{"id":40726,"date":"2012-09-18T13:39:35","date_gmt":"2012-09-18T16:39:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=40726"},"modified":"2012-09-18T13:39:35","modified_gmt":"2012-09-18T16:39:35","slug":"mulheres-sao-maioria-com-nivel-superior-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2012\/mulheres-sao-maioria-com-nivel-superior-no-brasil\/40726","title":{"rendered":"Mulheres s\u00e3o maioria com n\u00edvel superior no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A propor\u00e7\u00e3o de <em><strong>mulheres<\/strong><\/em> brasileiras com t\u00edtulos acad\u00eamicos de n\u00edvel superior \u00e9 maior que a de homens \u2013 a parcela da popula\u00e7\u00e3o feminina adulta com diploma \u00e9 de 12%, ante 10% da masculina \u2013, mas esse dado sofre uma invers\u00e3o no mercado de trabalho. Quando se analisam as pessoas que atuam em fun\u00e7\u00f5es de n\u00edvel superior, 91% dos homens est\u00e3o empregados, contra 81% das mulheres.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros fazem parte da mais recente edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio <a href=\"http:\/\/www.oecd.org\/edu\/eag2012.htm\" target=\"_blank\">Education at a Glance<\/a>, publicado pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/p>\n<p>Embora o Brasil n\u00e3o seja membro da OCDE, formada majoritariamente por na\u00e7\u00f5es europeias, os dados do pa\u00eds foram inclu\u00eddos no relat\u00f3rio para fins de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O descompasso brasileiro entre a propor\u00e7\u00e3o de mulheres formadas e de mulheres empregadas acompanha a tend\u00eancia registrada, tamb\u00e9m, dentro da OCDE. Em m\u00e9dia, 32% das mulheres adultas dos pa\u00edses-membros t\u00eam n\u00edvel superior, ante 29% dos homens, mas \u201cas taxas de emprego das mulheres s\u00e3o menores que as dos homens, sem exce\u00e7\u00e3o, em todos os pa\u00edses da organiza\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a m\u00e9dia \u00e9 de nove pontos porcentuais, mas h\u00e1 casos em que ela supera os 20 pontos. O pa\u00eds que mais se aproxima da igualdade \u00e9 a Noruega, com 91% dos homens adultos diplomados empregados, ante 89% das mulheres.<\/p>\n<p>Pa\u00edses como Canad\u00e1, Jap\u00e3o, Nova Zel\u00e2ndia e Estados Unidos t\u00eam mais mulheres com n\u00edvel superior do que a m\u00e9dia da OCDE, mas a presen\u00e7a dessas mulheres no mercado de trabalho fica abaixo da m\u00e9dia da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio prop\u00f5e medidas como um aumento da disponibilidade de servi\u00e7os de creche ou a subs\u00eddios para a educa\u00e7\u00e3o infantil como um benef\u00edcio \u00e0 trabalhadora. \u201cA remo\u00e7\u00e3o de barreiras que impedem a participa\u00e7\u00e3o de mulheres altamente qualificadas no mercado de trabalho poderia beneficiar o crescimento econ\u00f4mico\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>Dos pa\u00edses analisados pelo relat\u00f3rio, o Brasil ainda \u00e9, como apontado no trabalho divulgado ano passado, aquele onde o diploma universit\u00e1rio mais agrega renda: um brasileiro formado em curso superior pode esperar ganhar, em m\u00e9dia, 2,5 vezes mais que um brasileiro que tenha apenas completado o ensino m\u00e9dio, e quase tr\u00eas vezes mais que um cidad\u00e3o sem ensino m\u00e9dio completo. Na OCDE, as taxas s\u00e3o de 1,6 (sobre ensino m\u00e9dio completo) e 1,9.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio nota que o ganho de renda se mant\u00e9m a despeito no aumento no n\u00famero de pessoas qualificadas por ensino superior: \u201cA tend\u00eancia dos dados sugere que a demanda por indiv\u00edduos com educa\u00e7\u00e3o terci\u00e1ria acompanhou o aumento da oferta na maioria dos pa\u00edses\u201d, avalia o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Embora a forma\u00e7\u00e3o superior aumente a renda em ambos os sexos, os homens ganham mais com cada n\u00edvel educacional alcan\u00e7ado: a renda de um brasileiro com diploma universit\u00e1rio pode ser at\u00e9 2,7 vezes superior \u00e0 de um que s\u00f3 tenha ensino m\u00e9dio, e 3,2 vezes maior que a de um homem sem diploma colegial, mas a mulher ganha, 2,6 a mais que uma com ensino m\u00e9dio, e 3,1 a mais que uma mulher sem esse grau de instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As mulheres tamb\u00e9m demoram mais para atingir seu potencial m\u00e1ximo de renda: a faixa et\u00e1ria mais bem remunerada, para as detentoras de diploma, \u00e9 a de 55 a 64 anos. No caso dos homens, a renda \u00e9 maior entre 25 e 34 anos, declinando depois, a partir dos 55.<\/p>\n<p>Em 2010, 63% de todos os t\u00edtulos acad\u00eamicos de n\u00edvel superior concedidos no Brasil foram recebidos por mulheres. Elas s\u00e3o maioria \u2013 representando de 52% a 77% do total de t\u00edtulos \u2013 nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o; humanidades e artes; sa\u00fade; ci\u00eancias sociais, direito e administra\u00e7\u00e3o; e servi\u00e7os. Tornam-se minoria, no entanto, nos setores de engenharia, manufatura e constru\u00e7\u00e3o (28%); ci\u00eancia (38%); e agricultura (41%).<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: <a href=\"http:\/\/www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br\/noticia.php?id=152\" target=\"_blank\">www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br\/noticia.php?id=152<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A propor\u00e7\u00e3o de mulheres brasileiras com t\u00edtulos acad\u00eamicos de n\u00edvel superior \u00e9 maior que a de homens \u2013 a parcela da popula\u00e7\u00e3o feminina adulta com diploma \u00e9 de 12%, ante 10% da masculina \u2013, mas esse dado sofre uma invers\u00e3o no mercado de trabalho. 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