{"id":378,"date":"2009-04-11T09:46:00","date_gmt":"2009-04-11T13:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=378"},"modified":"2009-07-27T02:12:24","modified_gmt":"2009-07-27T02:12:24","slug":"raios-em-alta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/raios-em-alta\/378","title":{"rendered":"Raios em alta"},"content":{"rendered":"<p style=\"BACKGROUND: white\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/farm4.static.flickr.com\/3566\/3431228015_9568956760_m.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"164\" \/>Por Alex Sander Alc\u00e2ntara<\/strong><\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> &#8211; No \u00faltimo ver\u00e3o, os jornais registraram o drama de v\u00e1rios munic\u00edpios brasileiros destru\u00eddos pelo excesso de chuva, que provocou enchentes, deslizamentos de terra e mais de uma centena de mortos. Mas, al\u00e9m dessas trag\u00e9dias que podem ser evitadas, outro fen\u00f4meno meteorol\u00f3gico vem preocupando pesquisadores que estudam o clima: o aumento na incid\u00eancia de raios em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">De acordo com o livro <em>Rel\u00e2mpagos<\/em>, de Osmar Pinto J\u00fanior e Iara Regina Cardoso de Almeida Pinto, que acaba de ser relan\u00e7ado, o Brasil \u00e9 o campe\u00e3o mundial em incid\u00eancia de raios, com cerca de 50 milh\u00f5es por ano. O fen\u00f4meno causou 75 mortes em 2008 &#8211; o recorde da d\u00e9cada &#8211; e preju\u00edzos da ordem de R$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">A obra, direcionada para o p\u00fablico em geral, apresenta conceitos b\u00e1sicos sobre os raios, traz n\u00fameros atualizados sobre a incid\u00eancia em diferentes regi\u00f5es do Brasil, indica como se proteger ou evitar preju\u00edzos e discute a poss\u00edvel varia\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia em fun\u00e7\u00e3o do aquecimento global.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">&#8220;O livro foi originalmente publicado em 1996, mas desde ent\u00e3o o conhecimento sobre os rel\u00e2mpagos no Brasil avan\u00e7ou muito e isso motivou o relan\u00e7amento. O conte\u00fado foi revisto e aprimorado e muitas novas informa\u00e7\u00f5es foram agregadas. O livro contribui no sentido de conscientizar a popula\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia desse estudo e despertar futuros cientistas para os novos desafios nesta \u00e1rea do conhecimento&#8221;, disse Pinto J\u00fanior \u00e0 <strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">Pinto J\u00fanior \u00e9 coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosf\u00e9rica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coordenador do Programa Nacional de Monitoramento de Raios (Pronar), apoiado pela FAPESP na modalidade Projeto Tem\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">O cientista explica que a obra procura contextualizar a ocorr\u00eancia do fen\u00f4meno no Brasil e faz um alerta sobre a possibilidade de aumento na incid\u00eancia de raios nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas em fun\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas decorrentes do aquecimento global. O Brasil, por sua extens\u00e3o territorial e proximidade com a linha do Equador, \u00e9 o pa\u00eds com maior incid\u00eancia de raios do mundo.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">&#8220;Procuramos discutir as raz\u00f5es dessa maior frequ\u00eancia no Brasil, al\u00e9m de quest\u00f5es conceituais, como o que s\u00e3o rel\u00e2mpagos e como se originam, se saem da terra ou das nuvens, que pontos costumam atingir, onde se abrigar durante os temporais e como as pesquisas do Elat t\u00eam revelado detalhes dos rel\u00e2mpagos com o uso de c\u00e2meras de alta velocidade e sistemas de detec\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">Os raios s\u00e3o uma das in\u00fameras e intensas manifesta\u00e7\u00f5es da natureza na busca de equil\u00edbrio. &#8220;Eles ocorrem a partir do choque de part\u00edculas de gelo no interior de nuvens de tempestade. Correspondem a uma busca de equil\u00edbrio el\u00e9trico natural&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">O aumento consider\u00e1vel na incid\u00eancia registrado pelo Inpe, segundo o cientista, deve-se a fen\u00f4menos de larga escala como o La Ni\u00f1a. Mas tamb\u00e9m \u00e9 plaus\u00edvel que a eleva\u00e7\u00e3o seja consequ\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais.<\/p>\n<p><strong>Duas vezes mais<\/strong><\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">De acordo com Pinto J\u00fanior, o monitoramento sistem\u00e1tico dos raios promovido pelo Elat e os estudos feitos pelo grupo foram relevantes para o aumento no conhecimento sobre o fen\u00f4meno que levou \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o do livro.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">Os dados de descargas atmosf\u00e9ricas foram obtidos pela Rede Brasileira de Detec\u00e7\u00e3o de Descargas Atmosf\u00e9ricas (BrasilDat) e processados por um modelo de efici\u00eancia de detec\u00e7\u00e3o desenvolvido pelo Elat, que permite corrigir os dados em fun\u00e7\u00e3o do estado de funcionamento dos sensores da rede ao longo do per\u00edodo analisado.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">&#8220;Paralelamente ao lan\u00e7amento do livro, o Elat desenvolveu um novo levantamento que mostra a incid\u00eancia de descargas atmosf\u00e9ricas em cada munic\u00edpio, com dados referentes a 2007 e 2008. Elaborado para nove estados brasileiros das regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o levantamento revela que o n\u00famero de raios dobrou, quando comparado com 2005. Foram 7,5 milh\u00f5es em 2008 contra 3,7 milh\u00f5es em 2005&#8221;, disse Pinto J\u00fanior.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">A cobertura se liminou \u00e0s tr\u00eas regi\u00f5es, segundo o cientista, porque apenas elas puderam ser monitoradas com precis\u00e3o pela BrasilDat. &#8220;Nos pr\u00f3ximos anos, o ranking tamb\u00e9m dever\u00e1 cobrir o Norte e o Nordeste \u00e0 medida que a rede se expanda para essas regi\u00f5es. A rede tem sensores em Tocantins, Maranh\u00e3o e Par\u00e1, mas o processamento e corre\u00e7\u00e3o dos dados para esses estados ainda n\u00e3o foi conclu\u00eddo&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">O pesquisador informa que os dados por estado e o ranking geral para os 3.183 munic\u00edpios pesquisados est\u00e3o dispon\u00edveis na p\u00e1gina <strong><a href=\"http:\/\/www.agencia.fapesp.br\/materia\/10302\/especiais\/ http:\/www.inpe.br\/ranking\/\" target=\"_blank\">www.inpe.br\/ranking<\/a><\/strong> . Ali, s\u00e3o identificadas as cidades com maior varia\u00e7\u00e3o positiva e maior varia\u00e7\u00e3o negativa na incid\u00eancia de descargas atmosf\u00e9ricas em compara\u00e7\u00e3o com os resultados publicados no bi\u00eanio 2005-2006.<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">Em alguns munic\u00edpios, o aumento na incid\u00eancia ultrapassou os 300%. Guarapari, no Esp\u00edrito Santo, registrou o maior crescimento: 335%. Em alguns munic\u00edpios houve diminui\u00e7\u00e3o, com a incid\u00eancia chegando a cair 71% em Mundo Novo (GO).<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white\">Nas grandes cidades, as varia\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram t\u00e3o pronunciadas: houve crescimento no n\u00famero de descargas atmosf\u00e9ricas em Vit\u00f3ria (88%), Bras\u00edlia (44,4%), Goi\u00e2nia (34,7%), S\u00e3o Paulo (20,3%) e Porto Alegre (18,8%). Por outro lado, a incid\u00eancia diminuiu em Curitiba (-50,5%), Florian\u00f3polis (-50,45), Campo Grande (- 40,8%), Rio de Janeiro (-17,35) e Belo Horizonte (-3,4%).<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li style=\"BACKGROUND: white; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt\"><em>Rel\u00e2mpagos<\/em><br \/>\nAutores: Osmar Pinto J\u00fanior e Iara Regina Cardoso de Almeida Pinto<br \/>\nLan\u00e7amento: 2009<br \/>\nP\u00e1ginas: 112<br \/>\nPre\u00e7o: R$ 33,70<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: <strong><a href=\"http:\/\/www.martinsfontespaulista.com.br\/site\/detalhes.aspx?ProdutoCodigo=309599\" target=\"_blank\">www.martinsfontespaulista.com.br<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"BACKGROUND: white; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"BACKGROUND: white; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto\">Foto raiocapa e raio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alex Sander Alc\u00e2ntara Ag\u00eancia FAPESP &#8211; No \u00faltimo ver\u00e3o, os jornais registraram o drama de v\u00e1rios munic\u00edpios brasileiros destru\u00eddos pelo excesso de chuva, que provocou enchentes, deslizamentos de terra e mais de uma centena de mortos. 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