{"id":31356,"date":"2010-09-10T15:33:11","date_gmt":"2010-09-10T19:33:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=31356"},"modified":"2010-09-10T15:33:11","modified_gmt":"2010-09-10T19:33:11","slug":"tecnologias-atuais-nao-podem-evitar-o-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/tecnologias-atuais-nao-podem-evitar-o-aquecimento-global\/31356","title":{"rendered":"Tecnologias atuais n\u00e3o podem evitar o aquecimento global"},"content":{"rendered":"<p>As tecnologias atuais de gera\u00e7\u00e3o de energia n\u00e3o s\u00e3o  suficientes para reduzir as emiss\u00f5es de carbono aos n\u00edveis considerados  necess\u00e1rios para evitar os riscos ao planeta promovidos pelo <strong><em>aquecimento  global<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 de um artigo publicado por cientistas dos Estados Unidos e do  Canad\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o desta sexta-feira (10\/9) da revista <em>Science<\/em>. Estima-se  que, para evitar os riscos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, seria preciso evitar  que a temperatura m\u00e9dia do mundo chegasse a 2\u00ba C acima dos n\u00edveis anteriores \u00e0  Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<\/p>\n<p>Modelos clim\u00e1ticos atuais indicam que, para atingir esse objetivo, ser\u00e1  preciso limitar as concentra\u00e7\u00f5es de di\u00f3xido de carbono na atmosfera em menos de  450 partes por milh\u00e3o (ppm).<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que permanecer abaixo desse n\u00edvel implica diminuir  substancialmente as emiss\u00f5es de combust\u00edveis f\u00f3sseis, algo que os pa\u00edses  industrializados n\u00e3o est\u00e3o conseguindo fazer. O n\u00edvel atual \u00e9 de aproximadamente  385 pp. Antes da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, estava abaixo de 280 ppm.<\/p>\n<p>Steven Davis, da Institui\u00e7\u00e3o Carnegie, de Washington, e colegas avaliaram o  que ocorreria com o planeta se nenhum outro dispositivo emissor de CO2 fosse  fabricado.<\/p>\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica sem uma \u00fanica f\u00e1brica ou autom\u00f3vel novo, a  infraestrutura energ\u00e9tica atual do mundo emitiria cerca de 496 bilh\u00f5es de  toneladas de CO2 nos pr\u00f3ximos 50 anos. Isso seria suficiente para estabilizar os  n\u00edveis do g\u00e1s na atmosfera em 430 ppm e deixaria a temperatura m\u00e9dia em 1,3\u00ba C  acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais.<\/p>\n<p>Os riscos do aquecimento global teriam sido vencidos, mas, segundo os  cientistas, o cen\u00e1rio hipot\u00e9tico ilustra bem a situa\u00e7\u00e3o atual vivida pelo  planeta. Somente de ve\u00edculos automotivos, o mundo ganha a cada dia n\u00e3o um, mas  cerca de 170 mil novos \u2013 isso segundo dados da International Organization of  Motor Vehicle Manufacturers de 2009, que representaram, em meio \u00e0 crise  econ\u00f4mica mundial, queda de 13,5% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do ano anterior.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 agora, os esfor\u00e7os feitos para diminuir as emiss\u00f5es por meio de  regula\u00e7\u00f5es e de acordos internacionais n\u00e3o funcionaram. As emiss\u00f5es est\u00e3o  aumentando mais do que nunca e os programas para desenvolver fontes de energia  \u2018neutras em carbono\u2019 est\u00e3o, nos melhores casos, ainda muito incipientes\u201d, disse  Martin Hoffert, professor em\u00e9rito do Departamento de F\u00edsica da Universidade de  Nova York, em artigo comentando o estudo de Davis e colegas na mesma edi\u00e7\u00e3o da  <em>Science<\/em>.<\/p>\n<p>Mas a pior not\u00edcia \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o tende a se agravar ainda mais. Segundo os  pesquisadores, as fontes das emiss\u00f5es mais amea\u00e7adoras ao planeta ainda n\u00e3o  foram constru\u00eddas. Isso porque o mundo e suas economias simplesmente continuar\u00e3o  a crescer. Um exemplo \u00e9 o carv\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida que o pico na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e de g\u00e1s natural se aproxima, a  produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o aumenta, com novas usinas movidas a carv\u00e3o sendo constru\u00eddas  na China, \u00cdndia e nos Estados Unidos\u201d, disse Hoffert.<\/p>\n<p>\u201cInvestimentos maci\u00e7os ser\u00e3o cruciais para permitir que a pesquisa b\u00e1sica  encontre e desenvolva tecnologias poss\u00edveis de serem aplicadas comercialmente e  em massa. Mas a introdu\u00e7\u00e3o de tecnologias neutras em carbono tamb\u00e9m exige, no  m\u00ednimo, que sejam revertidos incentivos perversos, como os atualmente existentes  para subsidiar a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis e que se estima serem 12 vezes  maiores do que os aplicados para a energia renov\u00e1vel\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Os artigos <em>Future CO2 Emissions and Climate Change from Existing Energy  Infrastructure<\/em> (doi:10.1126\/science.1188566), de Steven Davis e outros, e  <em>Farewell to Fossil Fuels?<\/em> (doi: 10.1126\/science.1195449), de Martin  Hoffert, podem ser lidos por assinantes da <em>Science<\/em> em <strong><a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/\" target=\"_blank\">www.sciencemag.org<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As tecnologias atuais de gera\u00e7\u00e3o de energia n\u00e3o s\u00e3o suficientes para reduzir as emiss\u00f5es de carbono aos n\u00edveis considerados necess\u00e1rios para evitar os riscos ao planeta promovidos pelo aquecimento global. 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