{"id":34247,"date":"2011-03-28T09:41:15","date_gmt":"2011-03-28T13:41:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=34247"},"modified":"2011-03-28T09:41:15","modified_gmt":"2011-03-28T13:41:15","slug":"usp-desenvolve-aparelho-para-producao-de-energia-eolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2011\/usp-desenvolve-aparelho-para-producao-de-energia-eolica\/34247","title":{"rendered":"USP desenvolve aparelho para produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>Produ\u00e7\u00e3o de <em><strong>energia e\u00f3lica <\/strong><\/em>&#8211; uma equipe de pesquisadores do N\u00facleo de Energias Renov\u00e1veis da Escola Polit\u00e9cnica (Poli) da USP est\u00e1 desenvolvendo um rotor aerodin\u00e2mico integralmente nacional para turbinas e\u00f3licas de 10 quilowatts. O equipamento \u00e9 ideal para gerar energia el\u00e9trica em \u00e1reas isoladas, que n\u00e3o disp\u00f5em de rede de transmiss\u00e3o. Liderado pela professora Eliane Aparecida Faria Amaral Fadigas, do Departamento de Energia e Automa\u00e7\u00e3o El\u00e9tricas da Poli, o projeto est\u00e1 sendo realizado em parceria com a empresa Enersud, \u00fanica fabricante de turbinas e\u00f3licas de pequeno porte do Brasil.<\/p>\n<p>O rotor \u00e9 o componente da turbina e\u00f3lica que gira com a passagem dos ventos. Geralmente \u00e9 composto por tr\u00eas p\u00e1s e um eixo no qual elas s\u00e3o acopladas. Para produzir a energia, o rotor \u00e9 acoplado a um gerador el\u00e9trico, sendo o conjunto colocado no alto de uma torre, em regi\u00f5es com bom potencial de vento. Quando as p\u00e1s se movimentam, a energia cin\u00e9tica do vento \u00e9 transformada em energia mec\u00e2nica; e o gerador ligado ao eixo a converte em eletricidade.<\/p>\n<p>Diferentemente da maioria das turbinas e\u00f3licas de pequeno porte existentes no mercado, o da Poli\/Enersud ter\u00e1 controle autom\u00e1tico do giro das p\u00e1s em torno do seu eixo longitudinal, permitindo um melhor ajuste do controle de velocidade e pot\u00eancia. &#8220;Em geral, turbinas e\u00f3licas com menos 50 quilowatts de pot\u00eancia n\u00e3o possuem esse tipo de controle, apenas um leme acionado pelo vento e p\u00e1s fixas. O controle autom\u00e1tico do nosso rotor permitir\u00e1 o giro e a regulagem das p\u00e1s, ampliando a efici\u00eancia da turbina&#8221;.<\/p>\n<p>O primeiro passo do projeto coordenado por Eliane foi realizar o modelamento matem\u00e1tico do rotor; p\u00e1s e acoplamento. Com o uso de um software espec\u00edfico, foram feitas simula\u00e7\u00f5es aerodin\u00e2micas para identificar os par\u00e2metros \u00f3timos do equipamento. &#8220;O modelo matem\u00e1tico representa as caracter\u00edsticas f\u00edsicas que o rotor dever\u00e1 ter, tais como as for\u00e7as de empuxo a que estar\u00e1 submetido, dimens\u00e3o e o perfil aerodin\u00e2mico das p\u00e1s e as diversas for\u00e7as que atuam em fun\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia do vento nas p\u00e1s&#8221;, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima etapa ser\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de um prot\u00f3tipo, que dever\u00e1 estar conclu\u00eddo e testado at\u00e9 julho deste ano. A Enersud, respons\u00e1vel pela fabrica\u00e7\u00e3o da turbina, est\u00e1 terminando de confeccionar o alternador el\u00e9trico do equipamento e o sistema de controle. Depois de pronto, o prot\u00f3tipo passar\u00e1 por v\u00e1rios testes. &#8220;A turbina e\u00f3lica projetada ser\u00e1 ent\u00e3o instalada em campo para que seja avaliado o seu desempenho em condi\u00e7\u00f5es reais&#8221;, afirma Eliane. Uma vez finalizados os testes, a turbina e\u00f3lica ser\u00e1 colocada no mercado pela Enersud.<\/p>\n<p>O projeto faz parte de um edital lan\u00e7ado em 2006 pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia para incentivar a nacionaliza\u00e7\u00e3o de equipamentos na \u00e1rea de energias renov\u00e1veis. De acordo com especialistas, o consumo de energia el\u00e9trica no Brasil crescer\u00e1 a uma taxa m\u00e9dia anual de 4% a 4,5% at\u00e9 2020, o que requer aumento da capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia para 152 GW (gigawatts).<\/p>\n<p>Uma das apostas para chegar a isso \u00e9 aumentar os investimentos em algumas fontes alternativas de energia como solar, biomassa e e\u00f3lica, que hoje respondem por uma pequena parte da gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica no pa\u00eds. Apesar desse tipo de energia ainda ser mais cara que outras fontes tradicionais, ela \u00e9 a mais indicada para determinados locais, como resid\u00eancias e instala\u00e7\u00f5es rurais em \u00e1reas isoladas, ilhas ou aonde a rede de transmiss\u00e3o el\u00e9trica convencional n\u00e3o chega.<\/p>\n<p>Da Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Ci\u00eancia e Tecnologia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica &#8211; uma equipe de pesquisadores do N\u00facleo de Energias Renov\u00e1veis da Escola Polit\u00e9cnica (Poli) da USP est\u00e1 desenvolvendo um rotor aerodin\u00e2mico integralmente nacional para turbinas e\u00f3licas de 10 quilowatts. O equipamento \u00e9 ideal para gerar energia el\u00e9trica em \u00e1reas isoladas, que n\u00e3o disp\u00f5em de rede de transmiss\u00e3o. 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