{"id":3409,"date":"2009-06-22T09:38:18","date_gmt":"2009-06-22T13:38:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=3409"},"modified":"2009-06-22T09:38:18","modified_gmt":"2009-06-22T13:38:18","slug":"projeto-agricola-de-roraima-e-destaque-em-congresso-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/projeto-agricola-de-roraima-e-destaque-em-congresso-nacional\/3409","title":{"rendered":"Projeto agr\u00edcola de Roraima \u00e9 destaque em congresso nacional"},"content":{"rendered":"<p>O pesquisador Marcelo Francia Arco-verde, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria, vinculada ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento, participa de 22 a 26 de junho, do VII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais, em Bras\u00edlia. O evento, que tem como tema &#8220;Di\u00e1logo e Integra\u00e7\u00e3o de Saberes em Sistemas Agroflorestais para Sociedades Sustent\u00e1veis&#8221;, acontece no Centro de Treinamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores da Ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Com doutorado em Sistemas Agroflorestais (SAFs), Marcelo Arco-Verde vai apresentar um painel sobre indicadores de sustentabilidade da atividade e o mini curso Modelagem e Simula\u00e7\u00e3o de SAFs. No painel, que acontece dia 23, a partir das 10h, ele explicar\u00e1 a necessidade de ampliar os estudos sobre aspectos financeiros como forma de aumentar a aceitabilidade dos sistemas pelos produtores e mostrar os resultados econ\u00f4micos conquistados. &#8220;Com isso, at\u00e9 a libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito pelos bancos fica melhor viabilizada, visto que um impedimento atual para esses empr\u00e9stimos \u00e9 a falta de indicadores dos resultados do SAFs&#8221;, comenta Marcelo.<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o, o pesquisador demonstrar\u00e1 a viabilidade econ\u00f4mica nas diferentes fases de implanta\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o. Dependendo do que for escolhido para compor o sistema, o agricultor pode ter retorno j\u00e1 no primeiro ano. Mas, de modo geral, os SAFs t\u00eam bom retorno a longo prazo, pois oferecem estabilidade de renda mediante a sucess\u00e3o de plantas produtivas &#8211; cada uma com seu per\u00edodo de colheita, ano ap\u00f3s ano.<\/p>\n<p>O mini curso ser\u00e1 oferecido dia 26, gratuitamente, a 30 alunos, das 8h \u00e0s 18h. Com o tempo de dura\u00e7\u00e3o maior, os participantes poder\u00e3o se aprofundar mais no assunto, desenvolvendo habilidades e compet\u00eancias para cria\u00e7\u00e3o, simula\u00e7\u00e3o e an\u00e1lises de sistemas agroflorestais. Na oficina, Marcelo Arco-Verde apresentar\u00e1 o programa de computa\u00e7\u00e3o &#8220;Amazonsaf&#8221;, desenvolvido por ele e por George Amaro, membro do N\u00facleo de Intelig\u00eancia Cient\u00edfica da Embrapa-RR. &#8220;Com essa ferramenta, o produtor poder\u00e1 enxergar diferentes cen\u00e1rios e descobrir se os SAFs continuariam vi\u00e1veis mesmo havendo, por exemplo, problemas com m\u00e3o de obra ou com insumos. Ele saberia se teria preju\u00edzo, de quanto seria esse preju\u00edzo e, se, ainda assim, valeria a pena&#8221;, explica o doutor.<\/p>\n<p>Experi\u00eancia Sustent\u00e1vel<\/p>\n<p>Em Roraima, a Embrapa desenvolve um trabalho em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Apia\u00fa (APAA), utilizando sistemas agroflorestais no munic\u00edpio de Mucaja\u00ed. Na regi\u00e3o, onde \u00e9 muito comum a pr\u00e1tica de queimadas, um grupo de produtores apostou, h\u00e1 cerca de dez anos, na utiliza\u00e7\u00e3o do modelo que integra agricultura e floresta. Com o passar do tempo, eles perceberam que \u00e9 realmente vi\u00e1vel estabelecer formas de agricultura familiar sustent\u00e1vel na \u00e1rea.<\/p>\n<p>A melhoria de qualidade de vida das fam\u00edlias dos pequenos produtores rurais tem sido um est\u00edmulo para que outras fam\u00edlias copiem o modelo sem degradar a floresta Amaz\u00f4nica. A iniciativa deu t\u00e3o certo que, este ano, a APAA, com apoio t\u00e9cnico da Embrapa-RR, instalou uma agroind\u00fastria de processamento de polpa para sucos. Frutas t\u00edpicas da regi\u00e3o como a\u00e7a\u00ed e cupua\u00e7u s\u00e3o o &#8220;carro chefe&#8221;. Mas eles tamb\u00e9m trabalham com graviola, goiaba, abacaxi e maracuj\u00e1.<\/p>\n<p>A f\u00e1brica recebe a produ\u00e7\u00e3o frut\u00edfera dos sistemas agroflorestais, agrega valor aos produtos, aproveita a m\u00e3o-de-obra da regi\u00e3o e gera mais uma fonte de renda para esses produtores. O presidente da APAA, Carlos Augusto Gomes, conta que antes eles n\u00e3o sabiam o que fazer com as frutas geradas. &#8220;Quando tentavam vender, chegavam a perder 50% delas no transporte. Agora, eles podem transformar em polpa, conservar, transportar e vender mais facilmente. A capacidade da agroind\u00fastria \u00e9 de at\u00e9 200 kg\/dia. Assim, a agroind\u00fastria estimula os produtores a utilizar o sistema agroflorestal e preservar o meio ambiente&#8221;, finaliza Carlos Augusto.<\/p>\n<p>EMBRAPA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pesquisador Marcelo Francia Arco-verde, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria, vinculada ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento, participa de 22 a 26 de junho, do VII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais, em Bras\u00edlia. 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