{"id":25622,"date":"2010-04-06T15:37:49","date_gmt":"2010-04-06T19:37:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=25622"},"modified":"2010-04-06T15:37:49","modified_gmt":"2010-04-06T19:37:49","slug":"os-diferentes-tipos-de-parto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/os-diferentes-tipos-de-parto\/25622","title":{"rendered":"Os diferentes tipos de parto"},"content":{"rendered":"<p><strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-weight: normal;\">Com vantagens e indica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, a op\u00e7\u00e3o deve levar em conta a sa\u00fade da m\u00e3e e do beb\u00ea<\/span><\/em><\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 medida que se aproxima a data de nascimento do beb\u00ea, crescem as d\u00favidas das gestantes sobre o tipo de parto. O parto natural, como o pr\u00f3prio nome diz, segue as leis da natureza, com um m\u00ednimo de interven\u00e7\u00f5es, trazendo uma s\u00e9rie de benef\u00edcios para a mulher e especialmente para o beb\u00ea. A m\u00e3e se restabelece mais r\u00e1pido, recebendo alta logo ap\u00f3s as recomend\u00e1veis 48 horas, e reduzindo consideravelmente o risco de dificuldades respirat\u00f3rias na crian\u00e7a. A amamenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 beneficiada devido \u00e0 aus\u00eancia de dor da m\u00e3e no p\u00f3s-parto.<\/p>\n<p>J\u00e1 na cesariana, por ser uma cirurgia, os riscos de complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o maiores. Hemorragia, infec\u00e7\u00e3o e outras intercorr\u00eancias ocorrem com muito maior frequ\u00eancia, afirma dr. Corintio Mariani Neto, presidente da Comiss\u00e3o de Aleitamento Materno da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (Febrasgo).\u00a0Al\u00e9m disso, se tudo ocorrer bem, a alta \u00e9 prevista para no m\u00ednimo 72 horas ap\u00f3s o parto, ou seja, pelo menos um dia a mais do que o parto normal.<\/p>\n<p>No entanto, a decis\u00e3o da via de parto n\u00e3o cabe apenas \u00e0 m\u00e3e ou ao m\u00e9dico que acompanha a gestante no pr\u00e9-natal, deve ser discutida e avaliada segundo diversas vari\u00e1veis. Um exemplo \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o, durante o pr\u00e9-natal, nos exames de rotina, como o ultrassom, ou mesmo durante o trabalho de parto, de algo que possa comprometer o nascimento natural. Mas s\u00e3o casos espec\u00edficos. De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), a via abdominal n\u00e3o deve ultrapassar 15% dos partos.<\/p>\n<p>Contudo, no Brasil, os n\u00fameros s\u00e3o bastante diferentes, principalmente no sistema privado de sa\u00fade, no qual a taxa chega a quase 90%. \u201cSe a gente levar em conta a medicina de consult\u00f3rio e de conv\u00eanio, n\u00f3s temos cerca de 80% a 90% de cesariana, sendo a maioria fora do trabalho de parto. As cesarianas t\u00eam sido marcadas antes que a mulher entre em trabalho de parto, sem a chance de saber se o parto poderia ser normal\u201d, relata o dr. Corintio.<\/p>\n<p>Sobretudo nas grandes capitais, mulheres independentes, que trabalham fora, bastante esclarecidas, muitas vezes escolhem a cesariana por motivos infundados, como medo de sentir dor ou pela praticidade de saber de antem\u00e3o data e hor\u00e1rio do nascimento. Enquanto isso, no SUS, a taxa de cesarianas est\u00e1 em torno de 30%.<\/p>\n<p>Segundo dr. Corintio, \u201ca mulher que tem um plano de sa\u00fade, a priori, tem melhores condi\u00e7\u00f5es globais, s\u00f3cio-econ\u00f4micas, culturais e de sa\u00fade. Mesmo realizando mais consultas pr\u00e9-natais e tendo maior acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, acaba optando pela ces\u00e1rea\u201d.<\/p>\n<p><strong>Parto em casa<\/strong><\/p>\n<p>Em pa\u00edses considerados desenvolvidos, com alta rentabilidade e popula\u00e7\u00e3o instru\u00edda, como a Holanda, a preval\u00eancia do parto natural \u00e9 evidente, inclusive o domiciliar, que chega a 35%. Embora o ambiente familiar traga maior tranquilidade para a mulher, ele n\u00e3o \u00e9 o mais indicado para o parto. Este procedimento deve ser realizado em ambiente hospitalar, com disponibilidade de UTIs e de recursos tecnol\u00f3gicos, ainda que a primeira op\u00e7\u00e3o seja o parto normal, pois intercorr\u00eancias como a necessidade de realiza\u00e7\u00e3o de uma cirurgia de emerg\u00eancia ou de atendimento ao rec\u00e9m-nascido n\u00e3o est\u00e3o descartadas. Nestes casos, a demora para chegar a um hospital pode ser decisiva para a sa\u00fade da m\u00e3e e do beb\u00ea.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a \u00e1rea de obstetr\u00edcia vem inovando, e s\u00e3o cada vez mais comuns as maternidades com su\u00edtes de parto, LDR (Labor and Delivery Room), que conciliam o conforto de uma casa com a credibilidade de um hospital. No Brasil, \u00e9 poss\u00edvel ter acesso a estas facilidades nas principais maternidades do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com vantagens e indica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, a op\u00e7\u00e3o deve levar em conta a sa\u00fade da m\u00e3e e do beb\u00ea \u00c0 medida que se aproxima a data de nascimento do beb\u00ea, crescem as d\u00favidas das gestantes sobre o tipo de parto. O parto natural, como o pr\u00f3prio nome diz, segue as leis da natureza, com um m\u00ednimo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-25622","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-saude-e-vida","7":"entry","8":"gs-1","9":"gs-odd","10":"gs-even","11":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25622","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25622"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25622\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25622"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25622"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25622"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}