{"id":42203,"date":"2013-01-21T14:04:59","date_gmt":"2013-01-21T16:04:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=42203"},"modified":"2013-01-21T14:04:59","modified_gmt":"2013-01-21T16:04:59","slug":"sudeste-registra-maior-numero-de-mortes-por-raios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/sudeste-registra-maior-numero-de-mortes-por-raios\/42203","title":{"rendered":"Sudeste registra maior n\u00famero de mortes por raios"},"content":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o Sudeste do Brasil registrou o maior n\u00famero de mortes causadas por <em><strong>raios<\/strong><\/em> entre 2000 e 2011. Do total de 1.488 \u00f3bitos no per\u00edodo, 414 aconteceram nessa parte do pa\u00eds. O n\u00famero \u00e9 bem superior aos de outras regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>Nesse intervalo de tempo, as descargas el\u00e9tricas atmosf\u00e9ricas foram respons\u00e1veis pela morte de 297 pessoas no Norte, 278 no Centro-Oeste e 260 no Nordeste do pa\u00eds. \u00c9 o que aponta relat\u00f3rio do Grupo de Eletricidade Atmosf\u00e9rica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat\/Inpe), unidade de pesquisa do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI).<\/p>\n<p>O estado de S\u00e3o Paulo lidera o ranking de mortes nesses anos, com 248 registros, seguido de Minas Gerais, com 113, e Rio Grande do Sul, 112. Segundo o Elat, a cada 50 mortes por raios no mundo, uma \u00e9 no Brasil, o que faz do pa\u00eds o campe\u00e3o em fatalidades (tamb\u00e9m \u00e9 o primeiro em n\u00famero de descargas). Os resultados incluem, ainda, mais de 200 feridos e preju\u00edzos da ordem de R$ 1 bilh\u00e3o anuais.<\/p>\n<p>Dados do Inpe tamb\u00e9m revelam a evolu\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias desde o in\u00edcio do s\u00e9culo, em que os n\u00fameros apontam para uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de mortes nos \u00faltimos tr\u00eas anos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia do per\u00edodo. Em 2010 foram registradas 89 mortes, em 2011, 79, e em 2012 (segundo dados preliminares), 85 mortes. No come\u00e7o do per\u00edodo avaliado, 140 pessoas perderam a vida em 2000, 193 em 2001 e 137 em 2002.<\/p>\n<p>Historicamente, a maior quantidade de raios que ocasionaram \u00f3bitos aconteceu no ver\u00e3o. Em 2011, por exemplo, o percentual de registros durante a esta\u00e7\u00e3o chegou a mais da metade, 53%, e outros 24% se deram na primavera. Do total, 84% dos casos envolveram pessoas do sexo masculino e quase a metade, 42%, indiv\u00edduos entre 20 e 39 anos.<\/p>\n<p>Circunst\u00e2ncias<br \/>\nEntre as 1.573 ocorr\u00eancias fatais por descargas el\u00e9tricas no Brasil (dado preliminar incluindo as estat\u00edsticas de 2012), quase um ter\u00e7o aconteceu durante atividades no setor agropecu\u00e1rio, em que trabalhadores foram atingidos ao recolher animais nos campos e ao manusear enxadas, p\u00e1s, fac\u00f5es e outros instrumentos similares nas planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosf\u00e9rica, 14% das v\u00edtimas foram atingidas embaixo de \u00e1rvores, 10% na cobertura de casa (varandas, toldos etc.) e 10% dentro da resid\u00eancia, 9% foram atingidas por raios quando praticavam esporte, principalmente em campos e quadras de futebol, e 3% dentro do mar ou na areia da praia. O restante dos casos fatais aconteceu em circunst\u00e2ncias diversas, como na constru\u00e7\u00e3o civil e em enchentes.<\/p>\n<p>Uma cartilha traz orienta\u00e7\u00f5es para prote\u00e7\u00e3o nessas situa\u00e7\u00f5es. Segundo o grupo do Inpe, \u00e9 poss\u00edvel evitar 80% das circunst\u00e2ncias em que acontecem as mortes.<\/p>\n<p>Ranking<br \/>\nDos 57,8 milh\u00f5es de raios registrados por ano no Brasil, 11 milh\u00f5es incidem no Amazonas, 7,4 milh\u00f5es, no Par\u00e1, e 6,8 milh\u00f5es, em Mato Grosso, pela m\u00e9dia de 2000 a 2009. Considerada a densidade (ou seja, proporcionalmente ao territ\u00f3rio), os estados sulinos ficam \u00e0 frente: Rio Grande do Sul, com 18,4 raios por quil\u00f4metro quadrado (anualmente), seguido de Santa Catarina, com 12,3.<\/p>\n<p>No site do Elat o usu\u00e1rio encontra informa\u00e7\u00f5es diversas sobre o fen\u00f4meno, como a incid\u00eancia por munic\u00edpio, com base nos dados do sensor orbital LIS (Lightning Imaging Sensor). O equipamento est\u00e1 a bordo da plataforma Tropical Rainfall Measuring Mission (TRMM), que \u00e9 uma miss\u00e3o conjunta entre as ag\u00eancias espaciais Nasa (americana) e Jaxa (japonesa).<\/p>\n<p>Os dados, obtidos para o per\u00edodo entre 1998 e 2011, levam em conta uma serie de corre\u00e7\u00f5es, o que j\u00e1 permite uma estimativa confi\u00e1vel da distribui\u00e7\u00e3o espacial dos rel\u00e2mpagos sobre o pa\u00eds. Essa distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 mostrada num mapa, que pode ser acessado de forma interativa atrav\u00e9s da aba Ranking, na p\u00e1gina principal do portal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o Sudeste do Brasil registrou o maior n\u00famero de mortes causadas por raios entre 2000 e 2011. Do total de 1.488 \u00f3bitos no per\u00edodo, 414 aconteceram nessa parte do pa\u00eds. O n\u00famero \u00e9 bem superior aos de outras regi\u00f5es brasileiras. 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