{"id":32461,"date":"2010-11-19T09:36:11","date_gmt":"2010-11-19T13:36:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=32461"},"modified":"2010-11-19T09:36:11","modified_gmt":"2010-11-19T13:36:11","slug":"novo-navio-oceanografico-para-cientistas-de-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/novo-navio-oceanografico-para-cientistas-de-sp\/32461","title":{"rendered":"Novo navio oceanogr\u00e1fico para cientistas de SP"},"content":{"rendered":"<p>A comunidade cient\u00edfica paulista dever\u00e1 ganhar em breve um <strong><em>navio oceanogr\u00e1fico<\/em><\/strong> que poder\u00e1 levar a capacidade de pesquisas na \u00e1rea a um novo patamar, de acordo com o diretor cient\u00edfico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz.<\/p>\n<p>A compra do navio Moana Wave, que pertenceu \u00e0 Universidade do Hava\u00ed (Estados Unidos), faz parte de um projeto de incremento da capacidade de pesquisa submetido \u00e0 FAPESP pelo Instituto Oceanogr\u00e1fico (IO) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). De acordo com Brito Cruz, o projeto foi aprovado e a compra do navio est\u00e1 nos \u00faltimos est\u00e1gios de an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Brito Cruz participou, na manh\u00e3 desta quinta-feira (18\/11), do evento \u201cOceanos e Sociedade\u201d, promovido pelo IO-USP em sua sede. O Moana Wave foi constru\u00eddo em 1973 e tem 64 metros de comprimento por 11 metros de largura. Tem capacidade para levar 20 pessoas e deslocar 972 toneladas.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise est\u00e1 adiantada. A aquisi\u00e7\u00e3o agora depende apenas da aprova\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio da JMS, empresa norte-americana de engenharia naval contratada pela FAPESP para fazer uma vistoria t\u00e9cnica da embarca\u00e7\u00e3o. A empresa \u00e9 respons\u00e1vel por fazer os laudos peri\u00f3dicos para todos os navios de pesquisa financiados pela National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cA vistoria foi acompanhada por uma equipe do IO-USP, que j\u00e1 aprovou a compra. Assim que o relat\u00f3rio for apresentado tomaremos a decis\u00e3o final para deflagrar a opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o, que faz parte de uma proposta de levar a pesquisa paulista em oceanografia para outro patamar\u201d, disse Brito Cruz.<\/p>\n<p>Se o navio for adquirido, receber\u00e1 um novo nome, proposto pela diretoria do IO-USP: Alpha Crucis. O nome remete \u00e0 estrela mais brilhante da constela\u00e7\u00e3o do Cruzeiro do Sul. Trata-se tamb\u00e9m da estrela que representa o Estado de S\u00e3o Paulo na bandeira nacional.<\/p>\n<p>\u201cOutra iniciativa relevante ser\u00e1 a aquisi\u00e7\u00e3o de um barco oceanogr\u00e1fico. Com isso, ser\u00e3o dois instrumentos importantes para proporcionar um salto de pesquisa na \u00e1rea. O Atl\u00e2ntico Sul \u00e9 pouco estudado e avan\u00e7ar o conhecimento sobre ele tornou-se uma tarefa cr\u00edtica devido \u00e0 quest\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, afirmou Brito Cruz.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor do IO-USP, Michel Michaelovitch, o Moana Wave substituir\u00e1 o navio oceanogr\u00e1fico Professor W. Besnard, que est\u00e1 sem condi\u00e7\u00f5es operacionais de pesquisa. O navio, que levou as primeiras equipes de pesquisa brasileiras \u00e0 Ant\u00e1rtica, sofreu um inc\u00eandio em 2008 e atualmente n\u00e3o tem capacidade de locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa perda, segundo Michaelovitch, gerou a demanda, junto \u00e0 FAPESP, de apoio para a aquisi\u00e7\u00e3o de um navio que atenda \u00e0 necessidade de pesquisa oceanogr\u00e1fica no Estado de S\u00e3o Paulo. O Moana Wave representar\u00e1 ainda um incremento das condi\u00e7\u00f5es de pesquisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 antiga embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEm compara\u00e7\u00e3o com o Professor Besnard, o salto qualitativo \u00e9 gigantesco. Uma das principais raz\u00f5es para isso \u00e9 a diferen\u00e7a de autonomia. Enquanto o Besnard tinha uma autonomia de 15 dias, o Moana Wave tem capacidade para navegar 70 dias\u201d, disse Michaelovitch \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Com a autonomia de 70 dias, os pesquisadores poder\u00e3o atingir \u00e1reas distantes, incluindo n\u00e3o apenas a regi\u00e3o do pr\u00e9-sal \u2013 um tema importante atualmente \u2013, mas tamb\u00e9m outros locais em oceano profundo.<\/p>\n<p>\u201cIsso amplia a capacidade de pesquisas em diversas \u00e1reas, como os estudos sobre biodiversidade em \u00e1guas profundas. Nesse caso, o navio poder\u00e1 ser \u00fatil para cientistas do Programa Biota-FAPESP, por exemplo\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O mesmo vale, segundo Michaelovitch, para poss\u00edveis parcerias com a Escola Polit\u00e9cnica para desenvolvimento tecnol\u00f3gico em oceano profundo, ou estudos sobre recursos naturais e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cEm suma, abre-se um leque de perspectivas de pesquisa que s\u00e3o hoje limitadas pela inexist\u00eancia de um meio flutuante com capacidade de fazer esse tipo de trabalho\u201d, disse.<\/p>\n<p>Navio multiusu\u00e1rio<\/p>\n<p>A an\u00e1lise do Moana Wave pela JMS foi realizada nos dias 8 e 9 de novembro, com a presen\u00e7a de uma equipe do IO-USP da qual Michaelovitch fez parte.<\/p>\n<p>\u201cComo pesquisador e usu\u00e1rio do navio oceanogr\u00e1fico, acompanhei pessoalmente a vistoria, juntamente com o atual comandante e o chefe de m\u00e1quinas do Besnard, al\u00e9m de mais um pesquisador do IO-USP\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo o diretor do IO-USP, foi feito um levantamento minucioso das condi\u00e7\u00f5es estruturais, m\u00e1quinas, equipamentos, instala\u00e7\u00f5es e laborat\u00f3rios, reunindo um conjunto grande de informa\u00e7\u00f5es. O relat\u00f3rio pautar\u00e1 a decis\u00e3o final da FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cConsideramos que o navio tem boas condi\u00e7\u00f5es e longa vida \u00fatil pela frente. O relat\u00f3rio formal dever\u00e1 ser enviado em cerca de duas semanas. Se for aprovado, algumas modifica\u00e7\u00f5es que solicitamos \u00e0 embarca\u00e7\u00e3o ser\u00e3o feitas no pr\u00f3prio estaleiro onde se encontra atualmente, em Seattle. O navio dever\u00e1 ter condi\u00e7\u00f5es de chegar ao Brasil em meados de 2011, j\u00e1 em totais condi\u00e7\u00f5es de opera\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo Michaelovitch, a FAPESP financiar\u00e1 a compra do navio e a instrumenta\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser financiada pelos dois Institutos Nacionais de Ci\u00eancia e Tecnologia (INCT) voltados a pesquisas mar\u00edtimas.<\/p>\n<p>\u201cVamos pleitear recursos na chamada dos INCTs para complementar a instrumenta\u00e7\u00e3o do navio, muito embora ele j\u00e1 venha com um conjunto importante de equipamentos. J\u00e1 \u00e9 um navio oceanogr\u00e1fico e n\u00e3o precisa de adapta\u00e7\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o e a gest\u00e3o do navio, por exig\u00eancia da FAPESP, ficar\u00e3o a cargo da USP, segundo Michaelovitch. \u201cO navio pertencer\u00e1 \u00e0 USP e n\u00e3o ao IO, embora naturalmente o instituto v\u00e1 oper\u00e1-lo. Mas \u00e9 importante destacar que haver\u00e1 um compartilhamento das atividades do navio, como sempre ocorreu, no passado, com o Professor Besnard\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo Michaelovitch, n\u00e3o haver\u00e1 restri\u00e7\u00e3o a projetos de outras unidades ou institui\u00e7\u00f5es. \u201cUnidades da USP como a Escola Polit\u00e9cnica, ou o Museu de Zoologia, ou o Centro de Biologia Marinha, t\u00eam compet\u00eancias espec\u00edficas de pesquisa para as quais o navio ser\u00e1 muito \u00fatil. Projetos ligados a grandes programas \u2013 como o Biota-FAPESP \u2013 re\u00fanem sempre pesquisadores de v\u00e1rias universidades, como a Unicamp e a Unesp\u201d, disse.<\/p>\n<p>Por F\u00e1bio de Castro<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A comunidade cient\u00edfica paulista dever\u00e1 ganhar em breve um navio oceanogr\u00e1fico que poder\u00e1 levar a capacidade de pesquisas na \u00e1rea a um novo patamar, de acordo com o diretor cient\u00edfico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz. A compra do navio Moana Wave, que pertenceu \u00e0 Universidade do Hava\u00ed (Estados Unidos), faz parte de um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-32461","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-brasil","7":"entry","8":"gs-1","9":"gs-odd","10":"gs-even","11":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32461"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32461\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}