{"id":37452,"date":"2011-12-01T13:56:39","date_gmt":"2011-12-01T15:56:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=37452"},"modified":"2011-12-01T13:56:39","modified_gmt":"2011-12-01T15:56:39","slug":"rede-paulista-de-propriedade-intelectual-pi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2011\/rede-paulista-de-propriedade-intelectual-pi\/37452","title":{"rendered":"Rede Paulista de Propriedade Intelectual (PI)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-36246\" title=\"professor a\" src=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/professor-a.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/professor-a.jpg 300w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/professor-a-250x161.jpg 250w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/professor-a-150x97.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O Projeto Inova S\u00e3o Paulo, que visa ao desenvolvimento e consolida\u00e7\u00e3o de processos e estrat\u00e9gias para avalia\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de tecnologias desenvolvidas por institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas paulistas e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de uma maior intera\u00e7\u00e3o dessas organiza\u00e7\u00f5es com o mercado, realizou na ter\u00e7a-feira (29\/11), no Audit\u00f3rio da FAPESP, o Semin\u00e1rio Inova S\u00e3o Paulo. Durante o evento foi lan\u00e7ada a proposta de cria\u00e7\u00e3o da <em><strong>Rede Paulista de Propriedade Intelectual (PI)<\/strong><\/em> e Comercializa\u00e7\u00e3o de Tecnologia (PI). A Rede ser\u00e1 composta inicialmente por seis das sete institui\u00e7\u00f5es que integram o Projeto Inova S\u00e3o Paulo: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas (IPT), Departamento de Ci\u00eancia e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) e Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp).<\/p>\n<p>O objetivo ser\u00e1 congregar esfor\u00e7os para o fortalecimento das iniciativas que visem \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual, \u00e0 gera\u00e7\u00e3o e \u00e0 transfer\u00eancia de tecnologia e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o no Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cA Rede funcionar\u00e1 como um canal de interlocu\u00e7\u00e3o para o entendimento da propriedade intelectual, padroniza\u00e7\u00e3o de procedimentos e formata\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas para a comercializa\u00e7\u00e3o de tecnologias geradas por essas institui\u00e7\u00f5es\u201d, disse Roberto de Alencar Lotufo, diretor da Inova Unicamp, a ag\u00eancia de inova\u00e7\u00e3o da Unicamp, \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>De acordo com ele, o Projeto Inova S\u00e3o Paulo foi o embri\u00e3o e estimulou a cria\u00e7\u00e3o da Rede ao possibilitar a intensifica\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre as institui\u00e7\u00f5es participantes.<\/p>\n<p>Resultado de uma chamada p\u00fablica da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), algumas das metas do Projeto, que termina este m\u00eas, foi avaliar 140 tecnologias desenvolvidas por institui\u00e7\u00f5es de pesquisa paulistas e comercializar ao menos sete delas.<\/p>\n<p>Entre as tecnologias dispon\u00edveis para comercializa\u00e7\u00e3o est\u00e3o um verniz odontol\u00f3gico com atividade antic\u00e1rie, desenvolvido por pesquisadores da Unicamp, e uma nova t\u00e9cnica n\u00e3o invasiva para avalia\u00e7\u00e3o, estudo e diagn\u00f3stico m\u00e9dico em gastroenterologia, criada na Unesp.<\/p>\n<p>\u201cO Projeto Inova S\u00e3o Paulo gerou uma base comum de propriedade intelectual que tem que continuar sendo alimentada para gera\u00e7\u00e3o de novas oportunidades de neg\u00f3cios\u201d, disse Lotufo.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Jorge de Paula Costa \u00c1vila, as patentes geradas pelas universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa contribuem para a abertura de novos campos de conhecimento aplicado e oportunidades de neg\u00f3cios que mobilizam hoje grande parte da economia mundial.<\/p>\n<p>Apesar de representarem menos de 3% das patentes depositadas nos Estados Unidos, de acordo com \u00c1vila, as patentes das universidades s\u00e3o fonte de um grande n\u00famero de patentes de aperfei\u00e7oamento incremental de tecnologias desenvolvidas por empresas no mundo. O que, segundo ele, se deve ao fato de que as pesquisas realizadas pelas universidades e institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas est\u00e3o na raiz dos novos conhecimentos aplicados.<\/p>\n<p>\u201cAs patentes das universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa fazem uma transi\u00e7\u00e3o que talvez at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s n\u00e3o se conseguia fazer, levando a pesquisa b\u00e1sica para mais perto da aplica\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 na avalia\u00e7\u00e3o de Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da FAPESP, apesar da import\u00e2ncia de as universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa se preocuparem em usar as oportunidades que tiverem a partir do conhecimento gerado por suas pesquisas para gerar patentes, o foco da propriedade industrial deve estar nas empresas.<\/p>\n<p>\u201cO argumento de que as universidades t\u00eam que produzir mais patentes est\u00e1 errado. Na realidade, \u00e9 preciso que as empresas, e n\u00e3o as universidades, consigam criar ideias que resultem em um maior n\u00famero de patentes\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, Brito Cruz destacou que a FAPESP come\u00e7ou a se preocupar com a quest\u00e3o da propriedade intelectual nas organiza\u00e7\u00f5es de pesquisa no Estado de S\u00e3o Paulo em 2000, quando poucas institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e ag\u00eancias de financiamento no Brasil tratavam desse assunto.<\/p>\n<p>Para isso, a Funda\u00e7\u00e3o criou o Programa de Apoio \u00e0 Propriedade Intelectual (PAPI), gerido pelo N\u00facleo de Patenteamento e Licenciamento de Tecnologia (Nuplitec), para financiar registros de patentes.<\/p>\n<p>Como poucas institui\u00e7\u00f5es de pesquisa possu\u00edam na \u00e9poca seus pr\u00f3prios mecanismos para gerir a propriedade intelectual, as primeiras patentes foram registradas no nome da FAPESP. Isso fez com que a Funda\u00e7\u00e3o figurasse em terceiro lugar no ranking institui\u00e7\u00f5es do Brasil com maior n\u00famero de patentes registradas entre 2006 e 2010 no Gabinete de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Com a cria\u00e7\u00e3o de organismos internos para gest\u00e3o da propriedade intelectual pelas principais institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo, a FAPESP decidiu, h\u00e1 dois anos, reorganizar sua pol\u00edtica de propriedade intelectual e permitiu que as institui\u00e7\u00f5es pudessem ter a titularidade de suas patentes originadas de pesquisas financiadas pela Funda\u00e7\u00e3o, desde que possuam um N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (NIT) que a FAPESP julgue qualificado.<\/p>\n<p>\u201cA \u00fanica coisa que a FAPESP n\u00e3o abre m\u00e3o \u00e9 dos poss\u00edveis benef\u00edcios que podem resultar de uma eventual propriedade intelectual referente a uma pesquisa que financiou, porque isso \u00e9 um direito leg\u00edtimo\u201d, disse Brito Cruz.<\/p>\n<p>Segundo ele, uma das li\u00e7\u00f5es aprendidas durante esses anos em que a FAPESP tem se dedicado \u00e0 quest\u00e3o da propriedade intelectual nas organiza\u00e7\u00f5es de pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 que as institui\u00e7\u00f5es t\u00eam muito mais capacidade para gerir essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA gest\u00e3o da propriedade intelectual frequentemente envolve interagir com professores e pesquisadores de um jeito que \u00e9 muito mais dif\u00edcil para a FAPESP, porque ela n\u00e3o \u00e9 a empregadora do pesquisador. Dessa forma, as universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa podem fazer isso muito melhor\u201d, disse Brito Cruz.<\/p>\n<p>O diretor cient\u00edfico tamb\u00e9m anunciou no semin\u00e1rio a institui\u00e7\u00e3o do regulamento do PAPI, cujo apoio passa a ser feito por meio de tr\u00eas modalidades. Leia mais em: <a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/papi\" target=\"_blank\">www.fapesp.br\/papi<\/a>.<\/p>\n<p>Por Elton Alisson<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto Inova S\u00e3o Paulo, que visa ao desenvolvimento e consolida\u00e7\u00e3o de processos e estrat\u00e9gias para avalia\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de tecnologias desenvolvidas por institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas paulistas e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de uma maior intera\u00e7\u00e3o dessas organiza\u00e7\u00f5es com o mercado, realizou na ter\u00e7a-feira (29\/11), no Audit\u00f3rio da FAPESP, o Semin\u00e1rio Inova S\u00e3o Paulo. 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