{"id":34572,"date":"2011-04-12T23:05:55","date_gmt":"2011-04-13T03:05:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=34572"},"modified":"2011-04-12T23:05:56","modified_gmt":"2011-04-13T03:05:56","slug":"parceria-entre-usp-e-harvard-cria-metodo-para-diagnosticar-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2011\/parceria-entre-usp-e-harvard-cria-metodo-para-diagnosticar-doencas\/34572","title":{"rendered":"Parceria entre USP e Harvard cria m\u00e9todo para diagnosticar doen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 um simples peda\u00e7o de papel medindo cerca de dois cent\u00edmetros quadrados de \u00e1rea &#8211; e ser\u00e1 capaz de ajudar a salvar vidas. Pela simplicidade da tecnologia utilizada parece at\u00e9 dif\u00edcil imaginar como essas min\u00fasculas formas ser\u00e3o importantes para os pacientes. Orientada pelo professor Emanuel Carrilho, do Instituto de Qu\u00edmica da <em><strong>USP<\/strong><\/em> de S\u00e3o Carlos, a pesquisa utiliza uma esp\u00e9cie de &#8220;<em><strong>selo postal<\/strong><\/em>&#8221; no processo de <em><strong>an\u00e1lises cl\u00ednicas<\/strong><\/em> para diagnosticar doen\u00e7as como diabetes, disfun\u00e7\u00f5es renais, mal\u00e1ria, mal de Chagas e at\u00e9 aids. Outra vantagem do estudo \u00e9 o baixo custo dos kits de an\u00e1lise.<\/p>\n<p>O professor Carrilho aperfei\u00e7oou o m\u00e9todo no exterior, numa parceria com o pesquisador George Whitesides na Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts. Carrilho ficou interessado pela inova\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, o processo de fabrica\u00e7\u00e3o original utilizava solventes e pol\u00edmeros para fazer o teste. Ou seja, a produ\u00e7\u00e3o necessariamente deveria passar por um laborat\u00f3rio especializado, o que a deixava invi\u00e1vel financeiramente, num primeiro momento.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3sticos m\u00faltiplos<\/p>\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o do pesquisador da USP permitiu o uso de folhas de papel especial de cromatografia (um tipo poroso, semelhante ao do coador de caf\u00e9) e uma impressora a laser com tinta a base de cera. De acordo com Carrilho, o teste \u00e9 parecido com o usado para detectar gravidez, por\u00e9m, mais barato e aplic\u00e1vel a in\u00fameras doen\u00e7as. &#8220;Para ativ\u00e1-los basta uma gota de urina, sangue, l\u00e1grima ou saliva. Em contato com reagentes, o papel muda de cor de acordo com cada tipo de enfermidade&#8221;, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ainda precisam definir alguns materiais a serem utilizados nesse processo, mas o custo m\u00e9dio de cada exame n\u00e3o dever\u00e1 passar de R$ 0,10. Al\u00e9m das doen\u00e7as, o teste pode ser usado para detectar metais pesados como merc\u00fario e chumbo, e at\u00e9 pesticidas na \u00e1gua ou em outros l\u00edquidos. &#8220;O n\u00famero de varia\u00e7\u00f5es da pesquisa \u00e9 ilimitado. Em princ\u00edpio, quase todas as rea\u00e7\u00f5es que ocorrem em laborat\u00f3rio de an\u00e1lises cl\u00ednicas podem ser transportadas para o papel&#8221;, afirma Carrilho.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, n\u00e3o h\u00e1 limites para aprimoramento do estudo. A pr\u00f3xima etapa da pesquisa incluir\u00e1 a detec\u00e7\u00e3o de alguns tipos de c\u00e2ncer. Uma vantagem a mais para munic\u00edpios com poucos recursos e que dependem de servi\u00e7os laboratoriais exclusivos. A aplicabilidade vai al\u00e9m, pois a tecnologia poder\u00e1 levar atendimento m\u00e9dico a locais mais distantes e isolados do Pa\u00eds. &#8220;Uma das inten\u00e7\u00f5es nesse projeto \u00e9 direcionar nosso esfor\u00e7os na busca de solu\u00e7\u00f5es inovadoras e de baixo custo. Seria poss\u00edvel levar o m\u00e9todo a regi\u00f5es carentes, onde os recursos de pol\u00edticas p\u00fablicas e de qualidade de vida n\u00e3o chegam, transformando os habitantes do local em verdadeiros agentes de sa\u00fade&#8221;.<\/p>\n<p>Cole\u00e7\u00e3o de amostras<\/p>\n<p>Com esse m\u00e9todo, ele enxerga a possibilidade do uso at\u00e9 da telemedicina, que reduziria a proximidade do paciente com o especialista. O teste pode ser aplicado at\u00e9 no meio de uma floresta ou por uma pessoa pouco experiente. Com o celular ser\u00e1 poss\u00edvel o pr\u00f3prio paciente tirar fotografia e enviar a amostra para um especialista que daria o diagnostico ou sugeriria o que fazer no pr\u00f3ximo passo. Ou ainda exportar os resultados para um banco de dados internacional da \u00e1rea cient\u00edfica.<\/p>\n<p>O professor Emanuel Carrilho prev\u00ea, ainda em 2011, fazer uma experi\u00eancia inicial na cidade de Santa Luzia do Itanhy, em Sergipe. Por\u00e9m, a sua equipe ainda aguarda libera\u00e7\u00e3o de financiamento para a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho de campo em parceria com um instituto de pesquisa, o IPTI &#8211; Instituto de Pesquisa de Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o. A ideia inicial \u00e9 executar testes de glicemia e protein\u00faria (prote\u00edna do plasma produzida pelo f\u00edgado, atrav\u00e9s do metabolismo dos alimentos ricos em prote\u00ednas, tais como carnes, ovos, leite e derivados) em 4,7 mil crian\u00e7as e adolescentes. Em caso de sucesso, a experi\u00eancia ser\u00e1 estendida para outras cidades nos pr\u00f3ximos anos, ampliando tamb\u00e9m a gama de exames realizados.<\/p>\n<p>Da Ag\u00eancia Imprensa Oficial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 um simples peda\u00e7o de papel medindo cerca de dois cent\u00edmetros quadrados de \u00e1rea &#8211; e ser\u00e1 capaz de ajudar a salvar vidas. Pela simplicidade da tecnologia utilizada parece at\u00e9 dif\u00edcil imaginar como essas min\u00fasculas formas ser\u00e3o importantes para os pacientes. 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