{"id":3444,"date":"2009-06-22T12:30:20","date_gmt":"2009-06-22T16:30:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=3444"},"modified":"2009-07-27T02:11:07","modified_gmt":"2009-07-27T02:11:07","slug":"meteorologistas-explicam-as-chuvas-das-regioes-norte-e-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/meteorologistas-explicam-as-chuvas-das-regioes-norte-e-nordeste\/3444","title":{"rendered":"Meteorologistas explicam as chuvas das regi\u00f5es Norte e Nordeste"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/\/enchente.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3500\" title=\"enchente\" src=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/\/enchente-249x187.jpg\" alt=\"enchente\" width=\"249\" height=\"187\" \/><\/a>Dois fen\u00f4menos clim\u00e1ticos fizeram com que o outono registrasse situa\u00e7\u00f5es bastante distintas. Nas Regi\u00f5es Norte e Nordeste, por exemplo, a esta\u00e7\u00e3o teve a maior incid\u00eancia de chuvas dos \u00faltimos 25 anos. J\u00e1 as Regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste passaram pelo inverso: uma grande estiagem, que no Rio Grande do Sul foi considerada a mais grave dos \u00faltimos 80 anos.<\/p>\n<p>No Norte e no Nordeste, a grande respons\u00e1vel pelas chuvas foi uma \u00e1rea de instabilidade conhecida como Zona de Converg\u00eancia Intertropical (ZCIT). A ZCIT \u00e9 uma \u00e1rea de chuvas fortes que ocorre nas proximidades da linha do Equador. Este ano, a ZCIT registrou uma particularidade que intensificou a atua\u00e7\u00e3o do sistema: a diferen\u00e7a entre as temperaturas das \u00e1guas do Oceano Atl\u00e2ntico. Nesta \u00e9poca, as \u00e1guas do Atl\u00e2ntico Norte s\u00e3o mais frias, enquanto as do Atl\u00e2ntico Sul s\u00e3o mais quentes, mas no \u00faltimo outono, ambas registraram oscila\u00e7\u00f5es acentuadas. Essas diverg\u00eancias favoreceram a migra\u00e7\u00e3o da ZCIT pelo Brasil e pelo Hemisf\u00e9rio Sul, aumentando o volume das chuvas.<\/p>\n<p>A estiagem que atingiu o centro e o sul do Pa\u00eds at\u00e9 meados de maio esteve associada, entre outros fatores, \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do La Ni\u00f1a, fen\u00f4meno que se caracteriza pelo resfriamento an\u00f4malo das \u00e1guas superficiais do Oceano Pac\u00edfico. A La Ni\u00f1a fez com que as frentes frias n\u00e3o adentrasse o Pa\u00eds, desviando-as para o Oceano antes de se aproximarem. As conseq\u00fc\u00eancias da seca influenciarem bastante a agricultura neste per\u00edodo. No Paran\u00e1, por exemplo, a colheita de milho safrinha teve quebra de at\u00e9 40%.<\/p>\n<p>A partir de meados de maio, a situa\u00e7\u00e3o mudou totalmente nesta regi\u00e3o. Com o t\u00e9rmino da La Ni\u00f1a e retorno da neutralidade clim\u00e1tica, as frentes frias avan\u00e7aram livremente pelo Pa\u00eds, trazendo chuvas freq\u00fcentes ao centro e sul. Em alguns casos, at\u00e9 choveu em excesso, impedindo a colheita da cana e plantio do trigo entre Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul. Al\u00e9m das chuvas, intensas ondas de frio chegaram ao Brasil, provocando decl\u00ednio acentuado da temperatura. O Estado do Paran\u00e1 e de Santa Catarina chegaram a registrar temperaturas de 5\u00b0C negativos.<\/p>\n<p>De acordo com os meteorologistas da Somar, apesar da volta das chuvas, o outono terminou com chuvas abaixo da m\u00e9dia em praticamente todo o Sul, partes do Centro-Oeste e em boa parte do Estado de S\u00e3o Paulo. Deste modo, podemos dizer que os efeitos da estiagem trazidos pela La Nin\u00e3 superou a neutralidade clim\u00e1tica e a posterior volta das chuvas.<\/p>\n<p>No centro e oeste do Rio Grande do Sul choveu entre 300mm e 400mm menos que o normal &#8211; o acumulado n\u00e3o chegou a 100mm em algumas cidades. Por outro lado, o oeste da Para\u00edba, norte do Piau\u00ed, centro e leste do Par\u00e1 e parte do oeste de Tocantins receberam mais de 500mm acima do normal nos \u00faltimos tr\u00eas meses &#8211; o acumulado ultrapassou os 1500mm, especialmente entre o Par\u00e1 e Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Para completar, ainda neste in\u00edcio de inverno a popula\u00e7\u00e3o de Manaus (AM) enfrenta a segunda maior cheia de todos os tempos. As chuvas fortes na regi\u00e3o continuam a aumentar o n\u00edvel do Rio Negro, afetando mais de 18 mil moradores.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s temperaturas m\u00e1ximas (registradas no per\u00edodo da tarde), o outono registrou temperaturas mais baixas que o normal em partes do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, influenciadas pelo excesso de chuvas registrado nos \u00faltimos tr\u00eas meses. Em contrapartida, na Regi\u00e3o Sul, S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul, v\u00e1rias cidades registraram tardes mais quentes que o normal por conta da falta de chuvas e excesso de insola\u00e7\u00e3o, especialmente no in\u00edcio do outono.<\/p>\n<p>J\u00e1 as temperaturas m\u00ednimas (registradas no per\u00edodo da madrugada) foram mais baixas que o normal, principalmente em alguns pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran\u00e1. No ano passado, a primeira onda de frio veio em abril, mas neste ano, a primeira grande onda de frio veio apenas em junho, o que mexeu bastante com a m\u00e9dia das temperaturas m\u00ednimas.<\/p>\n<p>Empresa: <strong><a href=\"javascript:%20Envia_Param('2578')\">SOMAR METEOROLOGIA <\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois fen\u00f4menos clim\u00e1ticos fizeram com que o outono registrasse situa\u00e7\u00f5es bastante distintas. Nas Regi\u00f5es Norte e Nordeste, por exemplo, a esta\u00e7\u00e3o teve a maior incid\u00eancia de chuvas dos \u00faltimos 25 anos. 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