{"id":41436,"date":"2012-11-19T18:20:39","date_gmt":"2012-11-19T20:20:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=41436"},"modified":"2012-11-19T18:20:39","modified_gmt":"2012-11-19T20:20:39","slug":"mercado-de-carros-usados-tem-leve-recuperacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2012\/mercado-de-carros-usados-tem-leve-recuperacao\/41436","title":{"rendered":"Mercado de carros usados tem leve recupera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Ap\u00f3s primeiro semestre de perdas, induzidas pela redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos e pela restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, o setor de <em><strong>carros usados<\/strong><\/em> teve leve recupera\u00e7\u00e3o no segundo semestre, aponta a Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Associa\u00e7\u00f5es dos Revendedores de Ve\u00edculos Automotores (Fenauto).<\/p>\n<p>As perdas do primeiro semestre levaram cerca de 4,5 mil lojas em todo o Brasil a fecharem as portas, segundo estimativa da Fenauto. Foi o que ocorreu com duas das tr\u00eas lojas de Celso Sidnei de Abreu, empres\u00e1rio do ramo h\u00e1 sete anos. \u201cFoi um ano duro. Juntou a redu\u00e7\u00e3o do IPI, as dificuldades da economia e complicou tudo\u201d, avalia. Segundo a federa\u00e7\u00e3o, o Brasil tem 40 mil lojas de revenda de carros usados, que empregam 240 mil pessoas diretamente.<\/p>\n<p>A queda nas vendas chegou a 12,1% nos primeiros cinco meses do ano, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2011. Agora, os modelos com mais de tr\u00eas anos registram queda de cerca de 10%, no acumulado de janeiro a outubro. No entanto, os modelos mais novos, com menos de tr\u00eas anos, apresentam alta de 2,8%, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u201cDepois de um in\u00edcio muito dif\u00edcil, dada a dificuldade para aprova\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, come\u00e7amos a recuperar. Em torno de 15% das fichas de financiamento eram aprovadas. Agora j\u00e1 estamos atingindo uma meta de 30% a 35%\u201d, apontou Il\u00eddio Gon\u00e7alves dos Santos, presidente da Fenauto. Ele destaca que 70% das vendas do setor s\u00e3o financiadas. \u201cExiste cr\u00e9dito, mas o aumento da inadimpl\u00eancia fez com que os bancos adotassem crit\u00e9rios mais seletivos\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o oferecido para quem pretende vender um carro usado ficou de 20% a 25% menor, segundo lojistas entrevistados pela Ag\u00eancia Brasil. \u201cQuando envolve troca de ve\u00edculo, a perda \u00e9 um pouco menor\u201d, aponta Armando Monteiro, gerente de uma loja de revenda na zona sul de S\u00e3o Paulo. Na compra de carro usado, a desvaloriza\u00e7\u00e3o \u00e9 de 10% a 15%, informou o gerente.<\/p>\n<p>A queda no pre\u00e7o agradou ao bombeiro Valner Machado, 30 anos. \u201cMesmo com a redu\u00e7\u00e3o do IPI, para mim n\u00e3o \u00e9 vantagem pegar um carro zero. Com o mesmo valor e sem entrar em financiamento, fico com um carro seminovo, mas completo. O custo benef\u00edcio \u00e9 melhor\u201d, avalia. Ele pretende comprar um ve\u00edculo usado \u00e0 vista. \u201cJuntei dinheiro o ano inteiro, agora entram o d\u00e9cimo terceiro, f\u00e9rias e extras. Al\u00e9m disso, pretendo pegar um bom desconto\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Ve\u00edculos Automotores no Estado de S\u00e3o Paulo (Assovesp), George Chahade, a restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito foi a principal respons\u00e1vel pela crise no setor. \u201cDe todos os problemas que podemos levantar, como redu\u00e7\u00e3o do IPI, quest\u00f5es econ\u00f4micas e diminui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, a maior parte se deve \u00e0 menor aprova\u00e7\u00e3o de financiamentos. \u00c9 certo que a procura diminuiu, mas poderia ter se mantido em um patamar razo\u00e1vel se o cr\u00e9dito fosse mais f\u00e1cil\u201d, declarou.<\/p>\n<p>De acordo com a federa\u00e7\u00e3o, no entanto, o setor tamb\u00e9m sentiu os impactos da redu\u00e7\u00e3o do IPI, j\u00e1 que o pre\u00e7o dos carros usados tem como refer\u00eancia o valor do ve\u00edculo novo. \u201cOs estoques estavam elevados com carros em um pre\u00e7o alto. Esse problema durou at\u00e9 junho, porque os lojistas tiveram que vender com pre\u00e7o abaixo do que tinham pago. Foi a\u00ed que houve perda de capital\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Com a retomada das vendas e a estabiliza\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o dos carros usados, Il\u00eddio Santos acredita que o mercado est\u00e1 em equil\u00edbrio e n\u00e3o deve apresentar grandes altera\u00e7\u00f5es, mesmo com a volta do IPI para carros novos, prevista para dezembro. \u201cN\u00e3o deve mudar muita coisa. O mercado vai levar um tempo para recuperar as perdas, assim como vai demorar para o pre\u00e7o do usado voltar ao patamar anterior\u201d, aponta. Para o lojista Celso Sidnei de Abreu, a conta \u00e9 simples: \u201cse estamos vendendo pouco com esse pre\u00e7o, se aumentar \u00e9 que n\u00e3o vende\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Camila Maciel<br \/>\nRep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Denise Griesinger<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Ap\u00f3s primeiro semestre de perdas, induzidas pela redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos e pela restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, o setor de carros usados teve leve recupera\u00e7\u00e3o no segundo semestre, aponta a Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Associa\u00e7\u00f5es dos Revendedores de Ve\u00edculos Automotores (Fenauto). 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