{"id":41549,"date":"2012-11-29T18:13:16","date_gmt":"2012-11-29T20:13:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=41549"},"modified":"2012-11-29T18:13:16","modified_gmt":"2012-11-29T20:13:16","slug":"peso-dos-impostos-sobre-a-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2012\/peso-dos-impostos-sobre-a-economia\/41549","title":{"rendered":"Peso dos impostos sobre a economia"},"content":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia \u2013 Mais de um ter\u00e7o de tudo o que o Brasil produziu em 2011 foi para os cofres p\u00fablicos. Segundo n\u00fameros divulgados hoje (29) pela Receita Federal, a <em><strong>carga tribut\u00e1ria<\/strong><\/em> no ano passado correspondeu a 35,31% do Produto Interno Bruto (PIB), crescimento de 1,78 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a 2010, quando a carga havia atingido 33,53%, o maior percentual j\u00e1 registrado. At\u00e9 agora, a maior carga tribut\u00e1ria havia sido registrada em 2008, quando o percentual alcan\u00e7ou 34,54%.<\/p>\n<p>O n\u00famero corresponde \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, dos estados e munic\u00edpios, dividida pelo PIB, que \u00e9 a soma de tudo que \u00e9 produzido no pa\u00eds. De acordo com a Receita Federal, o crescimento da carga tribut\u00e1ria resultou da combina\u00e7\u00e3o do crescimento de 2,7% do PIB no ano passado e da expans\u00e3o real (descontada a infla\u00e7\u00e3o) de 8,15% da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria nos tr\u00eas n\u00edveis de governo.<\/p>\n<p>Apesar do aumento da arrecada\u00e7\u00e3o, a Receita alega que o incremento da carga tribut\u00e1ria decorreu muito mais do crescimento da economia do que da eleva\u00e7\u00e3o de impostos e contribui\u00e7\u00f5es. De acordo com o Fisco, isso pode ser comprovado pelo fato de que, no ano passado, n\u00e3o foram observadas medidas legislativas relevantes para aumentar a carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>Segundo a Receita Federal, a eleva\u00e7\u00e3o da renda do brasileiro e a formaliza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho foram os principais fatores que impulsionaram a arrecada\u00e7\u00e3o no ano passado. Somente o Imposto de Renda teve impacto de 0,52 ponto percentual no aumento da carga tribut\u00e1ria, influenciado pelo aumento da massa salarial e pela recupera\u00e7\u00e3o dos investimentos em aplica\u00e7\u00f5es financeiras. Em segundo lugar, veio a contribui\u00e7\u00e3o para a Previd\u00eancia Social, com impacto de 0,31 ponto percentual.<\/p>\n<p>O bom desempenho do com\u00e9rcio, cujas vendas se mantiveram aquecidas no ano passado, refletiu-se na arrecada\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), tributo ligado ao faturamento. A arrecada\u00e7\u00e3o da Cofins representou 0,20 ponto percentual do crescimento da carga tribut\u00e1ria em 2011.<\/p>\n<p>Os tributos federais foram os que mais pesaram no bolso do brasileiro, correspondendo a 24,73% do PIB em 2011. Em 2010, esse percentual havia atingido 23,15%. Os tributos estaduais representaram 8,63% do PIB, \u00edndice praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a 2010, quando os tributos estaduais haviam alcan\u00e7ado 8,53% do PIB. A carga tribut\u00e1ria dos munic\u00edpios subiu de 1,85% do PIB, em 2010, para 1,95% no ano passado.<\/p>\n<p>De acordo com a Receita Federal, a carga tribut\u00e1ria brasileira \u00e9 mais baixa que a da maioria dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), grupo composto principalmente por pa\u00edses desenvolvidos. O peso dos tributos no Brasil \u00e9 menor que o de 16 pa\u00edses do bloco. Os tributos respondem por 48,2% do PIB na Dinamarca, 45,8% na Su\u00e9cia, 43,8% na B\u00e9lgica, 43% na It\u00e1lia e 42,9% na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Apesar disso, o peso dos impostos sobre a economia brasileira \u00e9 maior do que nos Estados Unidos, onde a carga tribut\u00e1ria somou 24,8% em 2010, e em pa\u00edses emergentes como o M\u00e9xico, cuja carga atingiu 18,1% do PIB. Como os dados dos outros pa\u00edses est\u00e3o desatualizados, a Receita Federal fez a compara\u00e7\u00e3o com 2010.<\/p>\n<p>St\u00eanio Ribeiro e Wellton M\u00e1ximo<br \/>\nRep\u00f3rteres da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Carolina Pimentel<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia \u2013 Mais de um ter\u00e7o de tudo o que o Brasil produziu em 2011 foi para os cofres p\u00fablicos. 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