{"id":30406,"date":"2010-07-23T15:23:03","date_gmt":"2010-07-23T19:23:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=30406"},"modified":"2010-07-23T15:23:03","modified_gmt":"2010-07-23T19:23:03","slug":"sustentabilidade-da-pecuaria-no-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/sustentabilidade-da-pecuaria-no-pantanal\/30406","title":{"rendered":"Sustentabilidade da pecu\u00e1ria no Pantanal"},"content":{"rendered":"<p>As condi\u00e7\u00f5es da <strong><em>pecu\u00e1ria no Pantanal <\/em><\/strong>e projetos para melhorar a  <strong><em>sustentabilidade<\/em><\/strong> da atividade foram discutidos durante o  workshop da Rede de Pecu\u00e1ria do CPP, Centro de Pesquisas do Pantanal. \u201cOs  trabalhos est\u00e3o ajudando a mostrar a import\u00e2ncia da pecu\u00e1ria tradicional dentro  da din\u00e2mica do Pantanal, j\u00e1 que a atividade colabora para a manuten\u00e7\u00e3o dos  campos e ajuda a manter o cen\u00e1rio do ecossistema como conhecemos hoje\u201d, afirma o  professor Paulo Teixeira de Sousa Jr.<br \/>\nPor isso, uma das grandes preocupa\u00e7\u00f5es  entre os cientistas \u00e9 criar condi\u00e7\u00f5es para a manuten\u00e7\u00e3o dessas comunidades na  regi\u00e3o pantaneira. Um dos projetos mostra que a estrutura fundi\u00e1ria do Pantanal  vem mudando e que as condi\u00e7\u00f5es de vida dos pantaneiros precisa melhorar.  \u201cQueremos diagnosticar as altera\u00e7\u00f5es nos grupos humanos e quais os impactos no  ambiente de uma maneira geral. O objetivo \u00e9 fornecer subs\u00eddios para a composi\u00e7\u00e3o  de pol\u00edticas p\u00fablicas para melhorar a situa\u00e7\u00e3o dessas pessoas\u201d, explica a  professora On\u00e9lia Rosseto, coordenadora do sub-projeto.<\/p>\n<p>Uma alternativa para  aumentar a rentabilidade das propriedades rurais est\u00e1 num projeto que prop\u00f5e o  resgate dos produtos tradicionais do Pantanal. Pesquisadores de Mato Grosso do  Sul identificaram itens que tem potencial para entrarem no mercado com o  diferencial de serem fabricados na regi\u00e3o. Entre eles est\u00e3o a ling\u00fci\u00e7a, a carne  de sol, a gel\u00e9ia de mocot\u00f3 e produtos artesanais em couro e osso. \u201cEm  Aquidauana, a carne oreada \u00e9 um bom exemplo dessa estrat\u00e9gia. \u00c9 um alimento  t\u00edpico que est\u00e1 em processo para receber um selo de origem do Pantanal. Nossa  id\u00e9ia \u00e9 dar visibilidade aos produtos e viabilizar sua fabrica\u00e7\u00e3o pelas  comunidades\u201d, adianta Andr\u00e9 Sim\u00f5es, coordenador do sub-projeto.<\/p>\n<p>O bovino do  Pantanal tamb\u00e9m \u00e9 alvo de pesquisa. Apesar de ser menor e ter menos carne, o  gado pantaneiro se destaca pela resist\u00eancia e adaptabilidade. \u201cO gado do  Pantanal \u00e9 uma ra\u00e7a r\u00fastica, que suporta bem altas temperatura e \u00e9 mais  resistente \u00e0 doen\u00e7as. Nosso foco est\u00e1 no gado leiteiro e temos como objetivo  conhec\u00ea-lo melhor seu potencial produtivo. Al\u00e9m de contribuir para preservar a  ra\u00e7a, a pesquisa vai ajudar a descobrir quais genes o tornam t\u00e3o forte\u201d, conta o  professor Marcus Morais, coordenador do sub-projeto.<br \/>\nAs condi\u00e7\u00f5es ideais de  manejo dos pastos tamb\u00e9m devem colaborar para o incremento da atividade.  Atualmente, os cientistas estudam qual o volume ideal de gado para a manuten\u00e7\u00e3o  correta das pastagens. A equipe do projeto j\u00e1 identificou mais de cem tipos de  pastos diferentes e j\u00e1 encontrou indica\u00e7\u00f5es de lota\u00e7\u00e3o de gado para as mais  comuns, como a grama do cerrado e a tio pedro. \u201cTemos notado que a lota\u00e7\u00e3o  moderada \u00e9 a ideal. Tanto o pasto com pouco gado quanto com muito prejudicam o  equil\u00edbrio ecol\u00f3gico\u201d, revela a professora Sandra Santos, coordenadora do  sub-projeto, que j\u00e1 produziu uma cartilha sobre o assunto.<\/p>\n<p>Outro desafio para  os cientistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pastagens nativas \u00e9 o combate \u00e0s esp\u00e9cies invasoras.  O avan\u00e7o do cambar\u00e1 e do pombeiro nos pastos do Pantanal norte degrada os pastos  e vem comprometendo a exist\u00eancia de v\u00e1rias propriedades rurais. \u201cEssas esp\u00e9cies  s\u00e3o da flora do Pantanal, mas est\u00e3o avan\u00e7ando para os pastos. O lugar natural do  Pombeiro, por exemplo, \u00e9 nas margens dos rios. Estamos pesquisando a din\u00e2mica  dessas plantas, pois temos que entender como funciona a din\u00e2mica desse avan\u00e7o.  Assim, poderemos propor alternativas para ajudar as popula\u00e7\u00f5es tradicionais\u201d,  refor\u00e7a C\u00e1tia Nunes, coordenadora do sub-projeto. O trabalho vai subsidiar a  normatiza\u00e7\u00e3o da limpeza de campo na Lei de Gest\u00e3o do Pantanal. A cria\u00e7\u00e3o dessas  regras \u00e9 importante poque ainda h\u00e1 muita confus\u00e3o entre desmatamento e retirada  necess\u00e1ria das esp\u00e9cies invasoras. \u201cA limpeza \u00e9 peri\u00f3dica \u00e9 essencial, pois se a  invas\u00e3o n\u00e3o \u00e9 controlada o pasto morre\u201d, afirma C\u00e1tia.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es  ecol\u00f3gicas do Pantanal tamb\u00e9m est\u00e3o integradas aos trabalhos da rede, com  pesquisas que avaliam as condi\u00e7\u00f5es da biodiversidade nos sistemas agropastoris  do Pantanal. O projeto BioPan tra\u00e7ou um retrato de quais esp\u00e9cies est\u00e3o  presentes em diferentes unidades da paisagem, como cordilheiras e cambarazais.  \u201cEsse informa\u00e7\u00f5es de composi\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies poder\u00e3o ajudar a avaliar como a a\u00e7\u00e3o  do homem ou as pr\u00f3prias mudan\u00e7as da natureza\u201d, antecipa a professora Christine  Strusmann, coordenadora do sub-projeto. J\u00e1 a equipe do professor Walfrido Tomas  usa c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas escondidas na vegeta\u00e7\u00e3o para detectar esp\u00e9cies de  mam\u00edferos. \u201cBuscamos quais fatores determinam o aparecimento dos mam\u00edferos, se  isso tem rela\u00e7\u00e3o com o manjeo, por exemplo, e quais s\u00e3o os crit\u00e9rios e limites  para interferir na paisagem natural\u201d, resume o pesquisador.<\/p>\n<p>O comit\u00ea  avaliador da Rede sugeriu que, nas pr\u00f3ximas fases, sejam incentivados estudos  hist\u00f3ricos sobre o Pantanal. \u201cAcho que podemos ver o boi como grande ele de  liga\u00e7\u00e3o para dar sustentabilidade e economicidade \u00e0 regi\u00e3o. A rede pode criar  mecanismos que permitam que o boi seja lucrativo e, ao mesmo tempo, mantenha o  sistema de rela\u00e7\u00f5es humanas e biol\u00f3gicas da regi\u00e3o\u201d, recomendou Luciano margins  Verdade, integrante do comit\u00ea e membro da coordena\u00e7\u00e3o do Programa Biota da  Fapesp.<\/p>\n<p>Maria Luiza Braz Alves, Coordenadora Geral de Gest\u00e3o de Ecossistemas  do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia e Coordenadora da Comiss\u00e3o de  Acompanhamento e Avalia\u00e7\u00e3o do CPP, acredita que a estrutura\u00e7\u00e3o de redes pelo CPP  cumpriu a meta de aumentar a competitividade dos pesquisadores locais em editais  p\u00fablicos e contribuiu para ampliar a pesquisa cient\u00edfica na regi\u00e3o. \u201cH\u00e1 um  grande volume de informa\u00e7\u00f5es. A perspectiva que temos agora e trabalhar esses  dados para que eles sejam repassados para a comunidade, seja na forma de  semin\u00e1rios, publica\u00e7\u00f5es ou pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, avalia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As condi\u00e7\u00f5es da pecu\u00e1ria no Pantanal e projetos para melhorar a sustentabilidade da atividade foram discutidos durante o workshop da Rede de Pecu\u00e1ria do CPP, Centro de Pesquisas do Pantanal. \u201cOs trabalhos est\u00e3o ajudando a mostrar a import\u00e2ncia da pecu\u00e1ria tradicional dentro da din\u00e2mica do Pantanal, j\u00e1 que a atividade colabora para a manuten\u00e7\u00e3o dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-30406","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-brasil","7":"category-economia","8":"entry","9":"gs-1","10":"gs-odd","11":"gs-even","12":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30406"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30406\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}