{"id":32274,"date":"2010-11-05T15:22:29","date_gmt":"2010-11-05T19:22:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=32274"},"modified":"2010-11-05T15:22:29","modified_gmt":"2010-11-05T19:22:29","slug":"aumenta-a-remuneracao-de-executivos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/aumenta-a-remuneracao-de-executivos-brasileiros\/32274","title":{"rendered":"Aumenta a remunera\u00e7\u00e3o de executivos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto a <strong><em>remunera\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong> no mercado norte-americano cresceu 10% nos \u00faltimos  quatro anos, os sal\u00e1rios dos altos <strong><em>executivos <\/em><\/strong>no Brasil tiveram um aumento de  quase 20%. Embora este porcentual n\u00e3o cause surpresa, uma vez que a remunera\u00e7\u00e3o  dos executivos brasileiros acompanhou de perto a infla\u00e7\u00e3o acumulada no mesmo  per\u00edodo, quando esta mesma an\u00e1lise \u00e9 feita considerando a remunera\u00e7\u00e3o em  d\u00f3lares, a evolu\u00e7\u00e3o do mercado local atingiu quase 50%, fruto da varia\u00e7\u00e3o  cambial positiva do Real frente \u00e0 moeda americana. Tal valoriza\u00e7\u00e3o do pacote de  remunera\u00e7\u00e3o dos executivos brasileiros tem gerado frequentes discuss\u00f5es entre as  \u00e1reas de recursos humanos das subsidi\u00e1rias de empresas multinacionais e seus  pares nas casas matrizes. Como efeito pr\u00e1tico, observa-se uma diminui\u00e7\u00e3o no  processo de expatria\u00e7\u00e3o de profissionais brasileiros para outros pa\u00edses, j\u00e1 que  o potencial de ganho aqui dificilmente \u00e9 superado.<\/p>\n<p>A forte demanda por  profissionais qualificados e as boas perspectivas da economia brasileira para os  pr\u00f3ximos anos certamente contribuir\u00e3o para que esse cen\u00e1rio permane\u00e7a  inalterado, conforme aponta a 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Strategic Compensation Survey,  Pesquisa de Remunera\u00e7\u00e3o Total conduzida anualmente pela Towers Watson.<\/p>\n<p>Com  data-base de maio de 2010, o estudo envolveu 314 empresas, abrangendo cerca de  330 mil profissionais, distribu\u00eddos em 500 posi\u00e7\u00f5es, do CEO ao menor cargo  administrativo. O trabalho trouxe informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre pr\u00e1ticas,  tend\u00eancias e pol\u00edticas em companhias brasileiras e estrangeiras, de diferentes  segmentos, como energia el\u00e9trica; servi\u00e7o de petr\u00f3leo e g\u00e1s; equipamentos  hospitalares; farmac\u00eautico; bens de consumo; explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e  g\u00e1s; montadoras; qu\u00edmico; agroqu\u00edmico; autope\u00e7as; servi\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o de  petr\u00f3leo e g\u00e1s; servi\u00e7o de transporte mar\u00edtimo; minera\u00e7\u00e3o, siderurgia e  metalurgia; equipamentos el\u00e9tricos e eletr\u00f4nicos; derivados de petr\u00f3leo; entre  outros. Juntas, elas empregam 830 mil funcion\u00e1rios e possuem um faturamento  total superior a US$ 330 bilh\u00f5es. A maioria delas tem sede em S\u00e3o Paulo (52%) e  no Rio de Janeiro (32%), sendo que em 38% dos casos, o capital tem origem  europeia.<\/p>\n<p>Principais t\u00f3picos abordados:<\/p>\n<p>Aumentos concedidos x infla\u00e7\u00e3o<br \/>\nCom o mercado cada vez mais acirrado, a  demanda por m\u00e3o de obra continua forte no Pa\u00eds. De modo geral, em 2010 os  reajustes salariais novamente superaram a infla\u00e7\u00e3o. Os acordos coletivos  propiciaram ganhos reais entre 1% a 2,5%, sendo que em alguns setores  espec\u00edficos, os sindicatos obtiveram reajustes acima de 3% da infla\u00e7\u00e3o. A  situa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser a mesma nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Evolu\u00e7\u00e3o por n\u00edvel hier\u00e1rquico<br \/>\nEntre junho de 2009 e maio de 2010, a  m\u00e9dia de reajustes salariais ficou acima da infla\u00e7\u00e3o: 6,2% contra um INPC de  5,8%. Por\u00e9m, \u00e9 preciso lembrar que muitos mudaram de posi\u00e7\u00e3o e, portanto,  receberam mais.<\/p>\n<p>Reajustes salariais entre indiv\u00edduos<br \/>\nOs aumentos individuais foram  elevados, mantendo um forte processo de movimenta\u00e7\u00f5es horizontais e verticais  (promo\u00e7\u00f5es). Tanto no n\u00edvel profissional quanto no n\u00edvel executivo, o aumento  m\u00e9dio foi de 8,2% entre os n\u00e3o promovidos e de 24% entre os promovidos.<\/p>\n<p>Remunera\u00e7\u00e3o Vari\u00e1vel<br \/>\nEm 2010, as empresas distribu\u00edram para seus  executivos R$ 1,15 bilh\u00e3o, considerando-se apenas as posi\u00e7\u00f5es reportadas na  pesquisa. Se todas as companhias e executivos tivessem alcan\u00e7ado plenamente  todas as metas (target), o montante a ser distribu\u00eddo seria de aproximadamente  R$ 1,2 bilh\u00e3o. Portanto, pode-se concluir que o b\u00f4nus foi pago a 97% do target.  Em 2009, esse porcentual foi de 96,2%. Os executivos que n\u00e3o receberam nenhum  valor a t\u00edtulo de b\u00f4nus ou PLR somam apenas 4,5%.<\/p>\n<p>O setor automotivo pagou  66% do b\u00f4nus target, enquanto que no de petr\u00f3leo esse \u00edndice foi de 97%. Por  outro lado, segmentos como o de bens de consumo pagou mais que o esperado, em  torno de 135%. Em m\u00faltiplos de sal\u00e1rio mensal, um CEO recebeu, em m\u00e9dia, 15,5,  enquanto sua meta era de 17,2. J\u00e1 nos demais cargos, a diferen\u00e7a entre o  recebido e a meta foi bem menor.<\/p>\n<p>Incentivos de Longo Prazo (ILP)<br \/>\nH\u00e1 um aumento gradativo no n\u00famero de  organiza\u00e7\u00f5es com programas de Incentivos de Longo Prazo. Hoje elas representam  42,4%: entre as estrangeiras este porcentual atinge quase 50% e entre as  brasileiras 26%. Embora apenas 1 em cada 4 empresas brasileiras possua um  programa de ILP, \u00e9 observado um crescimento r\u00e1pido deste tipo de remunera\u00e7\u00f5es  entre as organiza\u00e7\u00f5es nacionais, sobretudo nas companhias negociadas na bolsa de  valores. Houve um acr\u00e9scimo na propor\u00e7\u00e3o de programas de Restricted Stock e  Performance Shares, de 51 para 81, em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado.<\/p>\n<p>Benef\u00edcios<br \/>\nNos \u00faltimos 12 meses, nenhuma empresa cancelou benef\u00edcios  significativos nem reduziu o n\u00edvel oferecido. De modo geral, h\u00e1 uma manuten\u00e7\u00e3o  dos esquemas de compartilhamento dos custos entre empresa e colaborador. Os  benef\u00edcios mais praticados s\u00e3o respectivamente: assist\u00eancia m\u00e9dica, seguro de  vida, assist\u00eancia odontol\u00f3gica, previd\u00eancia privada e autom\u00f3vel designado. Para  conten\u00e7\u00e3o dos custos, continua sendo utilizada a negocia\u00e7\u00e3o de contratos com  fornecedores.<\/p>\n<p>Perspectivas para 2011<br \/>\nQuanto \u00e0s expectativas para a pr\u00f3xima negocia\u00e7\u00e3o  salarial, apenas 3% dos entrevistados acreditam que haver\u00e1 reposi\u00e7\u00e3o parcial da  infla\u00e7\u00e3o. Os demais esperam um reajuste pleno ou acima da infla\u00e7\u00e3o \u2014 entre 1,1%  e 2%, para a maioria.<br \/>\nConsiderando acordo coletivo, m\u00e9rito e enquadramento,  a previs\u00e3o de crescimento m\u00e9dio da folha de pagamento \u00e9 da ordem de 8,1% para  todos os n\u00edveis profissionais.<\/p>\n<p>Sobre a Towers Watson<br \/>\nA Towers Watson \u00e9 uma empresa global l\u00edder em  servi\u00e7os profissionais que auxilia as organiza\u00e7\u00f5es a melhorar seu desempenho  atrav\u00e9s do gerenciamento efetivo de pessoas, finan\u00e7as e riscos. Com 14 mil  colaboradores, oferece solu\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de benef\u00edcios para empregados,  talentos e recompensas, gerenciamento de risco e capital.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto a remunera\u00e7\u00e3o no mercado norte-americano cresceu 10% nos \u00faltimos quatro anos, os sal\u00e1rios dos altos executivos no Brasil tiveram um aumento de quase 20%. 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