{"id":32310,"date":"2010-11-09T14:30:50","date_gmt":"2010-11-09T18:30:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=32310"},"modified":"2010-11-09T14:30:50","modified_gmt":"2010-11-09T18:30:50","slug":"empresarios-querem-politicas-publicas-para-baixo-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/empresarios-querem-politicas-publicas-para-baixo-carbono\/32310","title":{"rendered":"Empres\u00e1rios querem pol\u00edticas p\u00fablicas para baixo carbono"},"content":{"rendered":"<p>L\u00edderes empresariais reunidos em evento  internacional da FGV em S\u00e3o Paulo assinam documento com sugest\u00f5es de medidas  urgentes nos setores de Energia, Transportes e Agropecu\u00e1ria.\u00a0O setor empresarial quer que o governo assuma um papel estrat\u00e9gico rumo a  uma economia com<strong><em> menor intensidade de carbono<\/em><\/strong> sob o risco de o Brasil perder  <strong><em>competitividade internacional <\/em><\/strong>e oportunidades no mercado global. Esta \u00e9 a  principal mensagem que os empres\u00e1rios querem enviar \u00e0 presidente eleita, Dilma  Rousseff. Reunidos em S\u00e3o Paulo nesta ter\u00e7a-feira (9.11) no semin\u00e1rio \u201cCaminhos  empresariais para uma economia de baixo carbono no Brasil\u201d, promovido pela  plataforma Empresas pelo Clima (EPC), do Centro de Estudos em Sustentabilidade  da FGV, l\u00edderes de algumas das principais empresas brasileiras assinaram o  documento Propostas empresariais de pol\u00edticas p\u00fablicas para uma economia de  baixo carbono no Brasil. O texto aponta gargalos e sugere a\u00e7\u00f5es para reduzir as  emiss\u00f5es de gases de efeito estufa no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 resultado de um ano de estudos em alguns setores chave da  economia do pa\u00eds, mostrando a inter-rela\u00e7\u00e3o entre eles \u2014 outros setores ser\u00e3o  contemplados em 2011 \u2014, e aponta caminhos para uma economia de baixo carbono e  voltada ao desenvolvimento sustent\u00e1vel. Por meio de uma agenda positiva, foca em  an\u00e1lises e propostas de instrumentos econ\u00f4micos fundamentais para viabiliza\u00e7\u00e3o  das condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que a economia brasileira se torne competitiva  neste novo cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>O documento salienta a necessidade de medidas urgentes para reduzir emiss\u00f5es  de gases de efeito estufa (GEE) associadas \u00e0 queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis e ao  desmatamento causado pelo avan\u00e7o da fronteira agropecu\u00e1ria. O Brasil, por sua  import\u00e2ncia econ\u00f4mica, sua lideran\u00e7a na gera\u00e7\u00e3o de energia proveniente de fontes  renov\u00e1veis e de sua imensa biodiversidade, pode \u2014 e deve \u2014 ter um papel  protagonista na constru\u00e7\u00e3o de um modelo econ\u00f4mico capaz de conciliar crescimento  do PIB e sustentabilidade, por meio da redu\u00e7\u00e3o de sua intensidade carb\u00f4nica.<\/p>\n<p>Esse esfor\u00e7o visa contribuir para o fortalecimento da competitividade da  ind\u00fastria nacional em um novo contexto global: a garantia do acesso aos mercados  internacionais para nossos produtos \u2014 cada vez mais exigentes em padr\u00f5es  socioambientais; a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente interno prop\u00edcio ao desenvolvimento  tecnol\u00f3gico, \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas empresariais com menor potencial  emissor de GEE; e a promo\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a energ\u00e9tica brasileira.<\/p>\n<p>Os estudos que subsidiaram as recomenda\u00e7\u00f5es feitas pelo EPC est\u00e3o focados no  diagn\u00f3stico e na an\u00e1lise dos desafios clim\u00e1ticos no contexto nacional, a fim de  oferecer ferramentas para a implementa\u00e7\u00e3o do Plano Nacional sobre Mudan\u00e7a do  Clima, da Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima e dos chamados Planos  Setoriais. Nesse documento s\u00e3o apresentadas propostas para os setores de  Energia, Transporte e Agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Propostas sugeridas<\/p>\n<p>As propostas sugeridas pela Plataforma Empresas pelo Clima (EPC)  representando uma parcela importante do setor empresarial brasileiro est\u00e3o  divididas em dois grupos: 1) Pol\u00edticas de incentivo \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o ou uso de  forma mais eficiente dos recursos naturais e energ\u00e9ticos, incluindo uso racional  do solo e incremento na produtividade do setor agropecu\u00e1rio ; e 2) Pol\u00edticas de  incentivo ao uso de fontes renov\u00e1veis de energia no transporte e na gera\u00e7\u00e3o de  energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>No primeiro grupo, a EPC sugere a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas integradas de  incentivo e prioriza\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia no uso de recursos naturais e energ\u00e9ticos  na agenda nacional, atrav\u00e9s da busca pela inser\u00e7\u00e3o nos mercados externos; o  aumento da efici\u00eancia no consumo de recursos naturais e energ\u00e9ticos no setor da  constru\u00e7\u00e3o civil, por meio de linhas de financiamento diferenciadas; a promo\u00e7\u00e3o  da efici\u00eancia na transmiss\u00e3o, na distribui\u00e7\u00e3o e no consumo de energia mediante  incentivos \u00e0 pesquisa e desenvolvimento de novos modelos de transmiss\u00e3o e  distribui\u00e7\u00e3o de energia; e a cria\u00e7\u00e3o de linhas de financiamento com taxas  diferenciadas e direcionadas \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica, entre outras.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas de incentivo ao uso mais eficiente da  energia no setor de transportes, atrav\u00e9s da instala\u00e7\u00e3o de infraestrutura para  modais de maior efici\u00eancia; est\u00edmulo ao transporte ferrovi\u00e1rio e aquavi\u00e1rio;  estabelecimento de regras sobre acesso e compartilhamento das linhas;  investimento em pesquisa e desenvolvimento; cria\u00e7\u00e3o de elementos espec\u00edficos  para o envolvimento e mobiliza\u00e7\u00e3o do setor do agroneg\u00f3cio nas discuss\u00f5es sobre  mudan\u00e7as clim\u00e1ticas; e incentivo ao uso mais eficiente dos recursos naturais e  energ\u00e9ticos na ind\u00fastria, com\u00e9rcio e resid\u00eancias, entre outras.<\/p>\n<p>No segundo grupo, a promo\u00e7\u00e3o do uso de fontes renov\u00e1veis de energia para o  setor de transportes (biocombust\u00edveis) e de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica  apresenta benef\u00edcios inter-setoriais e, desse modo, exige uma a\u00e7\u00e3o articulada  entre os tomadores de decis\u00e3o envolvidos em sua concep\u00e7\u00e3o. S\u00e3o indicados o  pagamento de tarifas diferenciadas ou incentivadas para tecnologias em matura\u00e7\u00e3o  (tarifas feed-in) e a garantia de compra em contratos de longo prazo, bem como o  incentivo \u00e0 P&amp;D de tecnologias inovadoras;a manuten\u00e7\u00e3o de leil\u00f5es  espec\u00edficos para gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel; a cria\u00e7\u00e3o de linhas de  financiamento direcionados ao setor de energia renov\u00e1vel; o desenvolvimento de  novos empreendimentos de gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel; e o incentivo \u00e0s  opera\u00e7\u00f5es do mercado financeiro e de capitais voltados ao desenvolvimento de  novas tecnologias em energias renov\u00e1veis, entre outras.<\/p>\n<p>O EPC tamb\u00e9m prop\u00f5e a promo\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica agr\u00edcola integrada que  incentive o plantio e aumento da produtividade de g\u00eaneros agr\u00edcolas que servem  de insumo para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis; incentivos fiscais e garantia de  compra para a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de biodiesel; al\u00e9m da capacita\u00e7\u00e3o do  produtor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edderes empresariais reunidos em evento internacional da FGV em S\u00e3o Paulo assinam documento com sugest\u00f5es de medidas urgentes nos setores de Energia, Transportes e Agropecu\u00e1ria.\u00a0O setor empresarial quer que o governo assuma um papel estrat\u00e9gico rumo a uma economia com menor intensidade de carbono sob o risco de o Brasil perder competitividade internacional e oportunidades [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-32310","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-brasil","7":"category-economia","8":"entry","9":"gs-1","10":"gs-odd","11":"gs-even","12":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32310\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}