{"id":24881,"date":"2010-03-22T19:28:45","date_gmt":"2010-03-22T23:28:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=24881"},"modified":"2010-03-22T19:28:45","modified_gmt":"2010-03-22T23:28:45","slug":"combustiveis-impulsionam-alta-de-precos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/combustiveis-impulsionam-alta-de-precos\/24881","title":{"rendered":"Combust\u00edveis impulsionam alta de pre\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os no Varejo (<strong><em>IPV<\/em><\/strong>) calculado pela Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (Fecomercio) na capital paulista apresentou alta de 0,28% em fevereiro. No m\u00eas anterior, o indicador havia registrado impulso de 0,68% e, assim, acumula eleva\u00e7\u00e3o de 0,91% em 2010. Nos \u00faltimos 12 meses encerrados em fevereiro, a varia\u00e7\u00e3o foi de 1,79%. Entre os 21 grupos de produtos analisados pelo IPV, 12 registraram alta em seus pre\u00e7os m\u00e9dios, sendo que o segmento de Combust\u00edveis e Lubrificantes foi o principal respons\u00e1vel por alavancar o indicador. Em fevereiro, este setor apresentou varia\u00e7\u00e3o de 1,65% e, no ano, j\u00e1 acumula 4,07%.<\/p>\n<p>J\u00falia Ximenes, assessora econ\u00f4mica da Fecomercio, destaca a altera\u00e7\u00e3o da formula da gasolina, que passou a contar com 20% de \u00e1lcool em sua composi\u00e7\u00e3o (antes era 25%), e a redu\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) foram importantes a\u00e7\u00f5es do governo para segurar o pre\u00e7o da gasolina (que teve alta de 1,61%) e do \u00e1lcool combust\u00edvel (alta de 2,48%). &#8220;O custo destes produtos vem sendo influenciado pela redu\u00e7\u00e3o da oferta de cana-de-a\u00e7\u00facar no mercado interno. Essas medidas v\u00e3o segurar o avan\u00e7o exagerado do pre\u00e7o at\u00e9 que as condi\u00e7\u00f5es de oferta se normalizem com o in\u00edcio da safra&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O setor de Feiras, impactado pelas chuvas, teve sua oferta de produtos reduzida, impactando sobre o valor de verduras, legumes, tub\u00e9rculos e frutas, que apresentaram altas de 21,54%, 4,97%, 2,11% e 1,27%, respectivamente. Com isso, o segmento registrou varia\u00e7\u00e3o de 5,03% no m\u00eas. Segundo J\u00falia, em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas desfavor\u00e1veis, nos pr\u00f3ximos meses, os produtos aliment\u00edcios devem continuar influenciando o aumento no \u00edndice geral.<\/p>\n<p>J\u00e1 o indicador Supermercados apontou varia\u00e7\u00e3o de 0,38%. Uma eleva\u00e7\u00e3o modesta se comparada \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o de 1,02% de janeiro. Apesar de apresentar alta de 7,73% nas verduras, 8,24% nos legumes e, 5,37% nos ovos, as aves e, principalmente, os pescados contaram com redu\u00e7\u00f5es expressivas de 1,17% e 4,89%, respectivamente.<\/p>\n<p>Outros grupos que registraram eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os em fevereiro: Eletrodom\u00e9sticos (0,54%), Material de Constru\u00e7\u00e3o (0,41%), Padarias (0,18%), Livraria (0,77%) e CDs (0,75%).<\/p>\n<p>Pontos positivos<\/p>\n<p>Certos setores apresentaram recuo de pre\u00e7os, por outro lado, impedindo que o IPV fosse ainda mais impulsionado. O segmento de Ve\u00edculos, por exemplo, foi favorecido com uma forte procura devido \u00e0 proximidade do t\u00e9rmino da redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Em fevereiro, todos os itens que comp\u00f5em o indicador desta atividade registraram queda.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos dias do IPI reduzido tamb\u00e9m estimularam as vendas na \u00e1rea de M\u00f3veis e Decora\u00e7\u00f5es, que terminou o m\u00eas com a segunda queda consecutiva e pre\u00e7os 0,46% menores. &#8220;A partir de mar\u00e7o, sem o benef\u00edcio fiscal do IPI, os pre\u00e7os de M\u00f3veis, Ve\u00edculos e Materiais de Constru\u00e7\u00e3o podem ser ligeiramente impulsionados&#8221; adverte J\u00falia.<\/p>\n<p>Os A\u00e7ougues, que em janeiro tiveram alta de 1,19%, no \u00faltimo m\u00eas anotaram redu\u00e7\u00e3o de 1,48% em seus pre\u00e7os. Para alegria dos consumidores, as carnes foi\u00e7aram mais baratas: -2,09% em aves; -2% nas su\u00ednas; e -1,33% nas bovinas.<\/p>\n<p>O segmento de Eletroeletr\u00f4nicos registrou sua quarta queda consecutiva, fechando fevereiro com varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,79%. Segundo a economista, o per\u00edodo \u00e9 prop\u00edcio para liquida\u00e7\u00f5es de queima de estoques e o comportamento do setor pode ser sazonal.<\/p>\n<p>Mais grupos que registraram recuo em fevereiro: Drogarias e Perfumarias (0,10%), Relojoarias (0,70%) e Vestu\u00e1rio, Tecidos e Cal\u00e7ados (0,13%)<\/p>\n<p>Nota Metodol\u00f3gica<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os no Varejo (IPV) \u00e9 apurado mensalmente pela Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (Fecomercio) desde 1992, tendo sido atualizado periodicamente de forma a se manter moderno e adequado ao perfil do varejo. Os dados s\u00e3o coletados junto a cerca de 2.000 estabelecimentos comerciais no munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, contemplando 21 segmentos varejistas e 450 subitens pesquisados. A pesquisa conta com uma amostra mensal de aproximadamente 105 mil tomadas de pre\u00e7os. O indicador tem como objetivo acompanhar as varia\u00e7\u00f5es relativas de pre\u00e7os praticados no com\u00e9rcio varejista em seus v\u00e1rios ramos de atividade. Os resultados obtidos, de forma bastante ampla e precisa, s\u00e3o \u00fateis para o acompanhamento da varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os ao longo do tempo em diferentes setores do varejo, al\u00e9m de permitir a an\u00e1lise da evolu\u00e7\u00e3o dos custos ao consumidor de acordo com o tipo espec\u00edfico de consumo. Permite tamb\u00e9m \u00e0 ind\u00fastria conhecer a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os praticados no varejo, auxiliando na determina\u00e7\u00e3o de margens adequadas para a forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de venda.<\/p>\n<p>Sobre a Fecomercio<\/p>\n<p>A Fecomercio (Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo) \u00e9 a principal entidade sindical paulista dos setores de com\u00e9rcio e servi\u00e7os. Representa empresas e congrega 153 sindicatos patronais, que abrangem mais de 600 mil companhias e respondem por 11% do PIB paulista &#8211; cerca de 4% do PIB brasileiro &#8211; gerando em torno de cinco milh\u00f5es de empregos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os no Varejo (IPV) calculado pela Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (Fecomercio) na capital paulista apresentou alta de 0,28% em fevereiro. No m\u00eas anterior, o indicador havia registrado impulso de 0,68% e, assim, acumula eleva\u00e7\u00e3o de 0,91% em 2010. 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