{"id":30355,"date":"2010-07-21T16:32:17","date_gmt":"2010-07-21T20:32:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=30355"},"modified":"2010-07-21T16:32:17","modified_gmt":"2010-07-21T20:32:17","slug":"escolas-que-investem-em-educacao-social-diminuem-o-numero-de-casos-de-bullying","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/escolas-que-investem-em-educacao-social-diminuem-o-numero-de-casos-de-bullying\/30355","title":{"rendered":"Escolas que investem em educa\u00e7\u00e3o social diminuem o n\u00famero de casos de bullying"},"content":{"rendered":"<p><em>Segundo o mestre em Psicologia da Inf\u00e2ncia e da Adolesc\u00eancia, Caio Feij\u00f3, a pr\u00e1tica do bullying est\u00e1 diretamente ligada a falhas na educa\u00e7\u00e3o social, primordialmente, papel dos pais. Mas como eles est\u00e3o cada vez mais ausentes da vida dos filhos, em muitos casos, essa tarefa tem sido delegada \u00e0s escolas. As institui\u00e7\u00f5es que passaram a integrar psic\u00f3logos e assistentes sociais \u00e0s equipes, al\u00e9m de capacitar melhor o seu corpo docente, conseguiram diminuir, substancialmente, o n\u00famero de casos de bullying.<\/em><\/p>\n<p>BullyIng, uma palavra moderna para um tema antigo. Preconceito, coer\u00e7\u00e3o, amea\u00e7a, agress\u00e3o verbal e f\u00edsica, \u00e9 coisa do s\u00e9culo XXI? Quem de n\u00f3s, adultos, passou pelo universo escolar sem ter sofrido ou presenciado goza\u00e7\u00f5es ou apelidos maldosos? Provavelmente, ningu\u00e9m! O que temos s\u00e3o novas formas de agress\u00e3o. O bullying \u00e9 um comportamento anti-social que sempre existiu e, infelizmente, existir\u00e1 tamb\u00e9m no futuro.<\/p>\n<p>De acordo com pesquisa rec\u00e9m divulgada pelo IBGE, tr\u00eas em cada dez estudantes j\u00e1 foram v\u00edtimas de bullying nas escolas brasileiras, em especial, os da rede privada, onde 35,9% dos alunos se sentiram humilhados por provoca\u00e7\u00f5es de colegas. Nas escolas p\u00fablicas, o \u00edndice \u00e9 um pouco menor, 29,5%.<\/p>\n<p>O mestre em Psicologia da Inf\u00e2ncia e da Adolesc\u00eancia e especialista em Psicologia Cl\u00ednica para jovens, adultos e fam\u00edlias, Caio Feij\u00f3, explica que muitas crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o t\u00eam mais recebido dos pais as devidas informa\u00e7\u00f5es e refer\u00eancias importantes para sua forma\u00e7\u00e3o, como os valores. Ou captam dos seus cuidadores (bab\u00e1s) ou buscam na internet (Google e sites de relacionamento como Orkut) e nos programas de TV. Os pais t\u00eam consci\u00eancia desse comportamento e acabam desenvolvendo um forte sentimento de culpa e inseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Como sa\u00edda, afirma o especialista, os pais apelam \u00e0 escola e, sistematicamente, &#8220;depositam&#8221; os seus filhos l\u00e1, na esperan\u00e7a de que ela possa lhes substituir e salv\u00e1-los. Recente pesquisa do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento &#8211; PNUD concluiu que, 25% dos pais atribuem \u00e0 escola a responsabilidade da educa\u00e7\u00e3o integral dos seus filhos.<\/p>\n<p>Mas Feij\u00f3 alerta que, o maior problema est\u00e1 no fato de que estes jovens n\u00e3o ter\u00e3o na escola de hoje o suporte necess\u00e1rio para substituir o papel de pais e m\u00e3es.<\/p>\n<p>&#8220;A fun\u00e7\u00e3o primordial da escola \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, os professores s\u00e3o preparados para esta atividade. A educa\u00e7\u00e3o social \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o dos pais. \u00c9 em casa, junto \u00e0 fam\u00edlia que o filho deveria passar a maior parte da sua primeira inf\u00e2ncia (at\u00e9 os 5 ou 6 anos), pois \u00e9 nesse per\u00edodo que a personalidade dele ser\u00e1 constru\u00edda. Tamb\u00e9m \u00e9 nesse per\u00edodo que a modela\u00e7\u00e3o tem determinante efeito sobre o seu desenvolvimento, e \u00e9 tamb\u00e9m na primeira inf\u00e2ncia que eles necessitam de afeto, limite e da nossa participa\u00e7\u00e3o ativa em suas vidas de forma muito mais consistente e respons\u00e1vel, assim, aprender\u00e3o a conviver com as diversidades&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>Como os pais est\u00e3o cada vez mais ausentes na educa\u00e7\u00e3o social dos filhos, algumas institui\u00e7\u00f5es escolares passaram a integrar psic\u00f3logos e assistentes sociais \u00e0s suas equipes. O resultado, segundo Feij\u00f3: conseguiram diminuir, substancialmente, o n\u00famero de casos de bullying.<\/p>\n<p>&#8220;Muitas escolas t\u00eam recebido alunos filhos de pais ausentes, at\u00e9 mesmo para per\u00edodo integral, como forma de solu\u00e7\u00e3o do impasse. \u00c0quelas que se prepararam contratando especialistas e capacitando seu corpo docente est\u00e3o se dando muito bem. Al\u00e9m de ampliarem o n\u00famero de matr\u00edculas, puderam at\u00e9 melhorar o valor das mensalidades, e diminu\u00edram a incid\u00eancia do bullying. No entanto, outras tantas n\u00e3o. Algumas s\u00e3o, realmente, dep\u00f3sitos de crian\u00e7as, na maioria das vezes filhos de pais sem condi\u00e7\u00f5es financeiras para investir numa boa escola, conduzidas por educadores pedag\u00f3gicos sem tato para assumir tamanha responsabilidade&#8221;, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>Um bom exemplo, conta Feij\u00f3, \u00e9 o Col\u00e9gio S\u00e3o Bento, no Rio de Janeiro-RJ. Ainda que uma das maiores mensalidades do Brasil, t\u00eam suas vagas completamente ocupadas, lista de espera para novas matr\u00edculas e \u00edndices de bullying quase que zero.<\/p>\n<p>&#8220;Nas escolas que se modernizaram a esse ponto, os alunos s\u00e3o envolvidos num programa de din\u00e2micas de grupo sobre valores (respeito, cidadania, justi\u00e7a, consenso, moral e \u00e9tica, entre outros) desde o ensino infantil at\u00e9 o ensino m\u00e9dio. Quem coordena as din\u00e2micas em sala de aula s\u00e3o os pr\u00f3prios professores (capacitados por especialistas) utilizando alguns minutos semanais das aulas. Nessas classes, cada vez que um professor percebe qualquer express\u00e3o de bullying, por menor que seja, ele interrompe a aula e pratica uma din\u00e2mica sobre respeito, por exemplo, cortando o mal pela raiz. Em seguida, faz um comunicado aos pais dos alunos envolvidos, pedindo apoio e supervis\u00e3o do comportamento dos filhos em casa&#8221;, conta o especialista.<\/p>\n<p>Questionado se com essas medidas o bullying pode acabar, Caio Feij\u00f3, confessa que n\u00e3o, pois, segundo ele, ?vivemos em uma sociedade coercitiva e as m\u00faltiplas influ\u00eancias sociais podem nos modelar para o desenvolvimento de comportamentos indesej\u00e1veis?.<\/p>\n<p>Mas a boa not\u00edcia, no entanto, na avalia\u00e7\u00e3o de Feij\u00f3, \u00e9 que podemos obter excepcionais resultados na escola e em casa preparando os filhos e alunos para aprender a conviver com essa forma de agress\u00e3o, sem que para isso tenham que sofrer. &#8220;Ambientes onde prevalece a presen\u00e7a de indiv\u00edduos ajustados socialmente t\u00eam maior probabilidade de equil\u00edbrio na harmonia entre as pessoas, por causa do poder de multiplicadores que eles possuem&#8221;, conclui.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre CAIO FEIJ\u00d3<\/strong><\/span><br \/>\nCAIO FEIJ\u00d3 ministra cursos, confer\u00eancias e palestras, mais de 70 por ano, em todo o Brasil sobre ?Bullying? para pais e educadores e tamb\u00e9m sobre temas relacionados aos seus livros: Pais competentes, filhos brilhantes (j\u00e1 na sexta edi\u00e7\u00e3o); Os 10 erros que os pais cometem; Preparando os alunos para a vida; A sexualidade e o uso de drogas na adolesc\u00eancia e Educando filhos e alunos. Para mais informa\u00e7\u00f5es acesse:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.caiofeijo.com.br\/\" target=\"_blank\">www.caiofeijo.com.br<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o mestre em Psicologia da Inf\u00e2ncia e da Adolesc\u00eancia, Caio Feij\u00f3, a pr\u00e1tica do bullying est\u00e1 diretamente ligada a falhas na educa\u00e7\u00e3o social, primordialmente, papel dos pais. Mas como eles est\u00e3o cada vez mais ausentes da vida dos filhos, em muitos casos, essa tarefa tem sido delegada \u00e0s escolas. 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