{"id":32156,"date":"2010-10-27T11:44:00","date_gmt":"2010-10-27T15:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=32156"},"modified":"2010-10-27T11:44:00","modified_gmt":"2010-10-27T15:44:00","slug":"forum-debate-estudos-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/forum-debate-estudos-do-mar\/32156","title":{"rendered":"F\u00f3rum debate estudos do mar"},"content":{"rendered":"<div>\n<h3><span style=\"font-weight: normal; font-size: 13px;\">\u201cApesar do grande potencial da costa brasileira, a  pesquisa em biologia marinha e ecologia ambiental carece muito de estudos\u201d,  disse Maria Jos\u00e9 Soares Mendes Giannini, pr\u00f3-reitora de Pesquisa da Universidade  Estadual Paulista (Unesp) e conselheira da FAPESP. <\/span><span style=\"font-weight: normal; font-size: 13px;\">A declara\u00e7\u00e3o foi feita durante o 2\u00ba <\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><em>F\u00f3rum Internacional de Ci\u00eancia Oce\u00e2nica <\/em><\/span><span style=\"font-weight: normal; font-size: 13px;\">\u2013  Coopera\u00e7\u00e3o Internacional entre Institui\u00e7\u00f5es Francesas, realizado nos dias 25 e  26 na Reitoria da Unesp, na capital paulista.<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<p>O evento reuniu pesquisadores brasileiros e franceses para discutir a  implanta\u00e7\u00e3o do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados do Mar \u2013 Um olhar para o  pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>Os participantes apresentaram resultados de pesquisas e discutiram temas  relacionados \u00e0 biologia marinha, bioprospec\u00e7\u00e3o de algas e gen\u00f4mica marinha,  entre outros aspectos ligados \u00e0s ci\u00eancias do mar.<\/p>\n<p>\u201cV\u00ednhamos discutindo a cria\u00e7\u00e3o de um instituto do mar em workshops  anteriores, com o objetivo de levantar \u00e1reas de compet\u00eancia da Unesp. Com o  an\u00fancio da descoberta de petr\u00f3leo no pr\u00e9-sal, o instituto se tornou ainda mais  importante\u201d, disse Maria Giannini \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>O instituto ter\u00e1 uma \u00e1rea de 5 mil m\u00b2 em S\u00e3o Vicente (SP) e reunir\u00e1 mais de  cem especialistas dos diversos campi da Unesp nas \u00e1reas de geologia,  aquicultura, meio ambiente e ecologia,\u00a0recursos naturais e pesca. Al\u00e9m dessas,  ser\u00e3o inclu\u00eddas duas novas \u00e1reas: uma ligada ao direito e legisla\u00e7\u00e3o marinha e  outra \u00e0 gest\u00e3o portu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para o projeto do instituto, o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, por meio  de parceria com a Unesp, repassar\u00e1 recursos da ordem de R$ 25 milh\u00f5es,  destinados \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos para pesquisas. A Unesp dever\u00e1 entrar com  outros R$ 10 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O pr\u00e9dio central ter\u00e1 cinco andares e duas estruturas que servir\u00e3o para as  \u00e1reas de geologia e aquicultura. \u201cA ideia \u00e9 que at\u00e9 o fim do segundo semestre de  2011 essas duas partes estejam conclu\u00eddas para poder receber os equipamentos\u201d,  disse a pr\u00f3-reitora.<\/p>\n<p>Os estudos em gen\u00f4mica ser\u00e3o beneficiados com a aquisi\u00e7\u00e3o de uma plataforma  de an\u00e1lise gen\u00e9tica de alta capacidade, que processa automaticamente informa\u00e7\u00f5es  contidas nos genes. Tamb\u00e9m ser\u00e1 adquirido um microsc\u00f3pio de for\u00e7a at\u00f4mica, capaz  de distinguir \u00e1tomos de diferentes elementos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>A Unesp anunciou tamb\u00e9m para 2011 a cria\u00e7\u00e3o do curso de MBA em gest\u00e3o  portu\u00e1ria, a partir de um acordo com o programa Erasmus Mundus. \u201cA ideia \u00e9 criar  um curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o <em>stricto sensu<\/em> em ci\u00eancias do mar\u201d, disse Wagner  Vilegas, do Instituto de Qu\u00edmica da Unesp de Araraquara, que coordenou a  apresenta\u00e7\u00e3o dos trabalhos no f\u00f3rum.<\/p>\n<p>\u201cO primeiro f\u00f3rum foi com pesquisadores alem\u00e3es. Discutimos com eles  principalmente a parte de geologia, recursos de g\u00e1s, \u00f3leo e petr\u00f3leo.  Receberemos em novembro uma comitiva da Holanda para lan\u00e7ar oficialmente o curso  em gest\u00e3o portu\u00e1ria. Eles t\u00eam uma tradi\u00e7\u00e3o forte nessa \u00e1rea\u201d, disse. Outros  encontros est\u00e3o previstos.<\/p>\n<p>Troca de experi\u00eancias<\/p>\n<p>Bernard Kloareg, diretor de pesquisa em biologia marinha do Centro Nacional  de Pesquisa Cient\u00edfica (CNRS) da Fran\u00e7a, apresentou um panorama da  infraestrutura para pesquisa em biologia marinha no pa\u00eds e na Europa e falou  sobre o potencial brasileiro na \u00e1rea.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem um potencial muito grande em biologia marinha a ser explorado e  conta com pesquisadores de alto n\u00edvel, mas ser\u00e1 preciso criar instrumentos para  conectar essas pesquisas com as de outras regi\u00f5es, como a Europa, que desenvolve  pesquisas consistentes nessa \u00e1rea h\u00e1 quase\u00a0dois s\u00e9culos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Kloareg ressaltou que alguns pontos do projeto do Instituto de Estudos  Avan\u00e7ados do Mar precisavam ser melhor discutidos, como diferenciar melhor as  \u00e1reas de\u00a0biologia marinha e\u00a0oceonografia. \u201cApesar de o projeto ser  interdisciplinar,\u00a0s\u00e3o\u00a0\u00e1reas com atua\u00e7\u00f5es diferentes\u201d, disse ao reconhecer que o  projeto ainda est\u00e1 em fase de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso reconhecer que ainda n\u00e3o se sabe qual o impacto que uma explora\u00e7\u00e3o  a mais de seis mil metros de profundidade pode provocar no ecossistema. Por isso  a necessidade de conflu\u00eancia entre os v\u00e1rios\u00a0estudos&#8221;, ressaltou Karine Olu,  do\u00a0Instituto\u00a0Franc\u00eas de Pesquisa para Explora\u00e7\u00e3o do Mar (Ifremer).<\/p>\n<p>Segundo Vilegas, as observa\u00e7\u00f5es feitas pelos franceses foram importantes,  sobretudo, porque o projeto est\u00e1 em fase de formata\u00e7\u00e3o. \u201cEles t\u00eam uma  infraestrutura muito boa e s\u00e3o refer\u00eancia mundial em biologia marinha. A  experi\u00eancia deles \u00e9 muito importante para a Unesp na formata\u00e7\u00e3o do instituto\u201d,  disse.<\/p>\n<p>No segundo dia do encontro, a comitiva realizou uma visita \u00e0s futuras  instala\u00e7\u00f5es do instituto, em S\u00e3o Vicente.<\/p>\n<div>\n<h3><span style=\"font-weight: normal;\">Por Alex Sander Alc\u00e2ntara<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cApesar do grande potencial da costa brasileira, a pesquisa em biologia marinha e ecologia ambiental carece muito de estudos\u201d, disse Maria Jos\u00e9 Soares Mendes Giannini, pr\u00f3-reitora de Pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e conselheira da FAPESP. 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