{"id":32650,"date":"2010-12-03T11:38:02","date_gmt":"2010-12-03T15:38:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=32650"},"modified":"2010-12-03T11:38:02","modified_gmt":"2010-12-03T15:38:02","slug":"acesso-livre-a-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/acesso-livre-a-biodiversidade\/32650","title":{"rendered":"Acesso livre \u00e0 biodiversidade"},"content":{"rendered":"<div>\n<h3><span style=\"font-weight: normal; font-size: 13px;\">Ag\u00eancia FAPESP \u2013 O conhecimento produzido no Brasil sobre a sua  biodiversidade ganhar\u00e1 mais visibilidade. O motivo \u00e9 o Portal BHL ScieLO, que  disponibiliza com acesso livre milhares de obras, artigos, mapas e documentos  hist\u00f3ricos sobre a <\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><em>biodiversidade <\/em><\/span><span style=\"font-weight: normal; font-size: 13px;\">brasileira.<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<p>Lan\u00e7ado oficialmente na quarta-feira (1\u00ba\/12), o servi\u00e7o \u00e9 parte do projeto  \u201cDigitaliza\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o on-line de uma cole\u00e7\u00e3o de obras essenciais em  biodiversidade das bibliotecas brasileiras\u201d, conduzido pelo programa SciELO,  biblioteca eletr\u00f4nica virtual de revistas cient\u00edficas mantida pela FAPESP em  conv\u00eanio com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da  Sa\u00fade (Bireme).<\/p>\n<p>O projeto conta com a participa\u00e7\u00e3o do programa Biota-FAPESP, da Biblioteca  Virtual do Centro de Documenta\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o da FAPESP, do Minist\u00e9rio do Meio  Ambiente, do Museu de Zoologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Funda\u00e7\u00e3o  de Apoio \u00e0 Universidade Federal de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>De acordo com Abel Packer, coordenador operacional do programa SciELO, a BHL  SciELO possibilitar\u00e1 o fortalecimento da pesquisa cient\u00edfica em  biodiversidade.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem uma produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de destaque nessa \u00e1rea, mas que hoje  assume tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica internacional com todas as  discuss\u00f5es sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica e preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies\u201d, disse \u00e0  Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Segundo Packer, o novo portal j\u00e1 re\u00fane volume suficiente de arquivos para  atender \u00e0s demandas de pesquisadores e demais interessados. \u201cContamos at\u00e9 o  momento com cerca de 110 mil registros digitalizados: artigos, mapas e obras de  refer\u00eancias hist\u00f3ricas da biodiversidade brasileira\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O portal integrar\u00e1 a rede global <a href=\"http:\/\/www.biodiversitylibrary.org\/\" target=\"_blank\">The Biodiversity  Heritage Library<\/a> (BHL), cons\u00f3rcio que re\u00fane os maiores museus de  hist\u00f3ria natural e bibliotecas de bot\u00e2nica no mundo, como a Academy of Natural  Sciences e o American Museum of Natural History, nos Estados Unidos, e o Natural  History Museum, na Inglaterra.<\/p>\n<p>\u201cA Austr\u00e1lia acabou de entrar e, agora, tanto a BHL Brasil como a BHL China  far\u00e3o parte dessa rede mundial que j\u00e1 conta com cerca de 130 mil obras e mais 32  milh\u00f5es de p\u00e1ginas digitalizadas\u201d, dise Packer.<\/p>\n<p>No Brasil, a rede ser\u00e1 composta por institui\u00e7\u00f5es como Biblioteca Nacional,  Museu Nacional, Jardim Bot\u00e2nico do Rio Janeiro, Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, Instituto  Butantan, Centro de Refer\u00eancia em Informa\u00e7\u00e3o Ambiental (Cria), Bireme, Funda\u00e7\u00e3o  Zoobot\u00e2nica, Instituto de Bot\u00e2nica do Estado de S\u00e3o Paulo, Museu Paraense Em\u00edlio  Goeldi e a USP.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo \u00e9 seguir o mesmo modelo da SciELO com a modalidade de acesso  aberto com m\u00faltiplos sistemas de busca e indicadores bibliom\u00e9tricos, que tem  propiciado maior visibilidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos pa\u00edses em  desenvolvimento, principalmente os localizados na Am\u00e9rica Latina e Caribe. A  ideia da BHL SciELO \u00e9 que se estenda tamb\u00e9m para a Am\u00e9rica Latina\u201d, contou  Packer. O portal tamb\u00e9m traz not\u00edcias da Ag\u00eancia FAPESP<strong> <\/strong>e da revista  Pesquisa FAPESP<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o brasileira<\/p>\n<p>Ao levantar dados sobre a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira na \u00e1rea de zoologia,  Rog\u00e9rio Meneghini, coordenador cient\u00edfico do Programa SciELO, disse ter ficado  surpreso com a posi\u00e7\u00e3o do Brasil na produ\u00e7\u00e3o de artigos na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Com base no cruzamento de informa\u00e7\u00f5es da Web of Science, base de dados da  empresa Thomson Reuters, foram produzidos no mundo, entre 2007 e 2008, 23.903  artigos em zoologia. \u201cO que mais chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o Brasil fica na quarta  posi\u00e7\u00e3o com 1.762 artigos, perdendo apenas para os Estados Unidos (7.649), Jap\u00e3o  (2.233) e Inglaterra (1.762)\u201d, disse.<\/p>\n<p>Meneghini est\u00e1 concluindo a pesquisa \u201cProjeto para avalia\u00e7\u00e3o do impacto de  programas brasileiros de ci\u00eancia e tecnologia\u201d, que tem o apoio da FAPESP por  meio da modalidade Aux\u00edlio \u00e0 Pesquisa \u2013 Regular.<\/p>\n<p>Outro destaque do estudo \u00e9 que, entre as institui\u00e7\u00f5es globais de pesquisa na  \u00e1rea de zoologia, a USP \u00e9 a primeira da lista, seguida das academias de ci\u00eancia  da R\u00fassia e da China e da Universidade de Kyoto, no Jap\u00e3o. \u201cExistem \u00e1reas em que  a produ\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 competindo em p\u00e9 de igualdade. Um exemplo \u00e9 a  zoologia\u201d, disse, destacando a <em>Revista Brasileira de Zoologia<\/em>.<\/p>\n<p>Tiago Duque Estrada, gestor executivo do Biota-FAPESP na Universidade  Estadual de Campinas, falou da experi\u00eancia do Programa e novos desafios na nova  fase do programa. Segundo ele, uma das frentes \u00e9 disponibilizar dados sobre as  pesquisas.<\/p>\n<p>\u201cA linha de base do Biota foi a publica\u00e7\u00e3o de sete volumes tem\u00e1ticos e da  revista <a href=\"http:\/\/www.biotaneotropica.org.br\/\" target=\"_blank\"><em>Biota  Neotropica<\/em><\/a>, do Atlas e tamb\u00e9m do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o Ambiental  (SinBiota), que tiveram a fun\u00e7\u00e3o de mapear e divulgar o que j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel  para a sociedade, governos e demais pesquisadores\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em pouco mais de dez anos, o Biota contabilizou cerca de 113 mil registros,  sendo 12 mil de esp\u00e9cies. \u201cUm dos desafios agora \u00e9 entender como a  biodiversidade produz elementos e componentes qu\u00edmicos que podem ser patenteados  e associados \u00e0 cadeia produtiva existente na sociedade, mas ainda precisamos  reunir mais dados\u201d, disse ao falar do Biota Prospecta.<\/p>\n<p>Participaram tamb\u00e9m do lan\u00e7amento do portal Sueli Mara Ferreira, diretora do  Sistema Integrado de Bibliotecas da USP, que falou dos desafios do acesso aberto  na universidade, Dora Ann Lange Canhos, do Cria, que contou sobre a experi\u00eancia  da Lista de Esp\u00e9cies da Flora do Brasil, e Tiago Duque Estrada, gestor executivo  do Biota-FAPESP na Universidade Estadual de Campinas, que falou das publica\u00e7\u00f5es  do programa, da revista <em>Biota Neotropica<\/em> e do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o  Ambiental (SinBiota).<\/p>\n<p>BHL ScieLO: <a href=\"http:\/\/biodiversidade.scielo.br\/\" target=\"_blank\">http:\/\/biodiversidade.scielo.br<\/a><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: normal;\">Por Alex Sander Alc\u00e2ntara<\/span><\/h3>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 O conhecimento produzido no Brasil sobre a sua biodiversidade ganhar\u00e1 mais visibilidade. O motivo \u00e9 o Portal BHL ScieLO, que disponibiliza com acesso livre milhares de obras, artigos, mapas e documentos hist\u00f3ricos sobre a biodiversidade brasileira. 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