{"id":31049,"date":"2010-08-25T11:48:39","date_gmt":"2010-08-25T15:48:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=31049"},"modified":"2010-08-25T11:48:39","modified_gmt":"2010-08-25T15:48:39","slug":"aumenta-a-competitividade-das-empresas-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/aumenta-a-competitividade-das-empresas-em-sp\/31049","title":{"rendered":"Aumenta a competitividade das empresas em SP"},"content":{"rendered":"<p>Em 12 anos de monitoramento dos \u00edndices de sobreviv\u00eancia e mortalidade das  empresas paulistas, a sexta atualiza\u00e7\u00e3o do estudo produzido pelo Sebrae-SP  aponta que a <strong><em>taxa de mortalidade das empresas<\/em><\/strong> paulistas no primeiro ano de  exist\u00eancia caiu de 35% para 27%, embora a taxa de mortalidade de empresas com um  ano no mercado permane\u00e7a est\u00e1vel com rela\u00e7\u00e3o ao levantamento anterior, realizado  em 2005. Para os tr\u00eas primeiros anos de exist\u00eancia, o estudo pioneiro de 1998  indicava que 56% das empresas n\u00e3o sobreviviam ao terceiro ano. Em 2010, esse  \u00edndice baixou para 46%. No indicador para os cinco primeiros anos de atividade  das empresas, \u2013 que come\u00e7ou a ser monitorado a partir de 2000 &#8211; a taxa de  mortalidade indicava que 71% das empresas fechavam suas portas antes de  completar os cinco anos. Em 2010, o \u00edndice caiu: 58% fecharam suas portas.<\/p>\n<p>Apesar da redu\u00e7\u00e3o, as taxas de mortalidade de empresas ainda s\u00e3o altas.  Na compara\u00e7\u00e3o dos estudos realizados ao longo dos anos, uma mudan\u00e7a na  caracter\u00edstica dos empres\u00e1rios com registro na Junta Comercial do Estado de S\u00e3o  Paulo (Jucesp) merece ser destacada: a melhora no perfil do gestor. Segundo o  levantamento, 83% dos que abriram empresa em 2007 possuem o ensino m\u00e9dio  completo ou mais, ante 70% em 2000. Outro dado importante \u00e9 que 78% abriram a  empresa vislumbrando uma oportunidade de neg\u00f3cio, sobre 60% em 2000.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m identificou que a m\u00e9dia de idade dos empreendedores ao  iniciarem um neg\u00f3cio era de 37 anos. O maior percentual \u2013 49% &#8211; estava entre os  25 e 39 anos, seguidos por 24% entre os 40 e 49 anos. Com 13% estavam os dois  grupos da ponta da tabela: at\u00e9 24 anos e 50 anos ou mais.<\/p>\n<p>Clientes &#8211; Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o, entre as empresas constitu\u00eddas  anualmente, \u00e9 que as empresas que s\u00e3o clientes do Sebrae-SP t\u00eam um desempenho  melhor: apenas 18% das empresas que se utilizaram dos servi\u00e7os e produtos do  Sebrae-SP fecharam no primeiro ano de exist\u00eancia, ante o n\u00famero geral do mercado  que \u00e9 27%. Levando-se em conta o per\u00edodo de cinco anos de exist\u00eancia, os  empreendimentos que contaram com o aux\u00edlio do Sebrae-SP apresentaram um n\u00edvel  maior de competitividade, com a sobreviv\u00eancia de 63% dos empreendimentos contra  42% do mercado.<\/p>\n<p>Para o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, \u00e0  melhora da competitividade empresarial soma-se uma s\u00e9rie de dispositivos  favor\u00e1veis \u00e0 abertura e \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o dos pequenos neg\u00f3cios, que come\u00e7a a  desburocratizar as rela\u00e7\u00f5es entre o empreendedor e o Estado. \u00c9 o caso da  regulamenta\u00e7\u00e3o municipal da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos continuar mobilizados, ampliando os esfor\u00e7os de capacita\u00e7\u00e3o  em gest\u00e3o empresarial. O que conseguimos at\u00e9 agora foi um avan\u00e7o, mas ainda est\u00e1  aqu\u00e9m das necessidades do Pa\u00eds e dos empreendedores. Os pequenos neg\u00f3cios  desempenham um papel fundamental na gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda. Nosso maior  desafio ser\u00e1 atender bem esses novos clientes e, ao mesmo tempo, despertar a  consci\u00eancia da sociedade de que temos de mudar a cultura, a forma\u00e7\u00e3o, a  educa\u00e7\u00e3o, as pol\u00edticas p\u00fablicas, a carga tribut\u00e1ria, o acesso \u00e0 tecnologia, ao  cr\u00e9dito e \u00e0 justi\u00e7a. A Lei<\/p>\n<p>Geral das MPEs \u00e9 um grande passo nessa caminhada\u201d, ressalta o  diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella.<\/p>\n<p>Pesquisa: Fechamento de empresas n\u00e3o pode ser atribu\u00eddo a uma \u00fanica causa<\/p>\n<p>Com base nos dados da Jucesp entre 1990 e 2008 foram abertas no estado de S\u00e3o  Paulo 2.603.233 empresas. Em m\u00e9dia, foram abertas 137.012 empresas a cada ano.  Nesses 18 anos, por outro lado, foram fechadas 1.650.953 empresas at\u00e9 o quinto  ano no mercado, o que representa uma m\u00e9dia anual de fechamento de 86.892  empresas de um a cinco anos.<\/p>\n<p>Cada novo estudo produzido pelo Sebrae-SP refor\u00e7a que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel  atribuir a um \u00fanico fator a causa da mortalidade das empresas. Em geral, o  encerramento das empresas \u00e9 causado por uma sucess\u00e3o de problemas ou falhas  levou ao encerramento da maioria das empresas. Seis foram os principais  conjuntos de fatores identificados: aus\u00eancia de comportamento empreendedor,  aus\u00eancia de um planejamento pr\u00e9vio adequado, defici\u00eancias no processo de gest\u00e3o  empresarial, insufici\u00eancia de pol\u00edticas publicas de apoio aos pequenos neg\u00f3cios,  dificuldades decorrentes da conjuntura econ\u00f4mica e impacto dos problemas  pessoais sobre o neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Planejamento &#8211; Ao longo dos anos, foi constatada uma melhora relativa nos  fatores que influenciam nas chances de sobreviv\u00eancias das empresas. Os  propriet\u00e1rios de empresas constitu\u00eddas em 2007 levaram, em m\u00e9dia, nove meses  planejando suas atividades, ante sete meses em 2000. Da mesma forma, tamb\u00e9m  houve uma melhora na gest\u00e3o b\u00e1sica das empresas: em 2000, 72% dos empres\u00e1rios  monitoravam constantemente a evolu\u00e7\u00e3o das receitas e despesas (fluxo de caixa),  \u00edndice que subiu para 77% em 2007. Em 2007, 95% dos empres\u00e1rios tinham o h\u00e1bito  de aperfei\u00e7oar produtos e servi\u00e7os \u00e0s necessidades dos clientes, sobre 79% em  2000.<\/p>\n<p>O ambiente para a realiza\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios tamb\u00e9m evoluiu favoravelmente no  per\u00edodo. Al\u00e9m da manuten\u00e7\u00e3o do controle da infla\u00e7\u00e3o e do crescimento da economia  no per\u00edodo, o indicador de obten\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos para abrir uma empresa subiu  de 6% em 2000 para 14% em 2007.<\/p>\n<p>Dificuldades &#8211; A pesquisa apresenta, tamb\u00e9m, a opini\u00e3o dos empres\u00e1rios  sobre as principais dificuldades enfrentadas no primeiro ano de atividade da  empresa: falta de clientes (citada por 29% dos empres\u00e1rios) e falta de capital  (21%). A burocracia e os impostos foram citados por 7% dos entrevistados e 5%  apontaram a concorr\u00eancia como a maior dificuldade.<\/p>\n<p>Custos: Por ano, desaparecem 84 mil empresas<\/p>\n<p>O sentimento predominante de quem encerrou as atividades foi o de frustra\u00e7\u00e3o  e perda para 29%; tristeza e m\u00e1goa foram sentidos por 19% dos entrevistados.  Entre as respostas espont\u00e2neas \u00e0 pergunta, 18% declaram que n\u00e3o sentiram nada.  Outros 9% declararam ainda que sentiram al\u00edvio ou tranq\u00fcilidade ao encerrarem as  atividades. Arrependimento foi o sentimento de 2% e 24% alegaram outros  sentimentos.<\/p>\n<p>A estimativa do custo social do fechamento das empresas paulistas  impressiona: 348 mil ocupa\u00e7\u00f5es desaparecem por ano com o fechamento de 84 mil  empresas. A soma da perda da poupan\u00e7a pessoal dos empreendedores com o capital  investido no sonho do neg\u00f3cio pr\u00f3prio representa R$ 1,4 bilh\u00e3o por ano. Com o  fechamento dessas empresas perde-se um faturamento de R$ 18,2 bilh\u00f5es, o que  somado \u00e0 perda do capital investido pelos empreendedores atinge a cifra dos R$  19,6 bilh\u00f5es anuais (dados para 2008). Uma perda que equivale a 811,7 mil carros  populares ou 27, 5 milh\u00f5es de refrigeradores ou ainda 67 milh\u00f5es de cestas  b\u00e1sicas.<br \/>\nFinanciamento &#8211; A principal fonte de financiamento utilizada pelos  empreendedores para montar a empresa, entre 2003 e 2007, foi a soma dos recursos  pr\u00f3prios, seja pessoal ou familiar, com 83%. Como cada empreendedor entrevistado  poderia ter citado mais de uma fonte, empr\u00e9stimos em bancos (12%); negocia\u00e7\u00e3o de  prazos com fornecedores (12%); cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou cheque pr\u00e9-datado (7%);  empr\u00e9stimo com amigos (6%) e outras fontes (4%) tamb\u00e9m foram relatadas.<\/p>\n<p>Para o consultor do Sebrae-SP, Pedro Jo\u00e3o Gon\u00e7alves, alguns fatores  relacionados \u00e0 sobreviv\u00eancia das empresas em seus primeiros anos no mercado  est\u00e3o ligados ao ambiente onde a empresa atua. Ele cita como exemplos a  conjuntura econ\u00f4mica e a legisla\u00e7\u00e3o, No entanto, pondera, outros fatores est\u00e3o  ligados \u00e0 pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o do empreendedor. \u201cNo \u00e2mbito do empreendedor, ele deve se  preparar para atuar num mercado altamente competitivo, planejando como ir\u00e1  atuar, antes de abrir o empreendimento. Por exemplo, identificando o  p\u00fablico-alvo, quem ser\u00e3o seus concorrentes e quem ser\u00e3o seus fornecedores. Ap\u00f3s  a abertura da empresa, o empres\u00e1rio n\u00e3o pode descuidar da gest\u00e3o b\u00e1sica, por  exemplo, o controle do fluxo de receitas e despesas da empresa e o  acompanhamento das mudan\u00e7as dos h\u00e1bitos dos consumidores. Itens b\u00e1sicos como  finan\u00e7as e marketing devem sempre ser observados para o sucesso da atividade  empresarial\u201d, recomenda o consultor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 12 anos de monitoramento dos \u00edndices de sobreviv\u00eancia e mortalidade das empresas paulistas, a sexta atualiza\u00e7\u00e3o do estudo produzido pelo Sebrae-SP aponta que a taxa de mortalidade das empresas paulistas no primeiro ano de exist\u00eancia caiu de 35% para 27%, embora a taxa de mortalidade de empresas com um ano no mercado permane\u00e7a est\u00e1vel [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-31049","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-brasil","7":"category-economia","8":"entry","9":"gs-1","10":"gs-odd","11":"gs-even","12":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31049","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31049"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31049\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}