{"id":36672,"date":"2011-09-23T11:21:49","date_gmt":"2011-09-23T15:21:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=36672"},"modified":"2011-09-23T13:24:41","modified_gmt":"2011-09-23T17:24:41","slug":"baixada-santista-ganha-atlas-ambiental-e-socioeconomico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2011\/baixada-santista-ganha-atlas-ambiental-e-socioeconomico\/36672","title":{"rendered":"Baixada Santista ganha atlas ambiental e socioecon\u00f4mico"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-36257\" title=\"tecnologia\" src=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/tecnologia.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/tecnologia.jpg 300w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/tecnologia-250x161.jpg 250w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/tecnologia-150x97.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A Baixada Santista (SP) deve receber nos pr\u00f3ximos anos uma s\u00e9rie de investimentos por conta do in\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o da bacia do <em><strong>pr\u00e9-sal<\/strong><\/em> e da duplica\u00e7\u00e3o da capacidade do <em><strong>Porto de Santos<\/strong><\/em>. Uma ferramenta de geotecnologia desenvolvida no Laborat\u00f3rio de Geoprocessamento da Engenharia de Transportes da Escola Polit\u00e9cnica (Poli) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) facilita e acelera a tomada de decis\u00e3o para licenciar novos empreendimentos ou opera\u00e7\u00f5es na \u00e1rea litor\u00e2nea da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Em fase de desenvolvimento, o aplicativo, denominado<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/projetos-politicas-publicas\/6154\/mapa-atlas-ambiental-socioeconomico-baixada\" target=\"_blank\">\u201cAtlas ambiental e socioecon\u00f4mico da Baixada Santista\u201d<\/a>, come\u00e7ou a ser constru\u00eddo em 2006, com apoio da FAPESP por meio do Programa de Pesquisa em Pol\u00edticas P\u00fablicas.<\/p>\n<p>Atualmente, para avaliar os impactos da constru\u00e7\u00e3o de um empreendimento ou in\u00edcio de opera\u00e7\u00e3o industrial ou portu\u00e1ria (dragagem do canal, por exemplo) em zonas costeiras marinhas, os gestores p\u00fablicos utilizam uma s\u00e9rie de relat\u00f3rios digitais ou impressos com enorme variedade de dados, podendo ultrapassar 15 volumes, que n\u00e3o apresentam conex\u00e3o clara entre os temas.<\/p>\n<p>Para facilitar e acelerar esse processo, os pesquisadores desenvolveram um Atlas, baseado em mapas tem\u00e1ticos, associado a um banco de dados georreferenciado da \u00e1rea litor\u00e2nea da Baixada Santista. A ferramenta integra informa\u00e7\u00f5es sobre meio ambiente, usos culturais e socioecon\u00f4micos da regi\u00e3o em uma \u00fanica plataforma, de f\u00e1cil acesso e em linguagem simples, para melhorar o trabalho dos gestores p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Por meio do Portal podem ser acessados tabelas, gr\u00e1ficos, v\u00eddeos e mapas de uma determinada \u00e1rea da regi\u00e3o em que se pretende construir um novo empreendimento. Cruzando mapas sobre diferentes temas de interesse, \u00e9 poss\u00edvel avaliar se o ecossistema suporta tal constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel, por exemplo, clicar em uma determinada regi\u00e3o do mapa para saber os n\u00edveis de contaminantes e verificar se est\u00e1 acima ou no limite do permitido pela Cetesb [Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental]\u201d, disse Silvia Sartor, coordenadora do projeto, \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Segundo ela, a ferramenta de gest\u00e3o ambiental e socioecon\u00f4mica \u00e9 in\u00e9dita e poder\u00e1 ser aplicada em qualquer \u00e1rea, mesmo n\u00e3o se tratando de zona marinha costeira.<\/p>\n<p>Antes de desenvolv\u00ea-la, Sartor participou da constru\u00e7\u00e3o do Atlas de Sensibilidade Ambiental ao \u00d3leo da Bacia Mar\u00edtima de Santos para a Petrobras e o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA).<\/p>\n<p>Por meio dessa experi\u00eancia, a pesquisadora verificou na pr\u00e1tica a dificuldade de se obter dados de pesquisas pr\u00e9vias, al\u00e9m da fragmenta\u00e7\u00e3o e da falta de disponibiliza\u00e7\u00e3o e padroniza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es sobre a zona costeira da Baixada Santista.<\/p>\n<p>\u201cComo n\u00e3o h\u00e1 empresa interessada em estudar o canal de S\u00e3o Vicente, por exemplo, que \u00e9 uma \u00e1rea que n\u00e3o est\u00e1 industrializada, h\u00e1 uma enorme escassez de dados sobre aquela regi\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cO \u00fanico estudo pr\u00e9vio no Canal de Navega\u00e7\u00e3o do Porto de Santos dispon\u00edvel sobre macrobentos, grupo da fauna que \u00e9 indicador de impacto ambiental, havia sido realizado em 1979. Um novo estudo s\u00f3 foi realizado em 2006-2008, para apoiar a pesquisa voltada a avaliar o impacto ambiental do aprofundamento do Porto de Santos, que gerou cerca de 19 volumes\u201d, exemplificou.<\/p>\n<p>Mapas tem\u00e1ticos<\/p>\n<p>Com base na experi\u00eancia adquirida, Sartor decidiu realizar um projeto de avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental e socioecon\u00f4mico na regi\u00e3o mais amplo e com linguagem mais simplificada, de forma a possibilitar que o gestor p\u00fablico possa visualizar os indicadores ecol\u00f3gicos para tomar decis\u00f5es sobre a aprova\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de novos empreendimentos ou opera\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Para isso, contou com parcerias de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, como o MMA, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e a Cetesb, que disponibilizaram os dados, e as empresas Imagem Solu\u00e7\u00f5es Espaciais e Esri, que forneceram o software, para gerar os mapas tem\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Sartor tamb\u00e9m recorreu a pesquisadores de diversas \u00e1reas, como biologia, ecologia, oceanografia, ci\u00eancias humanas e da computa\u00e7\u00e3o para interpretar e padronizar os dados.<\/p>\n<p>\u201cCada tema do mapa necessita do envolvimento do especialista na \u00e1rea para definir padroniza\u00e7\u00f5es que possibilitam comparar dados provenientes de diferentes estudos. E isso \u00e9 bastante complexo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Atualmente, o grupo est\u00e1 desenvolvendo um site na internet para facilitar o acesso aos dados e buscando patroc\u00ednio para as pr\u00f3ximas fases do projeto. \u201cA ferramenta j\u00e1 est\u00e1 em uma fase de constru\u00e7\u00e3o que possibilita demonstrar sua capacidade para as ag\u00eancias licenciadoras como Ibama e Cetesb. Espera-se chamar o interesse dessas ag\u00eancias pela efic\u00e1cia da ferramenta no acesso e visualiza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, estimulando-as a exigir que os novos Estudos de Impacto Ambiental ou Relat\u00f3rios de Impactos ao Meio Ambiente, elaborados por empresas que visam ao licenciamento de seus empreendimentos na regi\u00e3o, sejam desenvolvidas nesse novo formato\u201d, disse Sartor.<\/p>\n<p>Por Elton Alisson<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Baixada Santista (SP) deve receber nos pr\u00f3ximos anos uma s\u00e9rie de investimentos por conta do in\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o da bacia do pr\u00e9-sal e da duplica\u00e7\u00e3o da capacidade do Porto de Santos. 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