{"id":35945,"date":"2011-07-25T10:24:55","date_gmt":"2011-07-25T14:24:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=35945"},"modified":"2011-07-25T12:25:13","modified_gmt":"2011-07-25T16:25:13","slug":"educacao-e-risco-cardiovascular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2011\/educacao-e-risco-cardiovascular\/35945","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o e risco cardiovascular"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-26620\" title=\"mulher postura\" src=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/mulher-menopausa.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/mulher-menopausa.jpg 300w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/mulher-menopausa-250x160.jpg 250w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/mulher-menopausa-150x96.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Um estudo realizado em S\u00e3o Carlos (SP) mostrou que a s\u00edndrome metab\u00f3lica \u00e9 altamente prevalente na cidade. Al\u00e9m disso, a gravidade do problema tem rela\u00e7\u00e3o direta com os n\u00edveis educacionais da popula\u00e7\u00e3o.\u00a0A s\u00edndrome metab\u00f3lica \u00e9 um conjunto de <em><strong>fatores de risco cardiovascular<\/strong><\/em> que inclui hiperglicemia \u2013 com ou sem diabetes \u2013, hipertens\u00e3o arterial, obesidade e aumento da circunfer\u00eancia da cintura. A cidade de S\u00e3o Carlos tem 220 mil habitantes e fica a 230 quil\u00f4metros da capital paulista.<\/p>\n<p>O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), foi veiculado na edi\u00e7\u00e3o online e em breve ser\u00e1 publicado na vers\u00e3o impressa da revista Brazilian Journal of Medical and Biological Research. O trabalho teve <a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/projetos-de-pesquisa\/39276\/metabolic-syndrome-prevalence-association-educational\/\" target=\"_blank\">apoio da FAPESP<\/a> na modalidade Aux\u00edlio Publica\u00e7\u00e3o \u2013 Regular.<\/p>\n<p>De acordo com a autora principal do artigo, a endocrinologista Angela Leal, professora do Departamento de Medicina da UFSCar, o estudo de base populacional envolveu 1.116 indiv\u00edduos de 30 a 79 anos de idade. O trabalhou incluiu coleta de sangue, avalia\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial e medi\u00e7\u00e3o de peso e circunfer\u00eancia abdominal, al\u00e9m da aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios sobre condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e indicativos sociodemogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos dados revelou que a preval\u00eancia da s\u00edndrome metab\u00f3lica foi de 35,7% entre os homens e de 38% entre as mulheres. Com o crit\u00e9rio que inclui circunfer\u00eancia abdominal, a preval\u00eancia sobe para 45,3% entre os homens e para 45,5% entre as mulheres.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados mostram que a preval\u00eancia da s\u00edndrome metab\u00f3lica \u00e9 muito alta. Mas o que nos chamou mais a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que foi observada uma clara associa\u00e7\u00e3o do problema com a condi\u00e7\u00e3o educacional. Quanto mais baixo o n\u00edvel educacional, maior o risco de s\u00edndrome metab\u00f3lica\u201d, disse Leal \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Os resultados, segundo ela, sugerem que o planejamento de pol\u00edticas publicas de sa\u00fade voltadas para a redu\u00e7\u00e3o do risco de s\u00edndrome metab\u00f3lica, nos pa\u00edses em desenvolvimento, deve levar em conta o aprimoramento da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO baixo n\u00edvel educacional \u00e9 um gargalo para a sa\u00fade no Brasil. N\u00e3o conseguiremos melhorar as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade se os n\u00edveis educacionais permanecerem baixos. Esse trabalho vem se somar a in\u00fameros outros que revelaram a correla\u00e7\u00e3o entre sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da associa\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia da s\u00edndrome metab\u00f3lica com a condi\u00e7\u00e3o educacional, o estudo tamb\u00e9m detectou, em menores n\u00edveis, associa\u00e7\u00e3o do problema com a faixa et\u00e1ria, o peso e a cor da pele, segundo Leal. N\u00e3o foi detectada, no entanto, associa\u00e7\u00e3o entre a preval\u00eancia da s\u00edndrome metab\u00f3lica e a renda familiar, ou o h\u00e1bito de fumar.<\/p>\n<p>Entre as mulheres, a circunfer\u00eancia abdominal aumentada foi quase duas vezes mais frequente que entre os homens: 66,5%, contra 37,4%, segundo a pesquisa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da pesquisadora, que coordenou o estudo, o trabalho teve o envolvimento de estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Departamento de Medicina e a contribui\u00e7\u00e3o de professores e alunos dos cursos de Fisioterapia e de Estat\u00edstica da UFSCar.<\/p>\n<p>As amostras, segundo ela, foram colhidas entre agosto de 2007 e junho de 2008. Para que a amostra fosse representativa da popula\u00e7\u00e3o, um trabalho de amostragem dirigido pelo professor Jorge Oishi, do Departamento de Estat\u00edstica, havia sido realizado previamente.<\/p>\n<p>\u201cOs estudos de base populacional ajudam a tra\u00e7ar um perfil da popula\u00e7\u00e3o. O trabalho reuniu dados sobre altera\u00e7\u00f5es de colesterol, triglic\u00e9rides e hipertens\u00e3o arterial, al\u00e9m dos dados sobre o hist\u00f3rico de sa\u00fade e as vari\u00e1veis sociodemogr\u00e1ficas. Ainda colhemos dados sobre atividade f\u00edsica, que ser\u00e3o avaliados no segundo semestre de 2011\u201d, disse Leal.<\/p>\n<p>De acordo com os crit\u00e9rios de diagn\u00f3stico adotados, 13,5% dos indiv\u00edduos pesquisados apresentaram diabetes mellitus. <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/11564\" target=\"_blank\">Um estudo conclu\u00eddo pelo mesmo grupo em 2009<\/a>, tamb\u00e9m sob coordena\u00e7\u00e3o de Leal, j\u00e1 havia conclu\u00eddo que a preval\u00eancia de diabetes mellitus chegava a 13,5% entre os habitantes de S\u00e3o Carlos. O n\u00famero sugeria um aumento na preval\u00eancia da doen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a estudos anteriores feitos no Brasil.<\/p>\n<p>No estudo atual, a s\u00edndrome metab\u00f3lica foi abordada, no estudo, a partir de dois dos principais crit\u00e9rios internacionais: o da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Diabetes \u2013 que inclui a vari\u00e1vel da circunfer\u00eancia abdominal \u2013 e o NCEP-ATPIII (sigla para National Cholesterol Education Program &#8211; Adult Treatment Panel 3).<\/p>\n<p>Para ler o artigo Prevalence of metabolic syndrome and its association with educational inequalities among Brazilian adults: a population-based study, de Angela Leal e outros, publicado na Brazilian Journal of Medical and Biological Research <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0100-879X2011007500087&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=en\" target=\"_blank\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Por F\u00e1bio de Castro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Um estudo realizado em S\u00e3o Carlos (SP) mostrou que a s\u00edndrome metab\u00f3lica \u00e9 altamente prevalente na cidade. 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