{"id":30882,"date":"2010-08-18T12:35:25","date_gmt":"2010-08-18T16:35:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=30882"},"modified":"2010-08-18T12:35:25","modified_gmt":"2010-08-18T16:35:25","slug":"crise-altera-padroes-de-migracao-na-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/crise-altera-padroes-de-migracao-na-europa\/30882","title":{"rendered":"Crise altera padr\u00f5es de migra\u00e7\u00e3o na Europa"},"content":{"rendered":"<p>Estudo da Adecco e do IESE Business School sobre padr\u00f5es de <strong><em>migra\u00e7\u00e3o na  Europa<\/em><\/strong>&#8211; a\u00a0Espanha foi o pa\u00eds da Uni\u00e3o Europeia (UE) que registrou o maior n\u00famero de  sa\u00eddas de trabalhadores estrangeiros em 2009: 90 mil pessoas, mais ou menos  igualmente distribu\u00eddas entre cidad\u00e3os dos 12 novos pa\u00edses membros da UE e  vindas do resto do mundo, de acordo com uma pesquisa realizada pela organiza\u00e7\u00e3o  de recursos humanos Adecco e o IESE Business School. No mesmo ano, por\u00e9m, a  Espanha foi tamb\u00e9m o pa\u00eds que recebeu o maior n\u00famero de imigrantes dos 15 pa\u00edses  originais da UE, cerca de 48 mil pessoas.<\/p>\n<p>Mesmo com as altera\u00e7\u00f5es trazidas aos fluxos migrat\u00f3rios pela crise econ\u00f4mica,  a Espanha continua a ser o pa\u00eds com a maior propor\u00e7\u00e3o de imigrantes na popula\u00e7\u00e3o  economicamente ativa. S\u00e3o 3.624.000 pessoas, ou 15,8% da for\u00e7a de trabalho. Como  termo de compara\u00e7\u00e3o, na Fran\u00e7a a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 5,4%.<\/p>\n<p>Tomando os 27 pa\u00edses da UE como um todo, o aumento anual do n\u00famero de  estrangeiros ativos caiu de 10,2% em 2008 para 2,0% em 2009. Mas a participa\u00e7\u00e3o  dos estrangeiros no total da for\u00e7a de trabalho continuou a aumentar nos \u00faltimos  anos: passou de 6,5% em 2007 para 7,2% em 2009.<\/p>\n<p>Os cinco pa\u00edses que registraram maiores quedas na demanda interna em 2009,  sendo, portanto, os mais afetados pela crise \u2013 Irlanda, Hungria, Espanha, Reino  Unido e Holanda \u2013 registraram todos diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de estrangeiros ativos  em 2009. No \u00fanico pa\u00eds da EU-27 a registrar crescimento na economia nesse ano, a  Pol\u00f4nia, houve, por outro lado, um aumento no n\u00famero de imigrantes.<\/p>\n<p>A UE-27 abrigava, em 2009, 17,2 milh\u00f5es de imigrantes, um em cada 14  habitantes. Deles, 80% est\u00e3o concentrados em cinco pa\u00edses, Alemanha, Espanha,  Reino Unido, Fran\u00e7a e It\u00e1lia. Uma entre cada 53 pessoas do UE-15 est\u00e1  trabalhando em outros pa\u00edses da comunidade. Entre os 12 novos membros, a  propor\u00e7\u00e3o cresce para uma em cada 16.<\/p>\n<p>Em termos absolutos, a Alemanha, com 3,9 milh\u00f5es, \u00e9 o pa\u00eds com o maior n\u00famero  de estrangeiros economicamente ativos. Em termos proporcionais, por\u00e9m, o  primeiro lugar pertence \u00e0 Espanha, com 15,8%, seguida da Irlanda, com 14,1% (302  mil pessoas), e \u00c1ustria, com 11,1% (476 mil pessoas). Todos os outros pa\u00edses da  UE t\u00eam propor\u00e7\u00f5es inferiores a 10%.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses da Europa Oriental t\u00eam propor\u00e7\u00f5es baixas. Na Pol\u00f4nia, os  trabalhadores estrangeiros s\u00e3o apenas 0,2% da for\u00e7a de trabalho (26 mil pessoas)  e na Hungria, 0,7% (31 mil pessoas). Dos cinco pa\u00edses com maior concentra\u00e7\u00e3o de  imigrantes, a Fran\u00e7a \u00e9 o \u00fanico a apresentar uma propor\u00e7\u00e3o inferior \u00e0 m\u00e9dia  europeia, 5,4%, ou 1.543.000 pessoas. Mesmo com uma for\u00e7a de trabalho 24%  superior, a Fran\u00e7a tem menos da metade de m\u00e3o de obra imigrante que a  Espanha.<\/p>\n<p>Entre os imigrantes, o pa\u00eds com maior propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores de fora da  UE \u00e9 Portugal, com 84,5% do total de m\u00e3o de obra imigrante, seguido da Espanha,  com 69,9%, e da It\u00e1lia, com 67,3%. No outro extremo est\u00e1 a Irlanda, onde s\u00f3 25%  dos trabalhadores imigrantes v\u00eam de fora da UE.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses que registraram as maiores quedas proporcionais de estrangeiros  economicamente ativos de 2008 para 2009 foram a Hungria, com 19,7%, e a Irlanda,  com 13,2%. Entre os que ganharam m\u00e3o de obra imigrante, o primeiro lugar coube \u00e0  Pol\u00f4nia, com 32,8%, e o segundo \u00e0 It\u00e1lia, com 10,2%.<\/p>\n<p>Tipicamente, as varia\u00e7\u00f5es na popula\u00e7\u00e3o ativa nacional respondem  principalmente a fatores demogr\u00e1ficos de longo prazo, como o envelhecimento da  popula\u00e7\u00e3o, e a mudan\u00e7as socioculturais, como a incorpora\u00e7\u00e3o da mulher ao mercado  trabalho. As varia\u00e7\u00f5es na popula\u00e7\u00e3o ativa estrangeira tendem a estar ligadas de  forma mais estreita aos ciclos econ\u00f4micos, tanto no pa\u00eds receptor como no  emissor. Isso tamb\u00e9m contribui para explicar a menor mobilidade relativa dos  naturais da UE-15, pois a maior integra\u00e7\u00e3o faz com que os ciclos econ\u00f4micos de  todos os pa\u00edses evoluam de forma semelhante.<\/p>\n<p>Os dados usados no estudo n\u00e3o estabelecem diferen\u00e7as entre m\u00e3o de obra  legalizada ou n\u00e3o. Isso pode ser importante no caso de trabalhadores de fora da  Uni\u00e3o Europeia e refor\u00e7a a liga\u00e7\u00e3o entre imigra\u00e7\u00e3o e ciclos econ\u00f4micos. Um  estrangeiro em situa\u00e7\u00e3o irregular n\u00e3o ter\u00e1 o apoio de uma rede familiar, como  acontece com o nacional, ou acesso ao seguro-desemprego. Isso pode fazer com que  volte ao pa\u00eds de origem ou v\u00e1 tentar a sorte em um terceiro pa\u00eds.<\/p>\n<p>Examinando os dados de 2009 com rela\u00e7\u00e3o a 2008, os dois pa\u00edses que sofreram  maiores contra\u00e7\u00f5es na atividade econ\u00f4mica interna, Irlanda e Hungria, foram  tamb\u00e9m os \u00fanicos em que diminuiu o n\u00famero de imigrantes ativos dos tr\u00eas grupos \u2013  dos pa\u00edses do UE-15, dos 12 pa\u00edses que entraram na comunidade com as expans\u00f5es  de 2004 e 2007 e os de fora da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>A Espanha, que teve a terceira maior redu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, assistiu  a uma diminui\u00e7\u00e3o em dois dos tr\u00eas grupos, o dos novos membros e os do resto do  mundo. Reino Unido e Holanda, que ocuparam os lugares seguintes, registraram  quedas apenas entre os imigrantes ativos procedentes de fora da Uni\u00e3o  Europeia.<\/p>\n<p>Isso parece sugerir que quando a contra\u00e7\u00e3o \u00e9 muito severa, da ordem de 10%,  todos os grupos s\u00e3o atingidos. Em uma contra\u00e7\u00e3o grave, mas n\u00e3o severa, s\u00e3o  atingidos especialmente os do resto do mundo, faixa na qual se concentram as  pessoas em situa\u00e7\u00e3o irregular, j\u00e1 que os nacionais dos pa\u00edses membros t\u00eam livre  tr\u00e2nsito na UE.<\/p>\n<p>Sobre o IESE<\/p>\n<p>O IESE est\u00e1 entre as dez melhores escolas de neg\u00f3cios do mundo e \u00e9 pioneira  em educa\u00e7\u00e3o executiva na Europa desde sua funda\u00e7\u00e3o em 1958, na Espanha. O IESE  destaca-se por seu foco em dire\u00e7\u00e3o geral, intensiva utiliza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo do  caso, expans\u00e3o internacional e \u00eanfase ao colocar a pessoa no centro das tomadas  de decis\u00f5es. Realmente global, o IESE possui campus em Madri e Barcelona, al\u00e9m  de um centro em Nova Iorque e escrit\u00f3rios em Munique. Atualmente, a escola de  neg\u00f3cios oferece programas em quatro continentes. No Brasil, ministra o Program  for Management Development (PMD) e o Advanced Management Program (AMP) em  associa\u00e7\u00e3o com o ISE \u2013 Educa\u00e7\u00e3o Executiva, de S\u00e3o Paulo. O IESE foi eleito, em  2009, a melhor escola de neg\u00f3cios do mundo em programas MBA pela The Economist,  de Londres. Mais informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas por meio do site  www.iese.edu.<\/p>\n<p>Sobre a Adecco<\/p>\n<p>A Adecco \u00e9 a empresa l\u00edder na gest\u00e3o de Recursos Humanos. Nesse setor,  oferece um servi\u00e7o integral por meio de suas linhas de neg\u00f3cios especializadas  em emprego tempor\u00e1rio e sele\u00e7\u00e3o (Adecco Office e Adecco Industrial), consultoria  de sele\u00e7\u00e3o (Adecco Professional, com suas linhas especializadas por perfis:  Adecco Engineering &amp; Technical, Adecco Finance &amp; Legal, Adecco  Information Technology, Adecco Medical &amp; Science e Adecco Sales &amp;  Marketing), externaliza\u00e7\u00e3o de processos (Adecco Outsourcing, Eurocen, Extel Crm,  Eurovendex), consultoria de forma\u00e7\u00e3o (Adecco Training) e servi\u00e7os de recoloca\u00e7\u00e3o  (Creade Lee Hetch Harrison).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Adecco e do IESE Business School sobre padr\u00f5es de migra\u00e7\u00e3o na Europa&#8211; a\u00a0Espanha foi o pa\u00eds da Uni\u00e3o Europeia (UE) que registrou o maior n\u00famero de sa\u00eddas de trabalhadores estrangeiros em 2009: 90 mil pessoas, mais ou menos igualmente distribu\u00eddas entre cidad\u00e3os dos 12 novos pa\u00edses membros da UE e vindas do resto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-30882","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-brasil","7":"category-economia","8":"entry","9":"gs-1","10":"gs-odd","11":"gs-even","12":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30882"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30882\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}