{"id":2588,"date":"2009-06-08T21:22:22","date_gmt":"2009-06-09T01:22:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=2588"},"modified":"2009-06-08T22:09:50","modified_gmt":"2009-06-09T02:09:50","slug":"estudo-aponta-que-restauracao-da-br-porto-velho-manaus-nao-e-economicamente-viavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/estudo-aponta-que-restauracao-da-br-porto-velho-manaus-nao-e-economicamente-viavel\/2588","title":{"rendered":"Estudo aponta que restaura\u00e7\u00e3o da BR Porto Velho Manaus n\u00e3o \u00e9 economicamente vi\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assinatura11\"><\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">O projeto de restaura\u00e7\u00e3o e de pavimenta\u00e7\u00e3o da BR-319, entre Manaus (Amazonas) e Porto Velho (Rond\u00f4nia), n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel economicamente, e dever\u00e1 resultar em preju\u00edzos de R$ 316 milh\u00f5es nos pr\u00f3ximos 25 anos, de acordo com a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental (ONG) Conserva\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica (CSF Brasil).<\/p>\n<p>O estudo sobre os impactos da rodovia, apresentado hoje (8) durante uma audi\u00eancia p\u00fablica promovida pelas 4\u00aa e 6\u00aa c\u00e2maras de Coordena\u00e7\u00e3o e Revis\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), tamb\u00e9m aponta que o preju\u00edzo seria de mais de R$ 2 bilh\u00f5es, se forem levados em conta os custos ambientais da obra.<\/p>\n<p>Segundo o analista s\u00eanior da entidade, Leonardo Fleck, para que o projeto fosse vi\u00e1vel, levando em conta os custos da redu\u00e7\u00e3o das perdas ambientais, ele teria que gerar benef\u00edcios de R$ 780 milh\u00f5es, o que seria o equivalente a quintuplicar os benef\u00edcios estimados para a rodovia.<\/p>\n<p>A BR-319 foi constru\u00edda na d\u00e9cada de 1970, durante o governo militar, mas a falta de conserva\u00e7\u00e3o fez com que a rodovia ficasse intransit\u00e1vel. O licenciamento ambiental para a restaura\u00e7\u00e3o de um trecho de 400 quil\u00f4metros da estrada \u00e9 motivo de pol\u00eamica na sociedade e <a href=\"http:\/\/www.agenciabrasil.gov.br\/noticias\/2009\/06\/03\/materia.2009-06-03.7298450329\/view\"><span style=\"color: windowtext;\">at\u00e9 mesmo dentro do governo federal<\/span><\/a>.<\/p>\n<p>Enquanto os defensores argumentam que a estrada vai ajudar a escoar a produ\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o para o resto do pa\u00eds, ambientalistas temem que a obra aumente o desmatamento na Amaz\u00f4nia e provoque a expuls\u00e3o de \u00edndios, que est\u00e3o na regi\u00e3o. A obra faz parte do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), que prev\u00ea investimentos de R$ 600 milh\u00f5es at\u00e9 2010.<\/p>\n<p>Para Fleck, os benef\u00edcios sociais apresentados pelos defensores da obra, como a facilidade de deslocamento das popula\u00e7\u00f5es entre as duas capitais, n\u00e3o se justificam, pois h\u00e1 alternativas mais baratas do que a restaura\u00e7\u00e3o da rodovia. \u201cSe h\u00e1 tanta necessidade de facilitar o transporte das fam\u00edlias entre Porto Velho e Manaus, por que n\u00e3o se discute um transporte a\u00e9reo para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda? \u00c9 muito mais barato do que construir essa estrada\u201d, comparou o dirigente da ONG.<\/p>\n<p>J\u00e1 o diretor de Planejamento e Pesquisa do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Miguel de Souza, ressaltou que a recupera\u00e7\u00e3o da BR-319 \u00e9 uma decis\u00e3o de governo e tem recursos garantidos no PAC. Segundo ele, a estrada tem um foco de integra\u00e7\u00e3o nacional e regional, e o governo tomar\u00e1 todas as medidas para minimizar os impactos ambientais na regi\u00e3o. \u201cA popula\u00e7\u00e3o tem todo interesse que estrada seja constru\u00edda e o DNIT tem trabalhado e se preocupado com a quest\u00e3o ambiental e com a sustentabilidade da rodovia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Souza lembrou que a obra \u00e9 diferente das realizadas na Amaz\u00f4nia na d\u00e9cada de 1980, e ter\u00e1 outros par\u00e2metros de constru\u00e7\u00e3o, como a implementa\u00e7\u00e3o dos programas s\u00f3cio-ambientais, que ser\u00e3o permanentes. \u201cPela primeira vez na hist\u00f3ria vamos construir uma grande estrada na Amaz\u00f4nia com todos os cuidados ambientais\u201d, disse.<\/p>\n<p>O professor da Universidade Federal do Amazonas e coordenador do Estudo de Impacto Ambiental da BR-319, Alexandre Rivas, disse que a recupera\u00e7\u00e3o da rodovia poder\u00e1 trazer impactos positivos, como o aumento da presen\u00e7a do estado na Amaz\u00f4nia, o maior acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos por parte das popula\u00e7\u00f5es locais e uma maior possibilidade de gera\u00e7\u00e3o de renda com atividades sustent\u00e1veis. \u201cA exist\u00eancia de estradas n\u00e3o est\u00e1 necessariamente ligada ao desmatamento\u201d, argumentou.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo Phillip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), disse que a estrada ter\u00e1 enormes impactos ambientais, tanto por ligar a Amaz\u00f4nia central ao arco do desmatamento, como pela abertura de estradas laterais, que v\u00e3o agravar o desmatamento da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele defendeu que existem outras sa\u00eddas para transportar a carga do Norte do pa\u00eds, como por meio de navios. \u201cSe houvesse mais investimentos em portos, a tarifa poderia cair pela metade para o transporte de cabotagem no pa\u00eds\u201d, avaliou. Segundo ele, a decis\u00e3o de reconstruir a rodovia vai abrir uma enorme \u00e1rea de desmatamento na regi\u00e3o \u201cN\u00e3o existe press\u00e3o econ\u00f4mica para ter rodovia logo, temos muito tempo para fazer estudos melhores antes de abrir essa estrada\u201d.<\/p>\n<p>Para o representante da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), Gabriel Pedrazzani, os principais impactos da obra na popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena da regi\u00e3o seriam, al\u00e9m dos desmatamentos e queimadas, o aumento da presen\u00e7a de madeireiros na regi\u00e3o, o que poderia trazer doen\u00e7as aos \u00edndios, a promo\u00e7\u00e3o do \u00eaxodo ind\u00edgena para as proximidades da estrada, al\u00e9m da possibilidade de acidentes na estrada e a prolifera\u00e7\u00e3o do alcoolismo e prostitui\u00e7\u00e3o entre os ind\u00edgenas. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt;\"><span class=\"assinatura11\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial; color: windowtext;\">Sabrina Craide <\/span><\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"><br \/>\n<span class=\"assinatura11\"><em><span style=\"font-family: Arial; color: windowtext;\">Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/em><\/span><span class=\"assinatura11\"><span style=\"font-family: Arial; color: windowtext;\"> <\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto de restaura\u00e7\u00e3o e de pavimenta\u00e7\u00e3o da BR-319, entre Manaus (Amazonas) e Porto Velho (Rond\u00f4nia), n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel economicamente, e dever\u00e1 resultar em preju\u00edzos de R$ 316 milh\u00f5es nos pr\u00f3ximos 25 anos, de acordo com a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental (ONG) Conserva\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica (CSF Brasil). 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