{"id":40520,"date":"2012-09-03T18:07:16","date_gmt":"2012-09-03T21:07:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=40520"},"modified":"2012-09-03T18:07:16","modified_gmt":"2012-09-03T21:07:16","slug":"pesquisa-avalia-os-protocolos-de-exercicios-fisicos-em-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2012\/pesquisa-avalia-os-protocolos-de-exercicios-fisicos-em-idosos\/40520","title":{"rendered":"Pesquisa avalia os protocolos de exerc\u00edcios f\u00edsicos em idosos"},"content":{"rendered":"<p>Diante do aumento da expectativa de vida no Brasil, pesquisa realizada na Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) avalia os protocolos de <em><strong>exerc\u00edcios f\u00edsicos<\/strong><\/em> mais eficazes para a popula\u00e7\u00e3o <em><strong>idosa<\/strong><\/em>. Os estudos s\u00e3o desenvolvidos no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade pela aluna de mestrado Juliana Hotta Ansai, sob orienta\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Rubens Rebelatto, docente aposentado do Departamento de Fisioterapia (DFisio).<\/p>\n<p>Para a elabora\u00e7\u00e3o dos estudos, a pesquisadora convida idosos de S\u00e3o Carlos e regi\u00e3o, com idade acima dos 80 anos, que apresentam situa\u00e7\u00e3o de sedentarismo e capazes de andar sozinhos, com ou sem aux\u00edlio de algum dispositivo. Os participantes que apresentem algum agravo cardiovascular ou infeccioso que impe\u00e7a a realiza\u00e7\u00e3o de atividade f\u00edsica ser\u00e3o exclu\u00eddos da atividade. Assim, antes de qualquer exerc\u00edcio, os volunt\u00e1rios ser\u00e3o submetidos a um exame, com testes cl\u00ednicos r\u00e1pidos de for\u00e7a, composi\u00e7\u00e3o corporal, equil\u00edbrio e presen\u00e7a de quedas, mobilidade e cogni\u00e7\u00e3o. A avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o provocar\u00e1 riscos \u00e0 sa\u00fade e, caso o paciente apresente leve dor durante ou ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o dadas orienta\u00e7\u00f5es para al\u00edvio.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o f\u00edsica, os participantes ser\u00e3o divididos em tr\u00eas grupos. Um grupo ser\u00e1 constitu\u00eddo por indiv\u00edduos submetidos a um protocolo de exerc\u00edcio f\u00edsico multicomponente, que abordar\u00e1 flexibilidade, resist\u00eancia aer\u00f3bia, for\u00e7a muscular e equil\u00edbrio. Outros participantes ser\u00e3o submetidos a um treinamento contra-resist\u00eancia, com a utiliza\u00e7\u00e3o de aparelhos de muscula\u00e7\u00e3o adaptados para idosos. As atividades f\u00edsicas ser\u00e3o supervisionadas por fisioterapeutas especializados na \u00e1rea e acontecer\u00e3o tr\u00eas vezes por semana, com dura\u00e7\u00e3o de 50 a 55 minutos por sess\u00e3o, durante 16 semanas. Tamb\u00e9m ser\u00e1 formado um grupo de acompanhamento com indiv\u00edduos n\u00e3o participantes dos protocolos de exerc\u00edcios f\u00edsicos. No final, ser\u00e3o verificados e comparados os efeitos dos diferentes tipos de treinamento.<\/p>\n<p>Como explica Juliana, embora os procedimentos de treinamento multicomponente e de resist\u00eancia sejam aplicados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o idosa, ainda existem poucos trabalhos que apontem os exerc\u00edcios f\u00edsicos mais apropriados. &#8220;Apesar de existirem diversos estudos relatando os benef\u00edcios da atividade f\u00edsica em idosos, h\u00e1 uma car\u00eancia na literatura sobre os efeitos de diferentes treinamentos em idosos sobre cada vari\u00e1vel. Com a pesquisa, tamb\u00e9m ser\u00e1 poss\u00edvel verificar por quanto tempo os benef\u00edcios dos exerc\u00edcios podem ser mantidos&#8221;, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<p>Juliana explica que os resultados da pesquisa podem auxiliar os profissionais da sa\u00fade na escolha do treinamento mais eficaz para cada pessoa, conforme seu biotipo. &#8220;Os idosos est\u00e3o mais vulner\u00e1veis a doen\u00e7as cr\u00f4nicas m\u00faltiplas e incapacidades relacionadas \u00e0 idade. Assim, preocupa\u00e7\u00f5es com os cuidados da sa\u00fade v\u00eam aumentando nessa popula\u00e7\u00e3o. O aumento da expectativa de vida no Brasil precisa ser acompanhado por melhorias e incrementos na qualidade de vida, a fim de preservar a autonomia e a capacidade funcional dessas pessoas&#8221;, explica a mestranda.<\/p>\n<p>A pesquisadora aponta que as atividades f\u00edsicas regulares e moderadas podem levar a importantes benef\u00edcios, tanto em idosos saud\u00e1veis quanto em doentes cr\u00f4nicos. &#8220;O estudo poder\u00e1 ajudar profissionais da \u00e1rea a ter uma melhor atua\u00e7\u00e3o na promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as e incapacidades em idosos longevos&#8221;, acredita.<\/p>\n<p>As atividades acontecem no Ginasinho da UFSCar, localizado na \u00e1rea Sul do campus S\u00e3o Carlos. Para se inscrever, os interessados podem entrar em contato com a pesquisadora pelo e-mail juansai@msn.com ou pelos telefones (16) 3351-8704 e (11) 9506-3121.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do aumento da expectativa de vida no Brasil, pesquisa realizada na Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) avalia os protocolos de exerc\u00edcios f\u00edsicos mais eficazes para a popula\u00e7\u00e3o idosa. 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