{"id":41919,"date":"2013-01-04T11:49:39","date_gmt":"2013-01-04T13:49:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=41919"},"modified":"2013-01-04T11:50:07","modified_gmt":"2013-01-04T13:50:07","slug":"desaceleracao-na-argentina-reduz-exportacoes-brasileiras-em-20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/desaceleracao-na-argentina-reduz-exportacoes-brasileiras-em-20\/41919","title":{"rendered":"Desacelera\u00e7\u00e3o na Argentina reduz exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em 20%"},"content":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia &#8211; A desacelera\u00e7\u00e3o da economia na Argentina fez as <em><strong>exporta\u00e7\u00f5es brasileiras<\/strong> <\/em>ao pa\u00eds ca\u00edrem 20,7% em 2012, segundo consultorias econ\u00f4micas de Buenos Aires. Entre os setores mais afetados est\u00e3o os de autope\u00e7as, m\u00e1quinas agr\u00edcolas e eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Em 2012, quando a economia argentina cresceu menos de 2%, Buenos Aires importou US$ 18 bilh\u00f5es em mercadorias do Brasil. O ano anterior, o montante havia sido de US$ 22,7 bilh\u00f5es, segundo o economista argentino Maur\u00edcio Claveri, da consultoria Abeceb.<\/p>\n<p>&#8220;A partir de abril [de 2012] passou a ocorrer uma demanda menor argentina. Desde ent\u00e3o, surgiu uma mistura de efeitos no fluxo do com\u00e9rcio do Brasil para a Argentina, que incluiu esta menor demanda, provocada pelo menor crescimento do pa\u00eds, e os reflexos das barreiras comerciais [impostas pelo governo argentino]&#8221;, disse Claveri.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, o Brasil importou US$ 16,4 bilh\u00f5es em produtos argentinos \u2013 uma diminui\u00e7\u00e3o de 2,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A queda na importa\u00e7\u00e3o de produtos brasileiros fez o d\u00e9ficit comercial da Argentina com o Brasil cair em 2012 para US$ 1,5 bilh\u00e3o \u2013 o que significa uma redu\u00e7\u00e3o de 73%.<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio entre os dois pa\u00edses caiu de US$ 39,6 bilh\u00f5es em 2011 para US$ 34,4 bilh\u00f5es no ano passado. Para o economista Mat\u00edas Carugati, da consultoria Management &amp; Fit, &#8220;o maior crescimento argentino sempre resultou em maior importa\u00e7\u00e3o&#8221;. &#8220;O menor crescimento argentino significa consequ\u00eancias negativas para a economia brasileira.&#8221;<\/p>\n<p>Carugati ressaltou que a Argentina \u00e9 o terceiro s\u00f3cio comercial do Brasil \u2013 depois da China e dos Estados Unidos \u2013 e &#8220;cada ponto a menos de crescimento argentino significa muitos milh\u00f5es de d\u00f3lares a menos no com\u00e9rcio exterior&#8221;.<\/p>\n<p>O economista disse que as barreiras comerciais aplicadas pelo governo da presidenta Cristina Kirchner afetaram &#8220;mais o Brasil do que outros pa\u00edses&#8221; e contribu\u00edram para reduzir as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para o mercado vizinho.<\/p>\n<p>Claver\u00ed e Carugati disseram que o Brasil acumula tr\u00eas meses de d\u00e9ficit na balan\u00e7a comercial com a Argentina, mas esse quadro pode come\u00e7ar a mudar a partir de mar\u00e7o ou abril deste ano.<\/p>\n<p>&#8220;A expectativa \u00e9 que o crescimento econ\u00f4mico argentino fique entre 3% e 5% em 2013. Com isso, as importa\u00e7\u00f5es devem aumentar, mas o efeito positivo nas importa\u00e7\u00f5es de produtos brasileiros depender\u00e1 de se a Argentina continuar\u00e1 discriminando ou n\u00e3o o pa\u00eds vizinho com as barreiras comerciais&#8221;, disse Carugati.<\/p>\n<p>A consultoria Ecolatina, de Buenos Aires, citou um estudo do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) no qual &#8220;por cada ponto percentual de queda do Produto Interno Bruto [PIB] do Brasil, o crescimento da Argentina seria afetado em at\u00e9 0,25%&#8221;. Mas para analistas, a Argentina ter\u00e1 pela frente &#8220;desafios pr\u00f3prios&#8221;, independentes da sa\u00fade da economia brasileira. Um deles \u00e9 a infla\u00e7\u00e3o, estimada em cerca de 10%, pelo Instituto Nacional de Estat\u00edsticas e Censos (Indec) e em 25% por consultorias privadas.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda quest\u00f5es como a brusca queda na venda de im\u00f3veis, que em novembro registrou retra\u00e7\u00e3o de 43,5% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2011. Neste caso, os especialistas atribuem o fato ao controle cambial, que teria tido influ\u00eancia sobre as opera\u00e7\u00f5es feitas tradicionalmente em d\u00f3lares e n\u00e3o na moeda local, o peso.<\/p>\n<p>Outros efeitos de medidas locais teriam sido a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de argentinos que viajaram para as tradicionais f\u00e9rias de ver\u00e3o ou que diminu\u00edram a quantidade de dias de descanso nesta temporada, seja pela infla\u00e7\u00e3o ou pelo controle cambial \u2013 que limita a compra de moedas estrangeiras, entre elas o real, e provoca altas no pre\u00e7o da moeda brasileira no mercado paralelo.<\/p>\n<p>Ontem (3), a moeda Real era cotado a cerca de 2,4 pesos no oficial e no paralelo a cerca de 2,6 pesos, em Buenos Aires. Mas h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es que houve pessoas pagando cota\u00e7\u00e3o de at\u00e9 3,4 na regi\u00e3o de fronteira para passar f\u00e9rias nas praias do sul do Brasil.<\/p>\n<p>Agencia Brasil<br \/>\nEconomia Internacional<br \/>\nBBC Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia &#8211; A desacelera\u00e7\u00e3o da economia na Argentina fez as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras ao pa\u00eds ca\u00edrem 20,7% em 2012, segundo consultorias econ\u00f4micas de Buenos Aires. Entre os setores mais afetados est\u00e3o os de autope\u00e7as, m\u00e1quinas agr\u00edcolas e eletr\u00f4nicos. 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