{"id":20806,"date":"2009-12-28T16:08:56","date_gmt":"2009-12-28T20:08:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=20806"},"modified":"2009-12-28T16:08:56","modified_gmt":"2009-12-28T20:08:56","slug":"cancer-de-mama-estudo-combina-anticorpo-com-a-quimioterapia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/cancer-de-mama-estudo-combina-anticorpo-com-a-quimioterapia\/20806","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de mama &#8211; estudo combina anticorpo com a quimioterapia"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>C\u00e2ncer de mama\u00a0<\/em><\/strong>&#8211;\u00a0Os resultados de um estudo internacional fase III, chamado RIBBON 2, apresentados durante o 32\u00ba Simp\u00f3sio Anual de C\u00e2ncer de Mama, em San Antonio, nos EUA, mostram que as mulheres tratadas com Bevacizumabe combinado \u00e0 quimioterapia convencional, como tratamento de segunda linha (tratamento adotado ap\u00f3s falha da medica\u00e7\u00e3o padronizada para a doen\u00e7a), tiveram aumento de 22% na chance de estarem vivas, sem piora da doen\u00e7a (sobrevida livre de progress\u00e3o da doen\u00e7a), em compara\u00e7\u00e3o ao grupo que s\u00f3 recebeu a quimioterapia.<\/p>\n<p>&#8220;Este foi o primeiro estudo de fase III a demonstrar que a combina\u00e7\u00e3o de um medicamento antiangiog\u00eanese com a quimioterapia convencional de segunda linha pode estender o tempo de sobrevida livre de progress\u00e3o da doen\u00e7a, para as mulheres com c\u00e2ncer de mama avan\u00e7ado,&#8221; disse o Dr. Adam Brufsky, diretor m\u00e9dico do Centro de C\u00e2ncer Feminino do Hospital da Universidade de Pittsburgh e principal pesquisador do estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Este \u00e9 um resultado significativo, j\u00e1 que muitas mulheres com doen\u00e7a avan\u00e7ada apresentam piora do c\u00e2ncer quando a quimioterapia inicial deixa de funcionar e, atualmente, a \u00fanica op\u00e7\u00e3o para essas mulheres \u00e9 uma nova quimioterapia. O crescente conjunto de evid\u00eancias, que apoia o uso combinado de Bevacizumabe, d\u00e1 aos m\u00e9dicos maior flexibilidade na escolha do esquema mais adequado para suas pacientes&#8221;, complementou Antonio Carlos Buzaid, diretor de opera\u00e7\u00f5es do Hospital S\u00edrio Liban\u00eas.<\/p>\n<p>No Brasil, de acordo com o INCA &#8211; Instituto Nacional de C\u00e2ncer, as taxas de mortalidade por c\u00e2ncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doen\u00e7a ainda \u00e9 diagnosticada em est\u00e1gios avan\u00e7ados. Na popula\u00e7\u00e3o mundial, a sobrevida m\u00e9dia ap\u00f3s cinco anos \u00e9 de 61%. Para 2010, o INCA estima aproximadamente 50 mil novos casos de c\u00e2ncer de mama no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Sobre o Estudo RIBBON 2<\/p>\n<p>O estudo foi focado em mulheres com c\u00e2ncer de mama avan\u00e7ado, negativo para HER2, j\u00e1 tratadas anteriormente com uma primeira linha de quimioterapia. Os eventos adversos foram semelhantes aos j\u00e1 relatados com o uso de Bevacizumabe e n\u00e3o foram observados dados in\u00e9ditos de seguran\u00e7a cl\u00ednica nesse estudo.<\/p>\n<p>O RIBBON 2 foi outro estudo fase III positivo, que se soma \u00e0s evid\u00eancias cl\u00ednicas favor\u00e1veis ao uso de Bevacizumabe no tratamento de mulheres com c\u00e2ncer de mama avan\u00e7ado, agora como segunda linha. O papel de Bevacizumabe no tratamento de primeira linha j\u00e1 foi bem estabelecido, com base nos resultados de tr\u00eas estudos de fase III (E2100, AVADO e RIBBON-1). De modo geral, esses estudos mostram dados consistentes de efic\u00e1cia e seguran\u00e7a em v\u00e1rios subgrupos de pacientes, independentemente das quimioterapias com as quais Bevacizumabe \u00e9 combinado.<\/p>\n<p>Sobre Bevacizumabe<\/p>\n<p>Bevacizumabe \u00e9 um anticorpo que bloqueia especificamente o VEGF (fator de crescimento endotelial vascular). O VEGF \u00e9 o principal promotor da angiog\u00eanese tumoral &#8211; processo essencial para o desenvolvimento e a manuten\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos necess\u00e1rios para que o tumor cres\u00e7a e se dissemine (met\u00e1stases) para outras partes do corpo. O modo de a\u00e7\u00e3o preciso do Bevacizumabe ajuda a controlar o crescimento e as met\u00e1stases tumorais, com impacto limitado sobre os efeitos colaterais da quimioterapia.<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios do Bevacizumabe em termos de sobrevida foram comprovados em diversos tipos de tumor. Bevacizumabe est\u00e1 aprovado na Uni\u00e3o Europeia, para tratamento de quatro tipos de tumores comuns, em est\u00e1gio avan\u00e7ado: c\u00e2ncer colorretal, c\u00e2ncer de mama, c\u00e2ncer de pulm\u00e3o e c\u00e2ncer renal. Esses tipos de c\u00e2ncer causam, juntos, quase 3 milh\u00f5es de mortes, todos os anos. Nos EUA, o Bevacizumabe foi a primeira terapia antiangiog\u00eanica aprovada pela FDA e, atualmente, est\u00e1 aprovado para o tratamento de quatro tipos de tumores: de mama, colorretal, glioblastoma (c\u00e2ncer cerebral) e pulmonar de n\u00e3o pequenas c\u00e9lulas. No Brasil, est\u00e1 aprovado para o tratamento do c\u00e2ncer colorretal e pulm\u00e3o, e aguarda aprova\u00e7\u00e3o da ANVISA para c\u00e2ncer de mama, renal e glioblastomas multiformes.<\/p>\n<p>Mais de 500 mil pacientes j\u00e1 foram tratados com Bevacizumabe at\u00e9 o momento. Um programa cl\u00ednico abrangente, com mais de 450 estudos cl\u00ednicos, est\u00e1 pesquisando o uso de Bevacizumabe em v\u00e1rios tipos de tumor (inclusive colorretal, pulmonar, cerebral, de mama, de est\u00f4mago, de ov\u00e1rio, da pr\u00f3stata e outros) e em diferentes contextos (doen\u00e7a avan\u00e7ada ou em est\u00e1gios iniciais).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00e2ncer de mama\u00a0&#8211;\u00a0Os resultados de um estudo internacional fase III, chamado RIBBON 2, apresentados durante o 32\u00ba Simp\u00f3sio Anual de C\u00e2ncer de Mama, em San Antonio, nos EUA, mostram que as mulheres tratadas com Bevacizumabe combinado \u00e0 quimioterapia convencional, como tratamento de segunda linha (tratamento adotado ap\u00f3s falha da medica\u00e7\u00e3o padronizada para a doen\u00e7a), tiveram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-20806","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-saude-e-vida","7":"entry","8":"gs-1","9":"gs-odd","10":"gs-even","11":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20806"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20806\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}