{"id":31765,"date":"2010-10-01T14:21:55","date_gmt":"2010-10-01T18:21:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=31765"},"modified":"2010-10-01T14:21:55","modified_gmt":"2010-10-01T18:21:55","slug":"greve-nao-e-motivo-para-demissao-por-justa-causa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/greve-nao-e-motivo-para-demissao-por-justa-causa\/31765","title":{"rendered":"Greve n\u00e3o \u00e9 motivo para demiss\u00e3o por justa causa"},"content":{"rendered":"<p>Com o entendimento de que <strong><em>greve<\/em><\/strong> \u00e9 um direito constitucional do trabalhador, a  Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho restabeleceu a senten\u00e7a que  condenou o frigor\u00edfico mato-grossense Bertin S. A., ao pagamento das verbas  rescis\u00f3rias devidas a um empregado grevista que foi dispensado indevidamente por  justa causa.<\/p>\n<p>No caso, o empregado, juntamente com cerca de 200 trabalhadores, continuou em  greve, mesmo ap\u00f3s o sindicato de sua categoria ter firmado acordo com a empresa  para o encerramento do movimento, diante do compromisso patronal de dar  continuidade \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o funcional e estudar melhoria da conven\u00e7\u00e3o  coletiva.<\/p>\n<p>Ao decidir sobre recurso da empresa contra senten\u00e7a desfavor\u00e1vel do primeiro  grau, o Tribunal Regional da 24\u00aa Regi\u00e3o (MT) considerou que o empregado agiu de  forma insubordinada. O TRT reformou a senten\u00e7a, deu raz\u00e3o \u00e0 empresa e declarou a  justa causa na rescis\u00e3o contratual.<\/p>\n<p>De acordo com a relatora do recurso do empregado no TST e presidente da  Oitava Turma, ministra Maria Cristina Peduzzi, a decis\u00e3o regional violou o  artigo 9\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o e o artigo 1\u00ba da Lei n\u00ba 7.783\/89, que tratam do  direito de greve. Ainda segundo a relatora, o \u201cato de insubordina\u00e7\u00e3o\u201d, previsto  no artigo 482, \u201ch\u201d, da CLT pressup\u00f5e que o empregado tenha descumprido ordem  direta do empregador, o que n\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o na hip\u00f3tese do caso.<\/p>\n<p>Ressaltando que o direito de greve \u00e9 assegurado constitucionalmente e  legalmente ao trabalhador, a quem compete \u201cdecidir sobre a oportunidade de  exerc\u00ea-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender\u201d, a relatora  acrescentou que, h\u00e1 muito, o Supremo Tribunal Federal instituiu a S\u00famula n\u00ba 316,  dispondo que \u201ca simples ades\u00e3o \u00e0 greve n\u00e3o constitui falta grave\u201d.<\/p>\n<p>Ainda que houvesse o alegado desrespeito a formalidades previstas na Lei  7.783\/89, o empregado n\u00e3o poderia ter sido dispensado por falta grave,  \u201cinclusive por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal nesse sentido\u201d, concluiu a relatora.  Assim, a demiss\u00e3o por justa causa foi revertida em rescis\u00e3o imotivada e a  empresa foi condenada a pagar a devida rescis\u00e3o ao empregado. O voto foi  aprovado por unanimidade na Oitava Turma. (RR-124500-08.5.24.0086)<\/p>\n<p>(M\u00e1rio Correia)<\/p>\n<p>Esta mat\u00e9ria tem car\u00e1ter informativo, sem cunho oficial.<br \/>\nPermitida a  reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte<br \/>\nAssessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/>\nTribunal Superior do Trabalho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o entendimento de que greve \u00e9 um direito constitucional do trabalhador, a Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho restabeleceu a senten\u00e7a que condenou o frigor\u00edfico mato-grossense Bertin S. A., ao pagamento das verbas rescis\u00f3rias devidas a um empregado grevista que foi dispensado indevidamente por justa causa. 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