{"id":33525,"date":"2011-02-10T12:24:39","date_gmt":"2011-02-10T16:24:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=33525"},"modified":"2011-02-10T12:24:39","modified_gmt":"2011-02-10T16:24:39","slug":"teste-do-semaforo-de-led","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2011\/teste-do-semaforo-de-led\/33525","title":{"rendered":"Teste do Sem\u00e1foro de LED"},"content":{"rendered":"<div>\n<h3><span style=\"font-size: 13px;\"><em>Sem\u00e1foro de LED<\/em><\/span><span style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\"> &#8211; em \u00e9poca de ver\u00e3o os sem\u00e1foros localizados nas  principais vias das cidades brasileiras costumam apresentar com maior frequ\u00eancia  problemas que, al\u00e9m de causar transtornos aos motoristas, podem ocasionar graves  acidentes de tr\u00e2nsito.<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<p>Com a incid\u00eancia frontal dos raios solares nos sem\u00e1foros convencionais, os  refletores posicionados atr\u00e1s do conjunto \u00f3ptico fazem com que os raios sejam  refletidos na dire\u00e7\u00e3o do motorista. Isso, em conjunto com as lentes coloridas,  cria a sensa\u00e7\u00e3o de falso aceso das cores sinalizadas \u2013 o chamado \u201cefeito  fantasma\u201d. E em dias de fortes chuvas ou quando h\u00e1 queda de energia, os  equipamentos costumam entrar em pane, podendo permanecer desligados por  horas.<\/p>\n<p>Um novo modelo de sem\u00e1foro, que come\u00e7ou a ser testado na cidade de S\u00e3o Carlos  (SP) em janeiro, poder\u00e1 solucionar esses problemas, al\u00e9m de possibilitar  economia de energia e reduzir impactos provocados pelo descarte de l\u00e2mpadas  incandescentes no meio ambiente.<\/p>\n<p>Desenvolvido pela empresa DirectLight, formada a partir de um grupo de  pesquisa da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), campus de S\u00e3o Carlos, o equipamento  utiliza um conjunto de diodos emissores de luz (LEDs) de alta pot\u00eancia e grande  efici\u00eancia \u00f3ptica, que pode resultar em uma economia de energia de at\u00e9 90%.<\/p>\n<p>\u201cUm sem\u00e1foro convencional utiliza l\u00e2mpadas incandescentes de 100W, que  consomem 400W em apenas um cruzamento de quatro vias, enquanto os LEDs do  sinalizador de tr\u00e2nsito que projetamos consomem apenas 40W\u201d, disse o coordenador  do projeto, Lu\u00eds Fernando Bettio Galli, \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>De acordo com Galli, outra vantagem dos LEDs em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s l\u00e2mpadas  incandescentes \u00e9 a vida \u00fatil. Os LEDs podem permanecer mais de 50 mil horas  acesos, apresentando 75% da efici\u00eancia inicial, ao passo que as l\u00e2mpadas  incandescentes duram apenas 4 mil horas.<\/p>\n<p>\u201cO LED \u00e9 um emissor que n\u00e3o apaga repentinamente. Ele vai degradando com o  tempo e, depois de seis anos ligado, s\u00f3 perder\u00e1 25% da efici\u00eancia \u00f3ptica  inicial\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Uma das principais diferen\u00e7as do sem\u00e1foro brasileiro \u00e0 base de LED para  outros sinalizadores de tr\u00e2nsito baseados na mesma tecnologia em outros pa\u00edses  est\u00e1 no sistema \u00f3ptico.<\/p>\n<p>Os sem\u00e1foros antigos utilizam uma centena de LEDs de 5 mil\u00edmetros, que foram  desenvolvidos na d\u00e9cada de 1960. J\u00e1 o novo modelo utiliza apenas sete diodos  emissores de luz, mais modernos, confi\u00e1veis e de pot\u00eancia mais alta, que  consomem menos energia.<\/p>\n<p>Para isso, os pesquisadores envolvidos no projeto desenvolveram nos \u00faltimos  dois anos um conjunto composto por tr\u00eas tipos de lentes.<\/p>\n<p>Ao dispor os LEDs pr\u00f3ximos ao conjunto de lentes, os pesquisadores  conseguiram obter um melhor aproveitamento e distribui\u00e7\u00e3o da luz emitida pelos  diodos e direcion\u00e1-la de forma correta. Com isso, reduziram a quantidade de  LEDs, dispensando a necessidade de refletores e eliminando o \u201cefeito fantasma\u201d  produzido pelos sem\u00e1foros convencionais.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o adianta simplesmente colocar os LEDs virados para frente, porque eles  t\u00eam uma abertura de emiss\u00e3o de 120 graus. Desenvolvemos o conjunto de lentes  para aproveitar ao m\u00e1ximo a luz emitida por eles e direcion\u00e1-la s\u00f3 para a parte  que interessa, que \u00e9 o tr\u00e2nsito\u201d, explicou Galli.<\/p>\n<p>O projeto foi desenvolvido pela empresa em parceria com o Centro de Pesquisa  em \u00d3ptica e Fot\u00f4nica do Instituto de F\u00edsica da USP de S\u00e3o Carlos e contou com  financiamento da FAPESP por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em  Pequenas Empresas (PIPE), no projeto <a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/projetos-pipe\/2163\/sinalizador-transito-base-led-operacao\" target=\"_blank\">Sinalizador de tr\u00e2nsito \u00e0 base de LED com opera\u00e7\u00e3o  emergencial<\/a>.<\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea<\/p>\n<p>Outra inova\u00e7\u00e3o apresentada pelo equipamento est\u00e1 no sistema eletr\u00f4nico  embarcado, o qual permite que seja alimentado tanto pela rede el\u00e9trica  convencional como por energia solar ou por um banco de baterias em situa\u00e7\u00f5es de  emerg\u00eancia, como um blecaute.<\/p>\n<p>Um sistema de gerenciamento inteligente instalado no sem\u00e1foro faz a cada  milissegundos uma avalia\u00e7\u00e3o e decide qual a melhor forma de alimenta\u00e7\u00e3o para o  equipamento em um determinado momento.<\/p>\n<p>\u201cA prioridade do equipamento \u00e9 trabalhar com energia solar, por meio de  placas fotovoltaicas, que \u00e9 sua principal forma de alimenta\u00e7\u00e3o. Mas, se mudar o  tempo, ele utilizar\u00e1 energia el\u00e9trica. E, caso n\u00e3o tenha sol e falte energia  el\u00e9trica, ele passar\u00e1 a utilizar um banco de baterias com dura\u00e7\u00e3o de pelo menos  40 minutos, que \u00e9 tempo suficiente para que os guardas de tr\u00e2nsito cheguem ao  local e controlem a situa\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Galli.<\/p>\n<p>Segundo ele, j\u00e1 existem sem\u00e1foros a energia solar e blecaute em outros  pa\u00edses, por\u00e9m nenhum ainda conseguiu integrar as tr\u00eas formas de alimenta\u00e7\u00e3o  utilizadas pelo equipamento brasileiro.<\/p>\n<p>Os sem\u00e1foros que est\u00e3o sendo testados em tr\u00eas locais em S\u00e3o Carlos, por meio  de um conv\u00eanio firmado entre a DirectLight e a Secretaria de Transporte e  Tr\u00e2nsito do munic\u00edpio paulista, operam inicialmente apenas com energia el\u00e9trica.  Antes mesmo de obter a certifica\u00e7\u00e3o e come\u00e7ar a ser comercializados j\u00e1 est\u00e3o  despertando o interesse de prefeituras de outros munic\u00edpios.<\/p>\n<p>\u201cPelos testes e simula\u00e7\u00f5es que fizemos em parceria com a USP por meio de um  <em>software<\/em> espec\u00edfico de simula\u00e7\u00f5es, o equipamento est\u00e1 se comportando  muito pr\u00f3ximo do que esper\u00e1vamos. Os resultados dos testes em campo tamb\u00e9m est\u00e3o  sendo muito positivos\u201d, afirmou Galli.<\/p>\n<div>\n<h3><span style=\"font-weight: normal;\">Por Elton Alisson<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem\u00e1foro de LED &#8211; em \u00e9poca de ver\u00e3o os sem\u00e1foros localizados nas principais vias das cidades brasileiras costumam apresentar com maior frequ\u00eancia problemas que, al\u00e9m de causar transtornos aos motoristas, podem ocasionar graves acidentes de tr\u00e2nsito. 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