{"id":35962,"date":"2011-07-26T12:22:58","date_gmt":"2011-07-26T16:22:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=35962"},"modified":"2011-07-26T12:22:58","modified_gmt":"2011-07-26T16:22:58","slug":"mapa-global-da-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2011\/mapa-global-da-depressao\/35962","title":{"rendered":"Mapa global da depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-26631\" title=\"mulher tpm\" src=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/mulher-tpm.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/mulher-tpm.jpg 300w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/mulher-tpm-250x160.jpg 250w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/mulher-tpm-150x96.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O <em><strong>epis\u00f3dio depressivo maior<\/strong><\/em> (MDE, na sigla em ingl\u00eas) \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel para a sa\u00fade p\u00fablica em todas as regi\u00f5es do mundo e tem liga\u00e7\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es sociais em alguns dos pa\u00edses avaliados.\u00a0Essa \u00e9 a principal conclus\u00e3o de um estudo que reuniu dados epidemiol\u00f3gicos provenientes de 18 pa\u00edses, incluindo o Brasil. Os resultados foram apresentados no artigo Epidemiologia transnacional do MDE, publicado nesta ter\u00e7a-feira (26\/7) na revista de acesso aberto BMC Medicine.<\/p>\n<p>A depress\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a caracterizada por um conjunto de sintomas psicol\u00f3gicos e f\u00edsicos, associada a altos \u00edndices de comorbidades m\u00e9dicas, incapacita\u00e7\u00e3o e mortalidade prematura.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses foram divididos em dois grupos: alta renda (B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, Alemanha, Israel, It\u00e1lia, Jap\u00e3o, Holanda, Nova Zel\u00e2ndia, Espanha e Estados Unidos) e baixa e m\u00e9dia renda (Brasil \u2013 com dados exclusivamente de S\u00e3o Paulo \u2013, Col\u00f4mbia, \u00cdndia, China, L\u00edbano, M\u00e9xico, \u00c1frica do Sul e Ucr\u00e2nia).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, nos dez pa\u00edses de alta renda inclu\u00eddos na pesquisa, 14,6% das pessoas, em m\u00e9dia, j\u00e1 tiveram MDE. Nos 12 meses anteriores, a preval\u00eancia foi de 5,5%. Nos oito pa\u00edses de baixa ou m\u00e9dia renda considerados no estudo, 11,1% da popula\u00e7\u00e3o teve epis\u00f3dio alguma vez na vida e 5,9% nos 12 meses anteriores. A maior preval\u00eancia nos \u00faltimos 12 meses foi registrada no Brasil, com 10,4%. A menor foi a do Jap\u00e3o, com 2,2%.<\/p>\n<p>O trabalho faz parte da Pesquisa Mundial sobre Sa\u00fade Mental, iniciativa da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) que integra e analisa pesquisas epidemiol\u00f3gicas sobre abuso de subst\u00e2ncias e dist\u00farbios mentais e comportamentais. O estudo \u00e9 coordenado globalmente por Ronald Kessler, da Universidade de Harvard (Estados Unidos).<\/p>\n<p>A pesquisa S\u00e3o Paulo Megacity Mental Health Survey, que gerou para o relat\u00f3rio os dados relativos ao Brasil, foi realizada no \u00e2mbito do Projeto Tem\u00e1tico <a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/projetos-tematicos\/1305\/estudo-epidemiologico-transtornos-psiquiatricos-regiao\" target=\"_blank\">\u201cEstudos epidemiol\u00f3gicos dos transtornos psiqui\u00e1tricos na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo: preval\u00eancias, fatores de risco e sobrecarga social e econ\u00f4mica\u201d<\/a>, financiado pela FAPESP e encerrado em 2009.<\/p>\n<p>Entre os autores do artigo est\u00e3o Laura Helena Andrade, professora do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), e Maria Carmen Viana, professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes).<\/p>\n<p>Andrade conduziu o Tem\u00e1tico em parceria com Viana, que teve bolsa de p\u00f3s-doutorado da FAPESP entre 2008 e 2009 no N\u00facleo de Epidemiologia Psiqui\u00e1trica do IP-FM-USP, coordenado por Andrade.<\/p>\n<p>Segundo Viana, o S\u00e3o Paulo Megacity Mental Health Survey \u00e9 um estudo epidemiol\u00f3gico de base populacional que avaliou uma amostra representativa de residentes da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, com 5.037 pessoas avaliadas em seus domic\u00edlios.<\/p>\n<p>Todas as entrevistas foram feitas com base no mesmo instrumento diagn\u00f3stico. Atualmente, cerca de 30 pa\u00edses participam da Pesquisa Mundial sobre Sa\u00fade Mental com pesquisas semelhantes .<\/p>\n<p>\u201cEm todos os pa\u00edses foi aplicada a mesma metodologia. No artigo internacional, foram inclu\u00eddos exclusivamente os dados sobre depress\u00e3o maior, mas a nossa pesquisa avalia diversos outros transtornos mentais, entre eles os de ansiedade \u2013 como p\u00e2nico, fobias espec\u00edficas, fobia social e transtorno obsessivo compulsivo \u2013 e transtornos de humor, como o transtorno bipolar, distimia e a pr\u00f3pria depress\u00e3o maior\u201d, disse Viana \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram publicados recentemente resultados sobre transtorno bipolar, suic\u00eddio e tabagismo. \u201cNo estudo S\u00e3o Paulo Megacity estimamos que 44,8% da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 apresentou pelo menos uma vez na vida algum transtorno mental. Nos 12 meses anteriores \u00e0 entrevista, a preval\u00eancia foi de 29,6%\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento transnacional, a depress\u00e3o maior \u00e9 uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. \u201cOs dados epidemiol\u00f3gicos, no entanto, n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis em muitos pa\u00edses, em especial os de baixa e m\u00e9dia renda, como o Brasil. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante termos esse tipo de estudo de base populacional\u201d, afirmou Viana.<\/p>\n<p>A assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade mental no Brasil, segundo Viana, deixa a desejar do ponto de vista da Sa\u00fade P\u00fablica. &#8220;Acredito que a divulga\u00e7\u00e3o de dados como esses devem servir de alerta e de embasamento para pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade mental. \u00c9 preciso que essas pol\u00edticas possam ser tra\u00e7adas e implementadas levando em considera\u00e7\u00e3o as necessidades que identificamos na nossa popula\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Viana.<\/p>\n<p>Preval\u00eancia maior em mulheres<\/p>\n<p>Os resultados do estudo mostraram que, nos pa\u00edses de alta renda, a idade m\u00e9dia de in\u00edcio dos epis\u00f3dios de depress\u00e3o maior foi de 25,7 anos, contra 24 anos nos pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda. Incapacita\u00e7\u00e3o funcional mostrou-se associada a manifesta\u00e7\u00f5es recentes de MDE.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m revelou que a preval\u00eancia \u00e9 duas vezes maior entre as mulheres em rela\u00e7\u00e3o aos homens. Nos pa\u00edses de alta renda, a juventude est\u00e1 associada com uma preval\u00eancia mais alta de depress\u00e3o nos 12 meses anteriores \u00e0 entrevista. Por outro lado, em v\u00e1rios dos pa\u00edses de baixa renda, as faixas et\u00e1rias mais altas mostraram ter maior probabilidade de epis\u00f3dios depressivos.<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o de um parceiro apresentou a correla\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica mais forte com o MDE nos pa\u00edses de alta renda. Nos pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda, os fatores mais importantes foram as condi\u00e7\u00f5es de div\u00f3rcio e viuvez.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio recomendou que futuras pesquisas investiguem a combina\u00e7\u00e3o de fatores de risco demogr\u00e1fico que est\u00e3o associados ao MDE nos pa\u00edses inclu\u00eddos na Iniciativa Pesquisa Mundial sobre Sa\u00fade Mental.<\/p>\n<p>O artigo Cross-national epidemiology of DSM-IV major depressive episode, de Ronald Kessler e outros, pode ser visto em acesso aberto na BMC Medicine em <a href=\"http:\/\/www.biomedcentral.com\/bmcmed\" target=\"_blank\">www.biomedcentral.com\/bmcmed<\/a>.<\/p>\n<p>Por F\u00e1bio de Castro<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O epis\u00f3dio depressivo maior (MDE, na sigla em ingl\u00eas) \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel para a sa\u00fade p\u00fablica em todas as regi\u00f5es do mundo e tem liga\u00e7\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es sociais em alguns dos pa\u00edses avaliados.\u00a0Essa \u00e9 a principal conclus\u00e3o de um estudo que reuniu dados epidemiol\u00f3gicos provenientes de 18 pa\u00edses, incluindo o Brasil. 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