural \u00e9, sem d\u00favida, um grande obst\u00e1culo a ser superado, afirmou Ioris. \u201cTem muita pesquisa boa feita no Brasil, mas ainda \u00e9 um pa\u00eds muito fechado. Os pesquisadores de fora n\u00e3o t\u00eam acesso ao que \u00e9 publicado aqui dentro. Estamos discutindo a cria\u00e7\u00e3o de cursos intensivos de ingl\u00eas para quem for para Edimburgo se sentir mais\u00a0\u00e0 vontade com a l\u00edngua\u201d, contou.<\/p>\n<p>Na abertura do simp\u00f3sio, o diretor cient\u00edfico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, destacou que parte importante da estrat\u00e9gia da Funda\u00e7\u00e3o tem sido desenvolver oportunidades de colabora\u00e7\u00e3o entre cientistas paulistas e de outros pa\u00edses. Lembrou ainda que a FAPESP j\u00e1 mant\u00e9m acordos de coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica com diversas institui\u00e7\u00f5es brit\u00e2nicas, entre elas a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/7060\" target=\"_blank\">Universidade de Edimburgo<\/a>\u00a0e os sete\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/5338\" target=\"_blank\">Conselhos de Pesquisa do Reino Unido<\/a>\u00a0(RCUK, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>\u201cTodas essas iniciativas est\u00e3o trazendo o Reino Unido para a posi\u00e7\u00e3o principal na colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica com cientistas no Estado de S\u00e3o Paulo. Estamos muito felizes com isso e ansiosos com as novas oportunidades que v\u00e3o surgir com esse novo escrit\u00f3rio em S\u00e3o Paulo\u201d, disse Brito Cruz.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participaram da abertura do evento o presidente e vice-reitor da Universidade de Edimburgo, Timothy O&#8217;Shea, e o c\u00f4nsul brit\u00e2nico em S\u00e3o Paulo, John Doddrell.<\/p>\n<p>Fiona Conroy, diretora de Ci\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o da Embaixada Brit\u00e2nica em Bras\u00edlia, disse que o Reino Unido considera o Brasil uma boa op\u00e7\u00e3o de parceiro, quando se trata de ci\u00eancia, inova\u00e7\u00e3o e tecnologia.<\/p>\n<p>\u201cProcuramos estimular todas as nossas universidades a estabelecer la\u00e7os acad\u00eamicos e institucionais com as universidades brasileiras. Queremos rela\u00e7\u00f5es realmente profundas e de m\u00e3o dupla. Queremos que os estudantes brasileiros viajem para o Reino Unido e voltem para o Brasil com experi\u00eancias muito positivas e se tornem multiplicadores da internacionaliza\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Conroy disse ainda que o Brasil atravessa um momento de profundas transforma\u00e7\u00f5es e o suporte de ag\u00eancias de fomento \u00e0 pesquisa \u00e9 fundamental para a internacionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA FAPESP tem sido um parceiro forte para o Reino Unido. Publicamos mais artigos em parceria com cientistas paulistas do que qualquer outro pa\u00eds. Estamos na frente da Alemanha e estamos orgulhosos disso. Tentaremos replicar alguns dos sucessos que obtivemos em parceria com a FAPESP com outros estados\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Durante o simp\u00f3sio, a professora da Universidade de Edimburgo Rachel Woods apresentou algumas das pesquisas da institui\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de energia e de controle de emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO2). Falou tamb\u00e9m sobre as parcerias j\u00e1 existentes com institui\u00e7\u00f5es como a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com a Embrapa.<\/p>\n<p>Representando a Petrobras, o geof\u00edsico Paulo Johann falou sobre as perspectivas brasileiras para a explora\u00e7\u00e3o das reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s no pr\u00e9-sal e sobre a import\u00e2ncia da pesquisa para aumentar a efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de energia com o menor impacto poss\u00edvel para o meio ambiente.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Iganci, professor da Universidade Federal de Santa Catarina, falou sobre pesquisas na \u00e1rea de taxonomia que realizou em parceria com o Jardim Bot\u00e2nico Real de Edimburgo. J\u00e1 Ioris, que embora trabalhe na Esc\u00f3cia \u00e9 de naturalidade brasileira, falou sobre suas pesquisas relacionadas ao manejo da \u00e1gua, algumas em parcerias com universidades brasileiras.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o que tratou sobre conserva\u00e7\u00e3o florestal e mercados de carbono participaram Francisco Ascui, diretor do Centro de Neg\u00f3cios e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas da Universidade de Edimburgo, Pedro Moura Costa, presidente da Bolsa Verde do Rio de Janeiro, e Mario Manzoni, coordenador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas de S\u00e3o Paulo, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas.<\/p>\n<p>\u201cO evento capturou a ess\u00eancia de alguns dos desafios que ambos os pa\u00edses compartilham e que v\u00e3o al\u00e9m de suas fronteiras. Sabemos que uma \u00fanica universidade ou um \u00fanico pa\u00eds n\u00e3o possui toda a expertise necess\u00e1ria para enfrentar esses desafios e essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual estamos criando um escrit\u00f3rio em S\u00e3o Paulo\u201d, afirmou Charlie Jeffery, professor de Ci\u00eancias Pol\u00edticas da Universidade de Edimburgo, durante o encerramento do simp\u00f3sio.<\/p>\n<p>Por Karina Toledo<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o objetivo de fomentar a colabora\u00e7\u00e3o com cientistas de toda a Am\u00e9rica Latina, a Universidade de Edimburgo (Esc\u00f3cia) inaugurou em mar\u00e7o um escrit\u00f3rio de representa\u00e7\u00e3o no Brasil. Para celebrar a abertura da nova base latino-americana, sediada no Centro Brasileiro Brit\u00e2nico, em S\u00e3o Paulo, a institui\u00e7\u00e3o organizou o simp\u00f3sio \u201cBrazil and Latin America in a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":40787,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-43075","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"entry","9":"gs-1","10":"gs-odd","11":"gs-even","12":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/Brasil-incra1.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43075\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}