{"id":37811,"date":"2012-01-06T17:19:16","date_gmt":"2012-01-06T19:19:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=37811"},"modified":"2012-01-06T17:19:16","modified_gmt":"2012-01-06T19:19:16","slug":"inflacao-oficial-2011-medida-pelo-ipca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2012\/inflacao-oficial-2011-medida-pelo-ipca\/37811","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o oficial 2011 medida pelo IPCA"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-34916\" title=\"inflacao\" src=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/inflacao.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/inflacao.jpg 300w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/inflacao-250x160.jpg 250w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/inflacao-150x96.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Rio de Janeiro &#8211; A <em><strong>infla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em> oficial, medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou <em><strong>2011<\/strong><\/em> com uma taxa acumulada de 6,5%, o maior resultado desde 2004, quando o \u00edndice subiu 7,6%.<\/p>\n<p>O indicador tamb\u00e9m superou o resultado de 2010, quando a taxa ficou em 5,91%, e atingiu o teto da meta estipulada pelo Banco Central (BC) para 2011, de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para baixo ou para cima.<\/p>\n<p>No resultado mensal, o IPCA subiu 0,5% em dezembro de 2011, ap\u00f3s aumentar 0,52% em novembro. Em dezembro de 2010, a taxa havia ficado em 0,63%. O IPCA \u00e9 o \u00edndice oficial utilizado pelo governo para definir o regime de metas de infla\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>O Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) \u00e9 o respons\u00e1vel por definir a meta. Em junho de 1999, o CMN fixou o percentual em 8%, 6% e 4% para os anos de 1999, 2000 e 2001, respectivamente, com os intervalos de toler\u00e2ncia de 2 pontos percentuais acima e abaixo do centro. Nos dois primeiros anos do programa, a meta foi cumprida. No primeiro ano do sistema de metas, a infla\u00e7\u00e3o ficou em 8,9% e, em 2000, em 6%.<\/p>\n<p>O primeiro ano em que o limite superior (6%) n\u00e3o foi cumprido foi 2001, quando a infla\u00e7\u00e3o chegou a 7,7%. Uma das justificativas do BC, na carta aberta assinada por Arm\u00ednio Fraga, foi a desacelera\u00e7\u00e3o da economia mundial, o cont\u00e1gio proveniente da crise argentina e os ataques terroristas nos Estados Unidos. Internamente, houve crescimento acentuado dos pre\u00e7os administrados por contrato, principalmente das tarifas de energia el\u00e9trica, e crise de energia, que aumentou a incerteza sobre o futuro da economia brasileira.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, o BC usou seu principal instrumento para tentar conter a alta dos pre\u00e7os \u2013 a eleva\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic. Em mar\u00e7o foi feita a primeira eleva\u00e7\u00e3o do ano da taxa, que naquele m\u00eas ficou em 15,75% ao ano e chegou a 19% em julho, mantida nesse patamar at\u00e9 o final de 2001. Para complementar a pol\u00edtica de juros, a autoridade monet\u00e1ria tamb\u00e9m optou por elevar o percentual do recolhimento compuls\u00f3rio [recursos que os bancos s\u00e3o obrigados a deixar depositados no BC] sobre dep\u00f3sitos a prazo e fez interven\u00e7\u00f5es no mercado cambial.<\/p>\n<p>O BC esperava que os choques na economia brasileira n\u00e3o se repetiriam na mesma magnitude no ano seguinte e com isso a tend\u00eancia era que a infla\u00e7\u00e3o se reduzisse. Mas n\u00e3o foi o que aconteceu em 2002, quando o IPCA chegou a 12,5% ao ano, acima do limite superior de 5,5%.<\/p>\n<p>Na carta aberta , a explica\u00e7\u00e3o era que o \u201cano de 2002 foi caracterizado por uma conjuga\u00e7\u00e3o perversa de uma severa crise de confian\u00e7a na evolu\u00e7\u00e3o da economia brasileira e um forte aumento da avers\u00e3o ao risco nos mercados internacionais\u201d. \u201cEsses fatores se refletiram em turbul\u00eancias no mercado financeiro dom\u00e9stico, em dificuldades na administra\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica e em quedas bruscas no financiamento externo do pa\u00eds, com consequ\u00eancias negativas sobre a infla\u00e7\u00e3o e o n\u00edvel de atividade na economia\u201d, acrescentou o documento.<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es presidenciais em 2002 levaram ao aumento das incertezas sobre o futuro da economia brasileira. Externamente, o BC teve que enfrentar \u201co baixo crescimento mundial, o surgimento de problemas cont\u00e1beis em grandes empresas americanas, as crises observadas em mercados emergentes e a perspectiva de mais uma guerra no Golfo\u201d. Houve redu\u00e7\u00e3o de liquidez (recursos dispon\u00edveis) internacional e a deprecia\u00e7\u00e3o do real \u201cpressionou significativamente os pre\u00e7os internos\u201d. Em 2002, a taxa Selic caiu de 19% para 18,75% ao ano e assim permaneceu at\u00e9 julho quando foi ajustada para 18% ao ano. Em reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC, no dia 14 de outubro, a taxa foi elevada para 21% ao ano. Em novembro, houve nova eleva\u00e7\u00e3o, para 22%, e a Selic chegou a 25% em dezembro.<\/p>\n<p>Com a trajet\u00f3ria de infla\u00e7\u00e3o em alta, o centro da meta para o ano seguinte &#8211; 2003 &#8211; foi alterado de 3,25% para 4%, com margem de 2,5 pontos percentuais para baixo ou para cima. Al\u00e9m do percentual definido pelo CMN, o BC decidiu criar uma meta ajustada para 2003 de 8,5% e de 5,5% em 2004. A explica\u00e7\u00e3o foi que 2003 herdou efeitos da infla\u00e7\u00e3o de 2002 e era preciso um per\u00edodo maior do que um ano para trazer a infla\u00e7\u00e3o de volta para a meta. Mas, IPCA ultrapassou at\u00e9 mesmo a meta ajustada e a alta de pre\u00e7os encerrou aquele ano em 9,3%. Na carta aberta para justificar o estouro da meta, o ent\u00e3o presidente do BC, Henrique Meirelles, avaliou que a varia\u00e7\u00e3o do IPCA superou a meta ajustada em \u201capenas\u201d 0,8 ponto percentual e ficou \u201cdentro de uma margem de erro perfeitamente aceit\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o BC disse ter considerado a evolu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica na hora de calibrar a taxa b\u00e1sica de juros. \u201c\u00c9 importante destacar que outras trajet\u00f3rias com quedas de infla\u00e7\u00e3o mais acentuadas implicariam perdas expressivas para o crescimento do produto. Claramente, portanto, o Banco Central considerou o comportamento da atividade econ\u00f4mica na defini\u00e7\u00e3o da sua estrat\u00e9gia\u201d, diz a carta aberta para explicar a infla\u00e7\u00e3o acima da meta em 2003. Assim, a taxa Selic ficou em janeiro em 25,5% e subiu para 26,5% em fevereiro. Nesse m\u00eas, o BC tamb\u00e9m aumentou a al\u00edquota do recolhimento compuls\u00f3rio sobre dep\u00f3sitos \u00e0 vista. A partir de junho, o Copom iniciou processo de redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic, que alcan\u00e7ou 16,5% em dezembro. Em agosto, o BC decidiu reduzir a al\u00edquota do recolhimento compuls\u00f3rio sobre recursos \u00e0 vista.<\/p>\n<p>Kelly Oliveira<br \/>\nThais Leit\u00e3o<br \/>\nAg\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Juliana Andrade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro &#8211; A infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2011 com uma taxa acumulada de 6,5%, o maior resultado desde 2004, quando o \u00edndice subiu 7,6%. 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