{"id":24032,"date":"2010-03-03T16:21:37","date_gmt":"2010-03-03T20:21:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=24032"},"modified":"2010-03-03T16:21:37","modified_gmt":"2010-03-03T20:21:37","slug":"incor-pesquisa-21-mil-pessoas-sao-acometidas-de-morte-subita-por-ano-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/incor-pesquisa-21-mil-pessoas-sao-acometidas-de-morte-subita-por-ano-em-sao-paulo\/24032","title":{"rendered":"Incor Pesquisa &#8211; 21 mil pessoas s\u00e3o acometidas de morte s\u00fabita por ano em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><em>Estima-se que, no Brasil, cerca de 212 mil pessoas morram dessa causa por ano; 90% delas por causa de arritmia card\u00edaca pass\u00edvel de ser tratada, se for diagnosticada a tempo. <\/em><\/p>\n<p>Pela primeira vez no Brasil, pesquisa aponta incid\u00eancia de <strong>morte s\u00fabita<\/strong> na popula\u00e7\u00e3o da cidade de S\u00e3o Paulo: s\u00e3o 21 mil pessoas acometidas por esse mal a cada ano \u2013 a maioria delas (90%) em decorr\u00eancia de problemas card\u00edacos. Grande parte poderia ser salva, se diagnosticada e tratada a tempo, com medicamentos e cirurgia de abla\u00e7\u00e3o. Cerca de 10 mil pessoas desse grupo, no entanto, teriam que ser submetidas \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de cardiodesfibrilador autom\u00e1tico.<\/p>\n<p>O estudo realizado em outubro de 2009, tendo como base tamb\u00e9m dados oficiais do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, referentes a 2007, teve a parceria do Incor (Instituto do Cora\u00e7\u00e3o do Hospital das Cl\u00ednicas da FMUSP), Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Card\u00edacas), ligada \u00e0 SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), e Departamento de Estimula\u00e7\u00e3o Card\u00edaca Artificial da SBCCV (Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular).<\/p>\n<p>A partir dos n\u00fameros de S\u00e3o Paulo &#8211; que est\u00e3o alinhados com o que acontece na maioria dos pa\u00edses -, estima-se que 212 mil pessoas sejam acometidas de morte s\u00fabita a cada ano, no Brasil, diz Dr. Martino Martinelli, cardiologista do Incor e coordenador da pesquisa. O trabalho \u00e9 importante porque traz n\u00fameros confi\u00e1veis para embasar pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade, visando a diminuir sensivelmente a ocorr\u00eancia dessas mortes, diz o m\u00e9dico do Incor. \u201cSabemos agora que 21 mil pessoas morrer\u00e3o desse mal, em 2010. Precisamos rapidamente identifica-las e trata-las a tempo\u201d.<\/p>\n<p>A ocorr\u00eancia de \u00f3bitos em S\u00e3o Paulo devido a morte s\u00fabita \u00e9 superior \u00e0s mortes causadas por diversos tipos de c\u00e2ncer e duas vezes maior do que aquelas origin\u00e1rias em causas externas, como acidente, assassinato, envenenamento, suic\u00eddio etc.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do m\u00e9dico, embora o Brasil acompanhe a incid\u00eancia mundial de morte subida &#8211; que \u00e9 de 0,11% da popula\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 confort\u00e1vel. Nos Estados Unidos, que tem uma popula\u00e7\u00e3o de 300 milh\u00f5es de pessoas, s\u00e3o implantados por ano cerca de 20 mil CDI\u00b4s (cardiodesfibrilador implant\u00e1vel) \u2013 aparelho acoplado ao cora\u00e7\u00e3o para corrigir automaticamente arritmias malignas em pessoas com alta risco de morte s\u00fabita. Para se ter uma id\u00e9ia, segundo dados oficiais do SUS, implantam-se por ano apenas 331 desfibriladores, em S\u00e3o Paulo. \u201cTraduzindo: para cada 64 pessoas que necessitam do implante, apenas uma consegue ser submetida ao procedimento\u201d, explica o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Para conter essas mortes, diz Dr. Martinelli, \u00e9 essencial tamb\u00e9m a presen\u00e7a de desfibriladores em ambientes de grande circula\u00e7\u00e3o de pessoas &#8211; como shoppings centers, escolas etc. \u2013 em n\u00famero suficiente, com sinaliza\u00e7\u00e3o adequada e pessoal treinado para manuse\u00e1-los. \u201cDeve ser implantado, com rela\u00e7\u00e3o aos desfibriladores, o mesmo conceito dos extintores de inc\u00eandio\u201d.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o basta isso, alerta o m\u00e9dico. Pessoas salvas da morte s\u00fabita por um sistema de atendimento r\u00e1pido com desfibrilador precisam ser tratadas imediata e continuamente. \u201cUm indiv\u00edduo acometido por arritmia maligna que n\u00e3o \u00e9 tratado tem 90% de chance de ter nova arritmia maligna, no prazo de cinco anos. E, nesse caso, pode ser fatal\u201d.<\/p>\n<p>Batimentos card\u00edacos acelerados e descompassados (\u201cbatedeira\u201d), falta de ar, tontura e desmaio. Esses s\u00e3o os principais sintomas de uma arritmia card\u00edaca, que pode ter como causa doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o como as que acometem as coron\u00e1rias (infarto e suas conseq\u00fc\u00eancias), as do m\u00fasculo card\u00edaco (Doen\u00e7a de Chagas, miocardites, cardiopatia dilatada idiop\u00e1tica etc.) e as do sistema el\u00e9trico.<\/p>\n<p>As arritmias card\u00edacas afetam mais os homens do que as mulheres. Eles representam 60% do universo das pessoas atingidas.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m est\u00e1 a salvo de ter o problema.<\/p>\n<p>Segundo o m\u00e9dico, 90% das pessoas, inclusive esportistas e atletas, j\u00e1 tiveram arritmia card\u00edaca; grande parte delas benigna. \u201cO que n\u00e3o imagin\u00e1vamos, e a pesquisa mostra isso, \u00e9 que um n\u00famero t\u00e3o grande de pessoas aparentemente saud\u00e1veis teriam risco de arritmia maligna. Nesse caso, elas est\u00e3o expostas a um evento fatal, diga-se de passagem totalmente evit\u00e1vel, sem sab\u00ea-lo\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa do Incor-SBC-SBCCV foi realizada em outubro de 2009, por meio de entrevista por telefone com m\u00e9dicos de atendimento prim\u00e1rio e secund\u00e1rio do SUS, com base metodol\u00f3gica na teoria de Thurstone.<\/p>\n<p>Outro dado de interesse do estudo \u00e9 que, apesar do potencial risco da popula\u00e7\u00e3o para a morte s\u00fabita de origem card\u00edaca, n\u00e3o existem filas de espera no sistema p\u00fablico de sa\u00fade para implanta\u00e7\u00e3o de cardiodesfibriladores \u2013 tratamento prefer\u00eancia de cerca de 50% dos casos de arritmias fatais. Isso se deve, na opini\u00e3o de 43% dos m\u00e9dicos entrevistados, a problemas de gest\u00e3o do sistema, como falta de verbas e burocracia. Outros 37% acreditam que falta alinhamento, conhecimento e interesse do m\u00e9dico para encaminhamento do paciente.<\/p>\n<p>H\tL v\u0010 \u0001\b0\u001d h\u0006\u0018 o, \u00e9 uma das estrat\u00e9gias do Programa Nacional de Reorienta\u00e7\u00e3o da Forma\u00e7\u00e3o Profissional em Sa\u00fade, o PR\u00d3-SA\u00daDE, em implementa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds desde 2005.\u00a0 O PET-Sa\u00fade foi inspirado no Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial \u2013 PET do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e tem como fio condutor a integra\u00e7\u00e3o ensino, servi\u00e7o e comunidade. O programa \u00e9 resultado de parceria entre as secretarias de Gest\u00e3o do Trabalho e da Educa\u00e7\u00e3o na Sa\u00fade (SGTES) e de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade (SAS), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Superior (SESU), do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Veja temas priorit\u00e1rios para desenvolvimento de estudos no PET-Sa\u00fade \u2013 Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade:<\/p>\n<p>&#8211; Perfil da popula\u00e7\u00e3o local relativo a nascimentos, adoecimentos e mortes;<\/p>\n<p>&#8211; Ocorr\u00eancia de doen\u00e7as transmiss\u00edveis, n\u00e3o-transmiss\u00edveis e de agravos a sa\u00fade, tais como doen\u00e7as end\u00eamicas e epid\u00eamicas, viol\u00eancia, acidentes de tr\u00e2nsito e acidentes de trabalho;<\/p>\n<p>&#8211; Situa\u00e7\u00e3o dos determinantes sociais da sa\u00fade e das desigualdades e em sa\u00fade;<\/p>\n<p>&#8211; An\u00e1lise de desempenho e monitoramento dos servi\u00e7os de sa\u00fade;<\/p>\n<p>&#8211; An\u00e1lise dos fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; An\u00e1lise dos riscos ambientais a sa\u00fade e qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; An\u00e1lise e monitoramento de situa\u00e7\u00f5es que configurem emerg\u00eancias epidemiol\u00f3gicas com risco \u00e0 popula\u00e7\u00e3o;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estima-se que, no Brasil, cerca de 212 mil pessoas morram dessa causa por ano; 90% delas por causa de arritmia card\u00edaca pass\u00edvel de ser tratada, se for diagnosticada a tempo. 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