{"id":32801,"date":"2010-12-14T13:08:19","date_gmt":"2010-12-14T17:08:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=32801"},"modified":"2010-12-14T13:08:19","modified_gmt":"2010-12-14T17:08:19","slug":"cni-preve-aumento-menor-do-pib-em-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/cni-preve-aumento-menor-do-pib-em-2011\/32801","title":{"rendered":"CNI prev\u00ea aumento menor do PIB em 2011"},"content":{"rendered":"<p>O menor ritmo no aumento do consumo interno far\u00e1 a economia brasileira crescer menos no pr\u00f3ximo ano, com 4,5%, contra uma estimativa de expans\u00e3o de 7,6% este ano. A previs\u00e3o \u00e9 da edi\u00e7\u00e3o especial do <strong>Informe Conjuntural da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria<\/strong><em><\/em> (CNI), divulgado nesta ter\u00e7a-feira, 14 de dezembro, com a an\u00e1lise do comportamento dos principais indicadores da economia em 2010 e as previs\u00f5es para 2011.<\/p>\n<p>Segundo a CNI, o fim das desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias adotadas para atenuar os efeitos da crise econ\u00f4mica e do Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o do Investimento do BNDES e as restri\u00e7\u00f5es ao cr\u00e9dito ao consumidor, determinadas no in\u00edcio do m\u00eas pelo Banco Central, diminuir\u00e3o o ritmo de expans\u00e3o do consumo em 2011. O consumo das fam\u00edlias, que dever\u00e1 crescer 7,9% este ano, pelas previs\u00f5es da CNI, se expandir\u00e1 5,1% em 2011. Foi o principal fator respons\u00e1vel pela eleva\u00e7\u00e3o de 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, \u201co mais expressivo da d\u00e9cada\u201d, como destaca o documento.<\/p>\n<p>\u201cPassadas a crise financeira e a euforia da recupera\u00e7\u00e3o vista no in\u00edcio do ano, a economia brasileira caminha em uma trajet\u00f3ria de converg\u00eancia ao seu potencial de crescimento\u201d, assinala o estudo da CNI. O gerente da Unidade de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da entidade, Fl\u00e1vio Castelo Branco, que divulgou o estudo, frisou que \u201co Brasil vai ter outro ano positivo em 2011, mas em ritmo menor\u201d.<\/p>\n<p>Outros indicadores registrar\u00e3o, igualmente, desacelera\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo ano, conforme as estimativas da entidade. A ind\u00fastria, cujo PIB deve fechar este ano com um incremento de 10,9%, ir\u00e1 aumentar 4,5%, enquanto os investimentos, que se expandir\u00e3o 24,5%, outro fator de grande peso na expans\u00e3o do PIB, devem reduzir o crescimento quase \u00e1 metade em 2011, com um aumento de 13,5%.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o, que deve atingir 5,8% este ano, bem acima do centro da meta inflacion\u00e1ria, de 4,5%, pressionada pelos pre\u00e7os dos alimentos, cair\u00e1 a 5% em 2011, prev\u00ea a CNI. A taxa nominal de juros subir\u00e1 de 10,75% este ano para 12% no pr\u00f3ximo ano, enquanto o juro m\u00e9dio real se elevar\u00e1 de 4,6% para 6,3%. A taxa de desemprego ir\u00e1 diminuir em quase um ponto percentual, refluindo de 6,8% da Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa (PEA) em 2010 para 6% no ano que vem.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o especial do Informe Conjuntural prev\u00ea que o d\u00e9ficit p\u00fablico nominal crescer\u00e1 de 2,9% do PIB, este ano, para 3,2% em 2011, e o super\u00e1vit p\u00fablico prim\u00e1rio cair\u00e1 de 2,3% para 2,2% do PIB. J\u00e1 a d\u00edvida p\u00fablica l\u00edquida registrar\u00e1 ligeiro decr\u00e9scimo, atingindo 40,8% do PIB em 2010 e 40,4% em 2011.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es, que devem fechar este ano em US$ 198 bilh\u00f5es, subir\u00e3o para US$ 228 bilh\u00f5es no pr\u00f3ximo ano, mas a elevada expans\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es, que passar\u00e3o de US$ 183 bilh\u00f5es a US$ 224 bilh\u00f5es, pela valoriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio, reduzir\u00e1 drasticamente o saldo comercial. Prev\u00ea a CNI que o super\u00e1vit da conta de com\u00e9rcio cair\u00e1 de US$ 15 bilh\u00f5es este ano para US$ 4 bilh\u00f5es em 2011. A taxa nominal de c\u00e2mbio n\u00e3o deve se alterar, permanecendo em R$ 1,70 agora e no final de 2011.<\/p>\n<p>Amea\u00e7a &#8211; O estudo da CNI alerta para os riscos ao crescimento interno da continuidade da valoriza\u00e7\u00e3o cambial, impulsionada, entre outros fatores, pela alta taxa de juro brasileira, que atrai capitais externos de curto prazo. A taxa de c\u00e2mbio acumula uma varia\u00e7\u00e3o de 28% entre este m\u00eas de dezembro e dezembro de 2008, e de 25%, no mesmo per\u00edodo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cesta de moedas dos 13 principais pa\u00edses parceiros comerciais do Brasil.<\/p>\n<p>\u201cEssa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma amea\u00e7a ao processo de crescimento sustentado. A prov\u00e1vel alta dos juros, em resposta \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, ir\u00e1 criar maior press\u00e3o sobre o c\u00e2mbio, exacerbando as dificuldades de competi\u00e7\u00e3o dos produtos brasileiros\u201d, enfatiza a edi\u00e7\u00e3o especial do Informe Conjuntural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O menor ritmo no aumento do consumo interno far\u00e1 a economia brasileira crescer menos no pr\u00f3ximo ano, com 4,5%, contra uma estimativa de expans\u00e3o de 7,6% este ano. 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