{"id":32367,"date":"2010-11-12T14:48:05","date_gmt":"2010-11-12T18:48:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=32367"},"modified":"2010-11-12T14:48:05","modified_gmt":"2010-11-12T18:48:05","slug":"perfil-social-racial-e-genero-das-500-maiores-empresas-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/perfil-social-racial-e-genero-das-500-maiores-empresas-do-brasil\/32367","title":{"rendered":"Perfil social, racial e g\u00eanero das 500 maiores empresas do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Estudo pioneiro e, at\u00e9 o momento, \u00fanico no pa\u00eds, o \u201c<strong><em>Perfil Social, Racial e  de G\u00eanero das 500 Maiores Empresas do Brasil<\/em><\/strong>\u201d vem buscando tra\u00e7ar o perfil dos  funcion\u00e1rios e dirigentes das maiores empresas que atuam no pa\u00eds, observando sua  participa\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis hier\u00e1rquicos de acordo com sexo, cor ou ra\u00e7a, faixa  et\u00e1ria, tempo de empresa e escolaridade, bem como a presen\u00e7a de pessoas com  defici\u00eancia. Este levantamento procura tamb\u00e9m verificar as pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es  afirmativas estabelecidas por estas empresas com o objetivo de valorizar a  diversidade e a equidade entre o p\u00fablico interno. Busca ainda conhecer a  percep\u00e7\u00e3o do principal gestor de cada organiza\u00e7\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o das mulheres,  dos negros, das pessoas com defici\u00eancia, com mais de 45 anos e dos jovens  aprendizes.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, na edi\u00e7\u00e3o 2010, a aprendizagem mereceu estudo mais aprofundado,  contendo informa\u00e7\u00f5es sobre perfil, ra\u00e7a, g\u00eanero, escolaridade e desafios das  empresas no cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados obtidos refor\u00e7am a id\u00e9ia de  que \u00e9 necess\u00e1rio promover mais a\u00e7\u00f5es para a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade e  promo\u00e7\u00e3o da equidade no mercado de trabalho. Em que pesem os avan\u00e7os verificados  ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2001, os resultados demonstram que  ainda permanece um alto grau de desigualdade nas grandes empresas. O  estabelecimento de pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es com metas objetivas e prazos determinados \u00e9  um caminho poss\u00edvel e efetivo para reduzir estas desigualdades. E, como s\u00e3o  metas e prazos das 500 maiores empresas do pa\u00eds, os padr\u00f5es adotados poder\u00e3o ter  forte poder indutor em todo o meio empresarial brasileiro, com for\u00e7a para  transformar n\u00e3o s\u00f3 o mercado de trabalho como tamb\u00e9m a pr\u00f3pria sociedade.<\/p>\n<p>As  informa\u00e7\u00f5es referem-se a 105 das 500 maiores empresas e d\u00e3o conta da situa\u00e7\u00e3o de  623.960 pessoas que trabalham nos quatro n\u00edveis hier\u00e1rquicos considerados:  quadro funcional, supervis\u00e3o, ger\u00eancia e quadro executivo. Quanto ao setor de  atividade, 47,6% dos question\u00e1rios respondidos vieram da ind\u00fastria; 26,6% do  setor de servi\u00e7os; 17,2% do com\u00e9rcio; e 8,6% de alimentos e produtos  agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Resultados gerais \u2013 Muito lentamente, cresce a participa\u00e7\u00e3o de mulheres e  negros nos quadros de funcion\u00e1rios das empresas mais importantes do pa\u00eds.  Comparada com 2007, a participa\u00e7\u00e3o feminina cresceu 2,2 pontos no topo da  pir\u00e2mide, indo de 11,5% para 13,7%. Em rela\u00e7\u00e3o a 2001, o avan\u00e7o foi de 7,7  pontos. No entanto, ela decresceu na base e nos n\u00edveis intermedi\u00e1rios, em m\u00e9dia  2 pontos.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie hist\u00f3rica tamb\u00e9m mostra uma evolu\u00e7\u00e3o positiva dos negros \u2013 pretos  e pardos de acordo com a nomenclatura do IBGE adotada por este estudo. A  evolu\u00e7\u00e3o, contudo, tem sido mais lenta que a observada entre as mulheres. Nos  quadros funcionais e de chefias internedi\u00e1rias, os negros ocupam,  respectivamente, 31,1% e 25,6% dos cargos. Na ger\u00eancia, s\u00e3o 13,2% e na  diretoria, 5,3%. A situa\u00e7\u00e3o da mulher negra \u00e9 pior: ela fica com 9,3% dos cargos  da base e de 0,5% do topo. Em n\u00fameros absolutos, significa que, no universo que  as empresas informaram, de 119 diretoras e 1 162 diretores, negros e n\u00e3o negros,  apenas 6 s\u00e3o mulheres negras. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas com defici\u00eancia, a  participa\u00e7\u00e3o no quadro funcional das empresas n\u00e3o \u00e9 superior a 1,5%, quando o  Censo de 2000, do IBGE calcula que 14,5% da popula\u00e7\u00e3o brasileiras s\u00e3o  constitu\u00eddos por pessoas com defici\u00eancia. Em n\u00fameros absolutos, temos que dos  612.462 funcion\u00e1rios representados pelo conjunto de empresas que responderam a  pesquisa, apenas 9080 s\u00e3o pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>De um modo geral, as  empresas ainda n\u00e3o est\u00e3o cumprindo a porcentagem prevista na lei 8213\/ 91 \u2013 de  destinar at\u00e9 5% dos cargos para pessoas com defici\u00eancia. A sub-representa\u00e7\u00e3o  ocorre, a exemplo das outras categorias, conforme se ascende na  hierarquia.<\/p>\n<p>Com os aprendizes, \u00e9 expressiva a parcela de empresas que afirma  contrat\u00e1-los para seus quadros: 93% da mostra do atual estudo. No entanto, 43%  de empresas possuem um n\u00famero de aprendizes menor do que o m\u00ednimo exigido pela  lei 10 097, de 2000. 54% est\u00e3o na faixa m\u00ednima exigida pela lei, que \u00e9 de  5%.<\/p>\n<p>O \u201cPerfil Social, Racial e de G\u00eanero\u201d mostra que a diversidade da gente  brasileira, considerada uma das maiores vantagens competitivas do pa\u00eds, ainda  n\u00e3o \u00e9 considerada como fator estrat\u00e9gico pelas empresas. No entanto, seja por  press\u00e3o da sociedade, seja por regula\u00e7\u00e3o, amplia-se a consci\u00eancia nas  organiza\u00e7\u00f5es de que a promo\u00e7\u00e3o da igualdade de oportunidades entre os  funcion\u00e1rios, independente de sexo, ra\u00e7a ou cor, idade e origem social \u00e9 fator  positivo de competitividade.<\/p>\n<p>O Brasil, que caminha para ser a quinta economia  do mundo, n\u00e3o pode permanecer como uma das mais desiguais. Os direitos humanos  precisam adquirir o mesmo status de prioridade da economia. A promo\u00e7\u00e3o da  diversidade e da equidade nas empresas \u00e9 um passo importante e decisivo para  isso.<\/p>\n<p>A pesquisa \u201cPerfil Social, Racial e de G\u00eanero das 500 Maiores Empresas do  Brasil e suas A\u00e7\u00f5es Afirmativas\u201d \u00e9 realizada, desde 2001, pelo Instituto Ethos e  pelo Ibope Intelig\u00eancia, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas de S\u00e3o Paulo  (FGV-SP), o Fundo de Desenvolvimento das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Mulher (Unifem), o  Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do  Trabalho (OIT). Este ano, teve o patroc\u00ednio do Instituto Unibanco e da Phillips  do Brasil e apoio institucional da Inter American Foundation(IAF) e da ong  Atletas pela Cidadania.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo pioneiro e, at\u00e9 o momento, \u00fanico no pa\u00eds, o \u201cPerfil Social, Racial e de G\u00eanero das 500 Maiores Empresas do Brasil\u201d vem buscando tra\u00e7ar o perfil dos funcion\u00e1rios e dirigentes das maiores empresas que atuam no pa\u00eds, observando sua participa\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis hier\u00e1rquicos de acordo com sexo, cor ou ra\u00e7a, faixa et\u00e1ria, tempo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-32367","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-brasil","7":"entry","8":"gs-1","9":"gs-odd","10":"gs-even","11":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32367","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32367"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32367\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}