{"id":2414,"date":"2009-06-05T13:54:17","date_gmt":"2009-06-05T17:54:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=2414"},"modified":"2009-06-05T13:54:17","modified_gmt":"2009-06-05T17:54:17","slug":"medicina-tradicional-abre-espaco-para-tratamentos-complementares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/medicina-tradicional-abre-espaco-para-tratamentos-complementares\/2414","title":{"rendered":"Medicina tradicional abre espa\u00e7o para tratamentos complementares"},"content":{"rendered":"<p><span>Ap\u00f3s receber um diagn\u00f3stico ruim, como o de c\u00e2ncer, por exemplo, aparecem as fases de recusa, revolta e f\u00faria diante da doen\u00e7a. Al\u00e9m do tratamento pesado com quimioter\u00e1picos ou radioter\u00e1picos, os pacientes com este progn\u00f3stico est\u00e3o cada vez mais buscando\u00a0 terapias complementares, como: grupos de apoio a outros pacientes, aulas de arteterapia,\u00a0<em>reiki<\/em>\u00a0(energiza\u00e7\u00e3o por meio das m\u00e3os), acupuntura, medita\u00e7\u00e3o, terapia ortomolecular e tamb\u00e9m fisioterapia para combater os efeitos da perda de sensibilidade em m\u00e3os e p\u00e9s, provocados pelo tratamento da medicina tradicional. \u201cAs terapias complementares devem ser todas muito bem dosadas\u00a0 para n\u00e3o debilitar ainda mais o paciente. S\u00e3o uma extens\u00e3o vital do tratamento qu\u00edmico e cir\u00fargico, indispens\u00e1veis, em diagn\u00f3sticos de c\u00e2ncer, por exemplo\u201d, conta o geriatra Eduardo Gomes de Azevedo, adepto da terapia ortomolecular.<\/span><\/p>\n<p><span>O arsenal terap\u00eautico complementar tamb\u00e9m inclui orienta\u00e7\u00e3o nutricional e acompanhamento psicol\u00f3gico, quando necess\u00e1rio. \u00c9 justamente na conjun\u00e7\u00e3o dos aspectos biol\u00f3gicos e psicol\u00f3gicos que atuam as terapias complementares, seguindo uma corrente que se intensificou nos \u00faltimos anos, especialmente nos EUA. L\u00e1, s\u00e3o 41 universidades com linhas de estudo voltadas a essa nova \u00e1rea que enxerga o tratamento oncol\u00f3gico al\u00e9m do trip\u00e9 tradicional: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. \u00c9 um modelo que tamb\u00e9m tem demonstrado efic\u00e1cia para minimizar os efeitos colaterais. Vers\u00f5es de programas como estes est\u00e3o presentes em grandes centros de oncologia norte-americanos como o M.D. Anderson, al\u00e9m de universidades como Duke University, Stanford University, Columbia University, Mayo Clinic e Harvard Medical School.<\/span><\/p>\n<p><strong><em><span>Onde encontrar suporte para a alma<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><span>\u00a0<\/span><\/strong><span>&#8220;O tratamento oncol\u00f3gico pode causar complica\u00e7\u00f5es agudas e persistentes. Por isso, o paciente vive \u00e0 sombra da possibilidade de novas doen\u00e7as. \u00c9 para este paciente que as terapias complementares podem ser muito valiosas&#8221;, explica o m\u00e9dico, diretor da rede de Cl\u00ednicas Anna Aslan.<\/span><\/p>\n<p><span>Em ambientes acad\u00eamicos nos quais reina a medicina tradicional, as experi\u00eancias com abordagens que extrapolam o campo m\u00e9dico j\u00e1 est\u00e3o se tornando comuns e atraindo profissionais de v\u00e1rias \u00e1reas. \u00c9 assim no Instituto de Medicina Comportamental, vinculado ao Departamento de Psicobiologia da Unifesp, onde diversas pesquisas s\u00e3o conduzidas utilizando-se ioga, medita\u00e7\u00e3o e outras t\u00e9cnicas de relaxamento.<\/span><\/p>\n<p><strong><em><span>Como a ortomolecular pode auxiliar<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><span>A pr\u00e1tica ortomolecular n\u00e3o \u00e9 milagrosa e n\u00e3o deve ser entendida apenas como um recurso est\u00e9tico, por exemplo, para emagrecimentos ou melhora da pele e da apar\u00eancia. \u201cA terapia ortomolecular tem uma aplica\u00e7\u00e3o individual, que depende de exames e do hist\u00f3rico m\u00e9dico do paciente. Precisamos conhecer seus v\u00edcios, seus h\u00e1bitos alimentares, dentre muitos outros fatores, antes de propor um tratamento\u201d, ressalta o diretor das cl\u00ednicas Anna Aslan.<\/span><\/p>\n<p><strong><em><span>Na pr\u00e1tica<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><span><span>\u00b7<span>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/span><\/span><strong><span>C\u00e2ncer:\u00a0<\/span><\/strong><span>nestes casos, a terapia ortomolecular ap\u00f3ia o tratamento oncol\u00f3gico convencional, \u00e9 uma terapia complementar. \u201cA reposi\u00e7\u00e3o de antioxidantes serve para driblar os efeitos da quimioterapia e da radioterapia, atenuando seus efeitos e ainda preservando o restante do organismo, que fica debilitado com a agressividade do tratamento. Nas sess\u00f5es de quimio e radio h\u00e1 uma alta produ\u00e7\u00e3o de radicais livres\u201d, diz o m\u00e9dico.<\/span><\/p>\n<p><strong><em><span>Radicais livres e nutrientes<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><span>Quando bem aplicada, a terapia ortomolecular &#8211; ou biomolecular, como tamb\u00e9m \u00e9 conhecida &#8211; \u00e9 uma aliada da sa\u00fade. \u201cO princ\u00edpio que norteia a nossa pr\u00e1tica prega a diminui\u00e7\u00e3o dos radicais livres &#8211; os oxidantes &#8211; que o corpo produz naturalmente ao longo da vida, mas que, em excesso, promovem o desequil\u00edbrio qu\u00edmico e est\u00e3o por tr\u00e1s do envelhecimento celular e de in\u00fameras doen\u00e7as\u201d, explica Eduardo Gomes.<\/span><\/p>\n<p><span>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>No Brasil a pr\u00e1tica ortomolecular j\u00e1 completou 25 anos, mas o conceito nasceu muito antes. Em 1968, o qu\u00edmico norte-americano, ganhador do Pr\u00eamio Nobel por duas vezes, Linus Pauling criou a t\u00e9cnica, baseada na Terapia de Radicais Livres e Envelhecimento, proposta por Denham Harman, pesquisador norte-americano. De l\u00e1 para c\u00e1, muitos estudos mostraram os benef\u00edcios do tratamento ortomolecular. A<em>International Society for Free Radical Research<\/em>\u00a0promove uma s\u00e9rie de simp\u00f3sios, em todo o mundo, a respeito do tema e tem milhares de cientistas associados.<strong><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong><span>\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span>Faz parte da vida oxidar e antioxidar&#8230; \u201cO tempo todo o nosso corpo est\u00e1 produzindo radicais livres. Uma parte \u00e9 usada pelo pr\u00f3prio corpo para se proteger de invasores que causam as infec\u00e7\u00f5es. Outra parte, estima-se que 90% dos radicais livres, fica vagando pelo organismo, provocando a oxida\u00e7\u00e3o dos tecidos e modificando o n\u00facleo das c\u00e9lulas. \u00c9 como se o tecido celular enferrujasse\u201d, explica Eduardo Gomes de Azevedo.<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo pesquisas americanas, at\u00e9 os 50 anos, 30% da nossa prote\u00edna celular ter\u00e1 sido convertida em lixo oxidativo. Entre os causadores do excesso dessas mol\u00e9culas est\u00e3o o tabagismo, a polui\u00e7\u00e3o, o estresse, a alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, o esfor\u00e7o f\u00edsico exagerado e at\u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o a produtos qu\u00edmicos. \u201cQuanto mais uma pessoa fica exposta a esses agentes, maior \u00e9 a quantidade de radicais livres que ela acumula no corpo e maiores os riscos de ficar doente. Por outro lado, h\u00e1bitos saud\u00e1veis, abandono dos v\u00edcios e uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e rica em nutrientes essenciais funcionam como agentes antioxidantes, diminuindo a quantidade de radicais livres\u201d, explica Gomes.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s receber um diagn\u00f3stico ruim, como o de c\u00e2ncer, por exemplo, aparecem as fases de recusa, revolta e f\u00faria diante da doen\u00e7a. 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